
O YouTube estará a preparar a entrada no mercado dos audiolivros. Segundo o Wall Street Journal, a plataforma da Google tem mantido conversações com editoras nos últimos meses e a funcionalidade poderá chegar já no próximo ano. Até ao momento, nem o YouTube nem a Google confirmaram oficialmente os planos.
O jornal norte-americano refere que a empresa ponderou incluir os audiolivros no YouTube Premium, o seu plano sem anúncios. Essa inclusão poderia não ter custo adicional para os subscritores, mas continua por esclarecer se quem não paga Premium poderá comprar títulos avulso. A Google já vende audiolivros através do Google Play, mas apenas por compra individual. A abordagem agora seria diferente, assente numa subscrição.
O YouTube já está cheio de audiolivros, ainda que muitos não devessem lá estar. Alguns são de obras em domínio público, mas outros reproduzem livros protegidos por direitos de autor, algo que se veio a agravar com o crescimento de gravações não autorizadas feitas com inteligência artificial.
O YouTube terá pela frente concorrentes bem estabelecidos. O Spotify tem audiolivros incluídos no Premium, lançou um plano só para este formato há alguns anos e alargou o serviço a mais de 180 mercados este ano. Os planos Premium do Spotify incluem 15 horas de audiolivros por mês, e há um complemento chamado Audiobooks+ que acrescenta outras 15 horas por 12 dólares mensais. Existe também o plano Audiobooks Access, a 10 dólares por mês, igualmente com 15 horas, e a possibilidade de comprar livros avulso através do leitor web.
A Audible segue um modelo diferente. A subscrição Standard, a 9 dólares por mês, dá acesso a um audiolivro mensal da biblioteca, que só pode ser ouvido enquanto a subscrição estiver ativa. A subscrição Premium, a 15 dólares por mês, oferece um crédito mensal para comprar um título que fica para sempre na conta do utilizador, além de acesso a um catálogo para ouvir sem limites.









