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Série de Harry Potter estreia mais cedo e chega no Natal

A HBO confirmou a data de estreia e lançou o primeiro teaser da sua adaptação televisiva de Harry Potter e há uma surpresa: em vez de 2027, a série chega a 25 de dezembro de 2026

Durante meses, 2027 foi a data que circulou em toda a imprensa especializada. A HBO nunca confirmou um mês concreto, mas a ideia de que a série Harry Potter chegaria “algures em 2027” tinha-se instalado como um facto quase adquirido. Foi tudo por água abaixo esta quarta-feira, 25 de março de 2026, quando a HBO divulgou o primeiro teaser oficial da produção, e, com ele, uma data de estreia que apanhou toda a gente de surpresa: 25 de dezembro de 2026.

A primeira temporada, intitulada Harry Potter and the Philosopher’s Stone, vai estrear no dia de Natal deste ano. É uma daquelas raras ocasiões em que um projeto desta dimensão chega mais cedo do que o previsto, o oposto do habitual na indústria do entretenimento.

O teaser em si acompanha a estrutura familiar a qualquer fã dos livros, começa com Harry a viver no armário debaixo das escadas na casa dos Dursley, recebe a carta de Hogwarts, é introduzido ao mundo mágico por Hagrid e apanha o Expresso de Hogwarts no cais 9¾, onde conhece Ron e Hermione. Nada de revelações surpreendentes em termos de enredo, o objetivo parece ser, acima de tudo, mostrar o tom visual da produção e apresentar os novos rostos ao público.

O elenco que vai ter de convencer o mundo

Liderar uma das franquias mais reconhecidas do planeta é um fardo enorme para qualquer ator, e mais ainda para crianças sem grande experiência. Dominic McLaughlin interpreta Harry Potter, Alastair Stout é Ron Weasley e Arabella Stanton dá vida a Hermione Granger. Os três foram escolhidos depois de um processo que envolveu 32.000 candidatos em todo o Reino Unido e Irlanda.

O elenco adulto é, por sua vez, um conjunto de nomes de peso. John Lithgow interpreta Albus Dumbledore, Paapa Essiedu é Severus Snape, Janet McTeer assume o papel de Minerva McGonagall e Nick Frost dá vida a Rubeus Hagrid. A escolha de Essiedu, ator britânico negro, conhecido do público pela série Black Mirror, para o papel de Snape, descrito nos livros como um homem pálido e anteriormente interpretado pelo falecido Alan Rickman, não passou sem polémica. O ator revelou ter recebido ameaças de morte por causa do papel: “Disseram-me ‘Desiste ou eu mato-te'”. O mesmo ator acrescentou que utiliza estas reações para alimentar a sua performance.

Daniel Radcliffe, que interpretou Harry Potter nos oito filmes originais, já se pronunciou sobre o sucessor, disse: “Tenho a certeza de que o Dominic vai ser melhor do que eu. Aprendi à medida que fui avançando”.

Há ainda um regresso, Warwick Davis, único ator a transitar dos filmes originais, volta ao papel do Professor Flitwick, que interpretou em toda a saga cinematográfica.

Por detrás das câmaras, a HBO apostou em nomes com currículo bem estabelecido na televisão de autor. Francesca Gardiner, com um Emmy conquistado pelo trabalho em Succession, assume as funções de showrunner e argumentista. Mark Mylod, veterano de Game of Thrones e também de Succession, dirige vários episódios da primeira temporada.

Na música, a aposta é igualmente ambiciosa. Hans Zimmer e a sua empresa Bleeding Fingers Music ficaram responsáveis pela banda sonora, substituindo John Williams, que havia composto os primeiros três filmes e definiu o vocabulário musical da franquia.

Rowling no centro outra vez

Não há como falar desta série sem abordar a presença de J.K. Rowling. A autora, que se tornou uma figura profundamente controversa depois das suas posições públicas sobre direitos das pessoas transgénero, é uma das produtoras executivas da série.

A questão coloca-se com mais força aqui do que aconteceu, por exemplo, com o videojogo Hogwarts Legacy, onde Rowling tinha uma presença marginal e os estúdios fizeram questão de incluir representação de diversidade de género. Nesta adaptação televisiva, o envolvimento da autora é direto e declarado.

O CEO da HBO, Casey Bloys, já respondeu a esta controvérsia em declarações à imprensa: “É bastante claro que são as suas opiniões pessoais e políticas. Ela tem direito a tê-las. Harry Potter não está secretamente a ser infundido com nada”.

Hogwarts Legacy ultrapassa 40 milhões de cópias vendidas em todo o mundo

A dimensão do projeto não passa despercebida dentro da própria Warner Bros. Discovery. JB Perrette, CEO e presidente de streaming e jogos da empresa, descreveu a série como “o maior evento de streaming da história do HBO Max e, provavelmente, do streaming em geral. É o número um, dois e três em muitos sentidos”.

A produção da primeira temporada deverá prolongar-se até meados de 2026, com as gravações da segunda temporada a começarem poucos meses depois. O plano da HBO é adaptar cada um dos sete livros numa temporada própria, numa produção que se estenderá por uma década.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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