Saints Row – Análise

Saints Row - Serviços Mínimos

Criada pela Volition e publicada pela THQ e Deep Silver, Saints Row segue os 3rd Street Saints, um gangue fictício no distrito de Saints Row. Lançado em 2006 para a Xbox 360, o primeiro jogo foi bem recebido pelos jogadores e crítica equiparando-o à série Grand Theft Auto.

O jogo foi um sucesso monetário e passados dois anos, em outubro de 2008, vimos o lançamento de Saints Row 2 desta vez com um alvo ainda maior com lançamentos não só para Xbox 360 como também para Playstation 3 e no ano seguinte para PC (embora com problemas técnicos).

Em 2011 a história continuou com Saints Row: The Third para PlayStation 3, Xbox 360 e PC sendo que passados muitos anos chegou mesmo à Nintendo Switch. Tivemos depois o lançamento de Saints Row IV em 2013.

Este reboot de Saints Row é um jogo pelo qual tinha algumas expectativas, muito por ser dos poucos que de alguma maneira podia “morder os calcanhares” ao colosso Grand Theft Auto e promover a evolução deste género de jogos.

O primeiro contacto com o jogo foi talvez um pronuncio do que viria aí, depois de uma EULA enorme somos presenteados com um menu inicial totalmente desinspirado como um menu que faria o Windows 95 corar de vergonha.

Tal como o menu também as opções gráficas disponíveis são minimalistas passando ao lado do que vemos em muitos jogos AAA:

O que gostei de ver foi a capacidade de ajustar individualmente várias características do jogo que podem modificar a vosso belo prazer para ajustarem o gameplay à vossa preferência. Claro está que para quem não quiser perder muito tempo existem 5 presets, são eles: Tourist, Hustler, Enterpreneur, Sensei e Boss.

Tal como nos outros jogos de Saints Row neste reboot começam do zero e vão construindo o vosso império. Pelo caminho vão encontrar estranhas missões, situações bizarras e gameplay a condizer, e posso garantir que neste aspecto o jogo se manteve fiel ao original se gostaram do tom mais cómico e estranho dos anteriores também vão gostar deste. Saints Row é fiel ao que o tornou especial, talvez até demasiado fiel.

Talvez devido às expectativas ou a outros jogos que elevaram muito a barra, Saints Row acaba por passar uma imagem de um jogo desinspirado. Temos aquela narrativa em crescendo à medida que vamos progredindo, mas as missões acabam por se revelar repetitivas, monótonas e o mundo do jogo é insípido. Temos um mapa grande com muito para percorrer, mas é passada a imagem de algo relativamente vazio e que não passa ao jogador um grande interesse em explorar.

A desinspiração na criação do mundo não passou, no entanto, para a criação da personagem e personalização. Se quiserem vão passar muito tempo na personalização e é notório que foi dada muita atenção a esta mecânica apesar dos modelos terem um aspecto algo datado.

E por falar em modelos de personagens, graficamente o jogo como o todo fica muito aquém das possibilidades permitidas pela geração atual, aliás a sensação que dá é que é um jogo de 2 gerações atrás. Vão ver muitos elementos a serem renderizados e as físicas do jogo são no mínimo estranhas. Vão encontrar também no jogo Bugs que por vezes vão mesmo influenciar a missão que estão a fazer e obrigar a sua repetição.

Saints Row é aquele jogo que vão jogar esporadicamente em curtas sessões, não vão ter nada na história que vos agarre ao ecrã.

Nas reviews começo a deixar de mencionar a implementação das capacidades do DualSense e dos seus fantásticos gatilhos porque praticamente todos os jogos de nova geração implementam esta característica, mas no caso de Saints Row o comando da Playstation 5 não é estranhamente aproveitado.

Saints Row é aquele reboot que se manteve fiel ao espírito do original, desinspiradamente fiel, e talvez seja aí que vão encontrar a razão para um jogo que entregou a baixo do esperado.

Pros:

  • Fiel ao mundo dos jogos de Saints Row

Cons:

  • Desinspirado
  • Graficamente datado
  • Bugs
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