Com a temporada de outono de 2026 já em andamento, escolher o que ver tornou-se uma tarefa complicada, há dezenas de séries a estrear e aqui ficam 5 que estrearam muito bem.
5Blue Box 2
Num outono recheado de ação, Blue Box ganha pontos precisamente por fazer outra coisa. A segunda temporada chegou à Netflix a 4 de outubro e é a estreia mais refrescante, graças à mistura entre desporto e romance que sempre marcou a série. A história acompanha Taiki, jogador de badminton, e Chinatsu, apaixonada por basquetebol, e é essa convivência entre dois atletas que dá ao enredo um tom diferente do das restantes séries da lista.
O primeiro episódio traz ainda uma cena que muitos fãs aguardavam há bastante tempo, e aproveita-a para criar uma tensão romântica que prende. Ao mesmo tempo, não se esquece do lado competitivo, através de duas situações distintas lembrando a quem vê, que conciliar a vida desportiva com a vida sentimental é um desafio.
Nos bastidores há mudanças. Daisuke Sako assume a direção no estúdio Electric Circus, fundado em 2024 pelo antigo presidente da TMS Animation, Yu Kiyozono, enquanto a primeira temporada tinha sido dirigida por Yuichiro Yano na Telecom Animation Film. A primeira temporada foi exibida entre outubro de 2024 e março de 2025, em dois blocos de episódios, e o mangá de Kouji Miura continua a ser publicado na Weekly Shonen Jump desde abril de 2021.
4Overgeared
Parece já ser tradição que cada temporada traga um anime comparado a Solo Leveling, sobretudo quando vem de um webtoon sul-coreano. Neste outono, o título é Overgeared, e a premissa dá razões para a comparação, o protagonista, conhecido no jogo como Grid, vive num mundo de realidade virtual, o Satisfy, onde o desempenho se traduz em estatuto e dinheiro reais. É o tipo de ponto de partida que lembra de imediato outras histórias de jogadores que sobem de nível.
A série acaba por se afastar desse molde. Grid é alguém que, fora do jogo, não tem grande sucesso, e a sua evolução assenta menos numa imagem de invencibilidade e mais na disponibilidade para mostrar as suas fraquezas, muitas vezes com humor. O resultado é uma história de superação com um tom mais leve.
A adaptação estreou a 2 de outubro, é produzida pelo estúdio J.C.Staff, tem direção de Ayako Kono e está prevista para 12 episódios. A obra original é um webtoon com adaptação de Monohumbug, da Redice Studio, a mesma empresa por trás de Solo Leveling, o que ajuda a explicar a proximidade entre as duas obras.
3Black Clover 2
Depois de mais de cinco anos de pausa, Asta está de volta. A primeira fase do anime terminou em março de 2021, ao fim de 170 episódios, e a segunda temporada estreou a 3 de outubro. Durante este tempo, o futuro da série esteve em dúvida, em parte porque o próprio mangá mudou de revista, deixou a Shonen Jump em 2023 para passar para a Jump GIGA, e já terminou, com 392 capítulos.
O regresso está visualmente muito cuidado e o episódio retoma a ação sem perder tempo, pondo logo em andamento o novo poder de Asta e mostrando que os vilões da nova fase chegam para deixar marca. O ritmo é claramente mais rápido do que na fase anterior, que muitos criticavam por ser lenta, com a adaptação a cobrir cerca de quatro capítulos por episódio.
No staff regressa Ayataka Tanemura, que dirigiu os episódios 153 a 170 da primeira fase e o filme Black Clover: Sword of the Wizard King, e a animação continua entregue ao estúdio Pierrot.
2The Apothecary Diaries 3
Entre os títulos mais aguardados da temporada, The Apothecary Diaries estreou a terceira temporada a 2 de outubro e voltou a mostrar porque conquistou tantos espectadores desde 2023. O primeiro episódio da terceira temporada entrega logo o que a série faz melhor, um drama histórico em várias camadas.
A produção está a cargo do estúdio OLM, com direção de Akinori Fudesaka, e a temporada será dividida em duas partes, com a segunda a estrear em abril de 2027. Pelo meio, a 11 de dezembro, chega aos cinemas japoneses um filme original da série.
1Psyren
Foi a surpresa do outono. Psyren é um mangá de Toshiaki Iwashiro publicado na Weekly Shonen Jump entre 2008 e 2010.
O primeiro episódio capta bem a essência dos shonen e preserva o ambiente dos anime do final dos anos 2000, com um estilo de animação à altura. A narrativa também ajuda, o protagonista, Ageha Yoshina, recebe um cartão telefónico vermelho numa cabine, um detalhe que remete para essa época, e o episódio termina a apontar para uma história de jogo de sobrevivência. Com um protagonista tipicamente irreverente, a série é uma candidata a melhor shonen do outono de 2026.
A adaptação é produzida pela Satelight, estúdio de Aquarion e Macross, com direção de Katsumi Ono, conhecido por Symphogear, composição de Shin Yoshida e desenhos de personagens de Akira Okuma.









