Entre as quase 70 estreias de outubro de 2026, há um grupo de séries que troca combates por confissões, e batalhas por primeiros encontros. Vão desde romances desportivos a casamentos arranjados que se tornam verdadeiros, passando por um clássico shoujo dos anos 90. Eis dez animes que vão fazer companhia a quem prefere um coração acelerado a uma espada desembainhada.
10My Happy Marriage — Episódios Especiais
Depois do sucesso da segunda temporada em janeiro de 2025, Miyo Saimori e Kiyoka Kudo regressam a 25 de outubro, exclusivamente na Netflix, com três episódios especiais que adaptam o sétimo volume da novel original. A Kinema Citrus mantém-se na animação, com Takehiro Kubota de novo na direção.
O momento escolhido para este regresso não podia ser mais significativo, os episódios centram-se no casamento entre Miyo, a jovem outrora rejeitada pela família por não ter poderes sobrenais, e Kiyoka, o comandante militar temido por todos menos por ela. É o culminar de uma história que começou com um casamento por conveniência e se transformou, ao longo de duas temporadas, numa das relações mais queridas do romance histórico em anime.
9Rascal Does Not Dream of a Dear Friend
O quarto e último filme da saga Rascal Does Not Dream estreia a 16 de outubro nos cinemas japoneses, com a CloverWorks a fechar uma história que começou em 2018. Soichi Masui repete a direção, com Masahiro Yokotani na composição da série, adaptando o 15º e último volume principal da novel de Hajime Kamoshida.
A longa acompanha o desfecho da relação entre Sakuta Azusagawa e Mai Sakurajima, com a revelação da verdade por trás de Tōko Kirishima a obrigar Sakuta a tomar a decisão mais difícil de toda a história. Depois de sete anos de adaptações, uma série, três filmes anteriores e uma temporada de verão dedicada ao arco universitário, este é o encerramento de uma das histórias de amor mais discutidas da última década de anime romântico.
8Blue Box — 2ª Temporada
A Netflix confirma o regresso do romance desportivo mais comentado dos últimos tempos a 4 de outubro, com Daisuke Sako a assumir a direção no estúdio Electric Circus, que substitui a Telecom Animation Film da primeira temporada. O mangá de Kouji Miura já ultrapassou os sete milhões de cópias vendidas, e a expectativa em torno desta continuação é justificada pela boa receção da primeira temporada.
A história de Taiki Inomata, jogador de badminton, e Chinatsu Kano, estrela do basquetebol feminino, continua a aprofundar-se nesta nova fase, com uma personagem nova a juntar-se ao triângulo amoroso que já mantinha os fãs em suspenso. É um dos raros casos em que o desporto e o romance se equilibram sem que um ofusque o outro, e talvez por isso a série tenha conquistado tantos leitores fora do público habitual de shonen desportivo.
7From Far Away
Para celebrar o 35º aniversário do mangá de Kyoko Hikawa, o Studio Deen estreia finalmente uma adaptação para série de From Far Away a 4 de outubro, com Noriyuki Abe na direção. É um marco, a obra, publicada na revista LaLa entre 1991 e 2002, é considerada um dos grandes clássicos do shoujo dos anos 90 que nunca tinha recebido uma série anime.
Noriko, uma estudante transportada para um mundo medieval após uma explosão na rua, torna-se companheira de Izark, um guerreiro que esconde dentro de si uma força maligna que uma antiga profecia associa precisamente a ela. É uma história que ajudou a definir o género isekai décadas antes de o termo existir, e a longa espera pela adaptação só aumentou a curiosidade em torno de como o Studio Deen vai tratar um material com tanta história.
6Chitose Is in the Ramune Bottle — Parte 2
O estúdio Feel continua a adaptação do romance de Hiromu a 13 de outubro, com Yuji Tokuno de novo na direção. Esta segunda parte acompanha primeiro o arco de Asuka Nishino antes de avançar para a história de Haru Aomi, capitã da equipa feminina de basquetebol do liceu.
O que distingue esta série dentro do subgénero de comédia romântica escolar é a forma como usa o protagonista popular e aparentemente perfeito, Saku Chitose, como ponto de entrada para histórias de personagens secundárias que atravessam as suas próprias inseguranças. Cada arco funciona quase como um romance independente, o que tem ajudado a série a manter-se relevante entre a vaga de adaptações deste género.
5Firefly Wedding
A David Production, conhecida pelo trabalho em JoJo’s Bizarre Adventure, estreia a 9 de outubro esta adaptação do mangá de Oreco Tachibana, com Takahiro Kamei na direção. A obra ficou em terceiro lugar no ranking “Manga que Queremos Ver Animado” da AnimeJapan e foi nomeada para Melhor Shoujo nos Kodansha Manga Awards de 2024.
Ambientada na era Meiji, a história segue Satoko Kirigaya, uma jovem nobre gravemente doente que, ao ser atacada pelo assassino Shinpei Goto, lhe propõe casamento como forma de sobreviver. O que começa como um ardil transforma-se numa relação perigosa e ambígua, com tons mais sombrios do que é habitual no romance histórico, o próprio estúdio descreveu o tom da série como “intimista e perturbador”, o que lhe confere um lugar próprio dentro do género.
4The Seven Knights of the Marronnier Kingdom
A J.C. Staff estreia esta adaptação do mangá josei de Nao Iwamoto a 3 de outubro, com Kiyoko Sayama na direção. A obra, publicada na revista Flowers desde 2016, já venceu o prémio de Melhor Manga Josei no Manga Barcelona de 2025.
A premissa segue sete irmãos, cada um cavaleiro do Reino de Marronnier, enviados como embaixadores a reinos vizinhos com um objetivo comum, encontrar a sua parceira predestinada. É uma fusão pouco habitual entre intriga política, comédia de caráter e romance de aventura, com uma princesa disfarçada a acompanhar secretamente um dos irmãos, um elemento que promete complicar ainda mais as alianças em jogo.
3The Salty Koharu Has a Soft Spot for Me
A Tezuka Productions estreia esta comédia romântica a 6 de outubro, com Fumihiro Yoshimura na direção e o romance de Kazami Sawatari a servir de base, já com 12 volumes publicados. A série anime segue Sota Oshio, que trabalha no café da família, e Koharu Sato, colega de turma conhecida como “a fria Sato-san” precisamente por manter todos à distância.
O que torna esta premissa mais interessante do que o habitual é o contraste, com Sota, Koharu revela-se doce, desajeitada e surpreendentemente sincera, uma faceta que ninguém mais na escola conhece. É a fórmula clássica do “só comigo ela é assim”, mas construída com cuidado suficiente para lhe ter garantido uma base de fãs fiel desde a publicação original em 2019.
2Even Though I’m a Super Timid Noble Girl, I Accepted the Bet From My Cunning Fiancé
O estúdio Jumondou estreia este isekai a 4 de outubro, com Nobuaki Nakanishi na direção. A protagonista, Pia Rockwell, é uma antiga estudante universitária que acorda no corpo da vilã secundária de um jogo otome, destinada a ver o seu noivado cancelado e a ser banida do reino no baile de finalistas.
Em vez de esperar pelo desfecho trágico, Pia decide antecipar-se e pede ela própria o fim do noivado com Rufus Stan, filho do primeiro-ministro. O problema é que o pedido só desperta ainda mais o interesse de Rufus, que a desafia a uma aposta para testar se ela realmente quer terminar a relação daqui a sete anos. É uma reviravolta simples sobre a fórmula da “vilã reencarnada” que já rendeu dezenas de séries no género, mas que aqui ganha um tom mais leve e cúmplice entre os dois protagonistas.
1Hello, I Am a Witch and My Crush Wants Me to Make a Love Potion!
O estúdio Diomedéa estreia esta comédia romântica a 5 de outubro, com Keizo Kusakawa na direção e Wataru Watari, autor de My Youth Romantic Comedy Is Wrong, as I Expected, a assinar a composição da série. A protagonista, Rose, conhecida como a “Bruxa do Lago”, vê o seu coração partir-se quando Harij, o cavaleiro por quem está apaixonada há anos, lhe pede que prepare uma poção do amor para outra pessoa.
Decidida a prolongar o pouco tempo que lhe resta ao lado dele, Rose envia Harij numa busca interminável por ingredientes, só para descobrir que ele começa a visitá-la todos os dias, não pela poção, mas para lhe preparar refeições. É um mal-entendido romântico construído com ternura, num registo mais próximo da comédia gentil do que do drama, e que deve grande parte do seu charme à forma como os dois protagonistas comunicam tudo menos aquilo que realmente sentem.









