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Criador de One Piece já sabe como quer terminar a série live-action

Com a segunda temporada a estrear dia 10 de março na Netflix, Mackenyu revelou que Eiichiro Oda tem uma visão clara para o fim da adaptação

screenshot segunda temporada live-action de One Piece

One Piece: Into the Grand Line, a segunda temporada da série live-action estreia a 10 de março de 2026 na Netflix, e a antecipação entre os fãs está no ponto mais alto desde o lançamento da primeira temporada em agosto de 2023. Mas foi numa entrevista ao The Movie Podcast, publicada esta semana, que Mackenyu, o ator que interpreta Roronoa Zoro, deixou escapar algo que vai além da segunda temporada ou da terceira, que já está em produção: Eiichiro Oda já sabe exatamente onde quer que a adaptação live-action de One Piece termine, e o elenco está a par.

Na entrevista, o ator foi deliberadamente vago para não revelar spoilers, mas o suficiente para alimentar semanas de especulação. “Ele tem uma visão para onde quer terminar”, disse Mackenyu sobre Oda. “Não terminar, mas para onde quer levar o live-action. E nós todos sabemos. Sabemos até onde ele quer ir. Isso animou-me muito. Há um arco específico até ao qual ele quer que cheguemos”.

A declaração é significativa por várias razões. One Piece tem quase três décadas de publicação contínua na Weekly Shonen Jump, com mais de 1100 capítulos e um mangá que ainda está longe de terminar, a saga final começou em julho de 2022 e, segundo as próprias estimativas de Oda, poderá durar vários anos mais. Perante uma fonte tão vasta, a questão de onde uma adaptação live-action poderia terminar com coerência narrativa é genuinamente complicada. A resposta de Mackenyu sugere que Oda resolveu esse problema com antecedência e que o ponto de chegada não foi deixado ao acaso nem à disponibilidade da Netflix.

One Piece Into the Grand Line screenshot luffy press

O que a segunda temporada vai adaptar

A segunda temporada cobre os arcos de Loguetown, Reverse Mountain, Whiskey Peak, Little Garden e Drum Island, preparando o terreno para o confronto em Alabasta, que ficará para a terceira temporada. A produção da terceira temporada já começou na África do Sul e vai completar a saga de Alabasta, algo que o próprio Oda confirmou publicamente.

Os oito episódios da segunda temporada ficam disponíveis todos de uma vez a 10 de março, e os dois primeiros vão também ser exibidos em salas de cinema nos Estados Unidos, Canadá e Japão nesse mesmo dia. É a primeira vez que a Netflix aposta numa estreia teatral para esta série, o que diz algo sobre o nível de confiança que a plataforma depositou no projeto.

O co-showrunner Matt Owens saiu da produção em março de 2025 por razões de saúde, com Joe Tracz, que trabalhou em Percy Jackson e the Lightning Thief para a Disney+, a assumir o comando durante a pós-produção. Oda esteve presente nas filmagens na África do Sul e deu a sua aprovação à produção.

One Piece Into the Grand Line screenshot 2 min

Onde poderá terminar tudo

Mackenyu deixou claro que o arco final visado por Oda não é o de Alabasta, o que está previsto para a terceira temporada, por isso a série tem horizonte para mais. A pergunta óbvia é: qual é esse arco?

O mangá original tem uma estrutura clara que divide a aventura dos Chapéus de Palha em duas grandes fases: antes e depois do salto temporal que acontece a meio da história, e que dá início ao que muitos leitores consideram a segunda metade real da saga. Antes desse salto, há arcos maiores como Thriller Bark, Sabaody, Impel Down e Marineford, este último, o chamado “Summit War”, é amplamente considerado o clímax emocional de toda a primeira fase da série, com consequências irreversíveis para o grupo e para Luffy em particular. Seria um ponto de chegada narrativamente sólido para uma adaptação live-action que não pretende, nem poderia realisticamente, cobrir toda a obra de Oda.

O que parece claro é que Oda não deixou a questão por resolver. Numa franquia onde o mangá ainda está em andamento e o desfecho final pode demorar anos, a decisão de definir antecipadamente um ponto de saída para o live-action é, por si só, uma garantia de que a série tem direção, o que nem sempre é dado adquirido neste tipo de adaptações de longa duração.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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