Trocar de estúdio a meio de um anime é sempre um momento de nervos para quem acompanha uma série. Às vezes o resultado é uma reinterpretação visual bem-vinda; outras vezes é o início de queixas sobre movimento “estranho” ou personagens que já não se parecem consigo próprios. Em outubro de 2026 há pelo menos cinco continuações nesta situação, cada uma com um grau de risco diferente consoante o resto do staff se manteve ou não.
5Aoashi 2
A primeira temporada foi feita pela Production I.G, um nome com currículo pesado (Kaiju No. 8, Eden of the East), e agora passa para a TMS Entertainment, responsável por séries como Dr. Stone. A direção também muda, sai o diretor anterior e entra Kazuki Yokoyama, com o design de personagens a ficar a cargo de Asami Taguchi e Junko Yamanaka.
Há, no entanto, um fio de continuidade que pesa a favor, Masahiro Yokotani mantém-se no argumento, o que significa que quem escreveu a primeira temporada continua a escrever a segunda. Para uma série sobre futebol que depende tanto do timing visual das jogadas como do desenvolvimento emocional do protagonista, é uma mudança que só se vai avaliar mesmo a olho, quando os primeiros episódios saírem a 4 de outubro.
4Blue Box 2
Esta é talvez a troca mais comentada da temporada. A Telecom Animation Film, estúdio com história em produções como Tower of God e Lupin III, dá lugar à Electric Circus, uma casa de animação bem mais recente e com um portefólio ainda a construir-se. Daisuke Sakō assume a direção e Anri Ishii entra para a direção de arte.
O detalhe que devolve alguma confiança aos fãs é o design de personagens, Miho Tanino mantém-se na função, o que significa que o aspeto de Taiki, Chinatsu e do resto do elenco não deve sofrer alterações radicais, mesmo que a animação em si mude de mãos. A estreia é a 4 de outubro, e será provavelmente o primeiro teste sério à reputação da Electric Circus junto de uma base de fãs já grande e vocal.
3The Iceblade Sorcerer Shall Rule the World II
A troca aqui vai da Cloud Hearts, que fez a primeira temporada em 2023, para a Zero-G. A boa notícia é que Masahiro Takata, o diretor original, continua no comando, o que costuma ser o fator que mais pesa para manter alguma identidade visual entre temporadas. A má notícia é que o design de personagens muda para Mariko Kawamoto, o que normalmente é a mudança que mais salta à vista logo no primeiro episódio.
A estreia é a 8 de outubro, e a expectativa está dividida, quem gostou da primeira temporada pela ação tende a estar mais otimista, já que a Zero-G tem experiência recente com séries de ação; quem tinha ligado à estética original está mais cauteloso.
2Ace of Diamond Act II: Second Season
Depois de seis anos de hiato, a franquia de basebol já tinha regressado em abril de 2026 com uma mudança grande, saiu o estúdio Madhouse, que animou as três temporadas anteriores, e entrou o OLM. A parte que estreia agora, a 11 de outubro, é a continuação direta dessa nova fase, por isso a equipa já é a mesma que se estreou na primeira metade do ano.
Aqui a troca foi mais completa do que nas outras entradas desta lista, não só mudou o estúdio, como também o diretor, com Hideaki Ōba a substituir Mitsuyuki Masuhara, e o design de personagens, agora nas mãos de Yasukazu Shōji. O elenco de voz, esse, manteve-se, o que ajuda a segurar alguma familiaridade para quem já viu as temporadas anteriores.
1Magical Girl Raising Project Restart
Dez anos depois da primeira temporada, esta continuação troca a Lerche pela SynergySP. É, tecnicamente, a maior distância temporal entre estúdios desta lista, mas também a que tem mais pontos de continuidade a compensar, Hiroyuki Hashimoto regressa à direção, Takao Yoshioka mantém-se no argumento e até o design de personagens é uma adaptação dos desenhos originais de Maruino, agora nas mãos de Masako Itou.
Dado o tom sombrio e violento que tornou a primeira temporada memorável, a pergunta que mais se ouve não é tanto “vai ficar bonito”, mas sim “vai a SynergySP conseguir manter o peso emocional da série”. A resposta chega a 5 de outubro.









