Meu Anime #19 – Primeiras impressões dos Animes de Verão

Meu-Anime-n-19Mais uma edição especial da coluna “Meu Anime”. Se na semana passada eu escrevi aqui as minhas impressões finais sobre os animes da temporada anterior, nessa apresento as minhas impressões iniciais sobre os animes que começaram nessa temporada. Assisti 17 deles. Não pretendo assistir mais nenhum.

De alguns assisti dois episódios porque começaram antes, de outros só assisti um episódio. Tem de tudo um pouco: ação, fantasia, drama, slice of life, esporte, etc. Quais animes dessa temporada você já está assistindo? Espero que essa edição especial da minha coluna te ajude a decidir!

Semana que vem a coluna deve voltar à programação normal, incluindo todos os animes que estou assistindo, e vai ser uma bagunça porque estou bastante atrasado em alguns animes da temporada passada, hehe, mas os problemas do futuro pertencem ao futuro! As impressões dessa temporada que começa são o que importa agora! Tem novidade na coluna e uma surpresa para quem ler tudo.

91 Days

Episódio 1

O cenário é como os EUA durante a Lei Seca mas claramente é um lugar fictício. Uma cidade chamada Lawless, onde começa a nevar em abril (ou seja, fica no Hemisfério Sul). O anime é cheio desses detalhes que em alguns casos são pouco relevantes (por exemplo sua localização em cidade fictícia; não é como se isso realmente importasse) mas em outros tem importância vital. Exemplo: o pai do Ângelo/Avilio pergunta a seu algoz se quem matou seu Don foi a família Orco, ao que ele responde que não. Depois do salto no tempo o primeiro antagonista que o Avilio enfrenta é justamente um louco da família Orco, e ele ajuda o Nero Vanetti a escapar vivo. Um pouco de desatenção em uma única fala no começo do episódio e se perderia uma informação vital: os Orcos não são o alvo da vingança de Avilio – por exclusão, provavelmente são os Vanetti (e depois de consultar a sinopse lembrei que sim, o inimigo de Avilio é a família Vanetti). 91 Days não leva seus expectadores pela mão e mesmo com uma história e uma narrativa até agora simples exige bastante atenção. E quem dá ao anime a atenção que ele pede é premiado com uma estética de época bonita e bem retratada, e uma coleção de personagens bastante interessantes, com destaque para o Avilio que desde criança era muito inteligente e calculista – características fundamentais para alguém que pretende se vingar, sozinho, de uma máfia poderosa.

Nota: ????

Alderamin on the SkyAlderamin-on-the-Sky---1_13

Episódio 1

Para um anime de ação e aventura, levou um longo episódio inteiro apenas apresentando os personagens. Não que tenha ido muito além da superfície deles, mostrando como se comportam e da onde vêm. O protagonista, como esperado, teve um pouco mais de desenvolvimento, mas não foi muito – e ele é um sabichão mulherengo irritante. Mas eu tive a impressão que ele concorda comigo que, embora esse anime seja sobre um reino guerreando contra uma república, Alderamin não faz a monarquia do país-natal dos personagens parecer muito positiva. Por que uma princesa de 12 anos estava em um navio onde apenas pessoal militar deveria estar? O excesso de deferência dos demais personagens à princesinha foi incômodo, ainda que compreensível, e na ocasião em que ela e o protagonista tiveram um breve conflito eu tenho certeza que ninguém estava com razão ali – ela por agir de forma infantil e mandona, e ele por ter ido muito além do razoável ao demonstrar o quanto achava ridícula a posição da princesa. Dois nobres, um militar, uma plebeia que precisa do dinheiro pra ajudar a sustentar sua numerosa família, uma princesinha e um protagonista órfão inteligente porém metido. E metidos estão todos eles em uma situação terrível, perdidos atrás das linhas inimigas. No mínimo é um cenário bem interessante.

Nota: ???½

Amaama to Inazuma

Episódios 1 e 2

Um pai que perdeu a esposa e mãe de sua filha pequena há pouco tempo. Uma adolescente cujos pais se separaram e mora com a mãe que quase nunca está em casa por causa do trabalho. O que eles têm em comum? Querem comer comidas gostosas! Mas Inuzuka, o pai da pequena Tsumugi e por coincidência do destino professor da Kotori, não sabe cozinhar. Kotori, que vive em um restaurante, sabe um bocado a mais, mas tem medo de facas. Com a união de seus poderes, juntos são capazes de cortar os ingredientes e preparar comida! Bom, escrevendo dessa forma parece bem idiota (e talvez seja um pouco), mas Amaama to Inazuma sinaliza com dramas pessoais que podem dar um tempero especial para esse slice of life culinário. E mesmo se você não se interessar muito em comida japonesa ainda pode alimentar seu coração com a fofura da Tsumugi.

Nota: ???½

Amanchu!Amanchu!---1_7

Episódio 1

Visualmente muito bonito. O primeiro episódio teve bastante sucesso em apresentar os personagens, o cenário e o tema. Três coisas que se confundem nesse slice of life. Da mesma autora de Aria, que eu só assisti o primeiro episódio e dropei porque morri de tédio, me faz pensar em dar uma nova chance à série caso as boas primeiras impressões de Amanchu se mantenham até o final. As duas protagonistas se completam e é de se esperar que evoluam juntas, ainda que bem pouco. Rico em mensagens sobre a importância do tempo e do espaço: elas estão entrando no ensino médio e uma delas (Ooki) acabou de se mudar para lá, o que a deixa bastante melancólica e insegura. E deslocada também: fica o tempo todo checando no celular se suas antigas amigas mandaram alguma mensagem (nunca mandam, mas ela não se ressente disso em momento algum). Já a outra (Kohinata) é local e está sempre feliz da vida, sendo muito bem descrita pela Ooki como otimista. A essa altura não posso evitar a curiosidade: será que ela é sempre feliz mesmo ou está vestindo uma máscara para esconder o que realmente sente ou fugir de algum medo ou insegurança? O anime já mostrou nesse episódio que seus personagens não são infalíveis: a professora fez um discurso grandioso para depois ficar se perguntando em voz alta se realmente tinha sido um bom discurso, e a própria Kohinata ficou morrendo de vergonha quando descobriu que estava com o zíper do vestido aberto mas fingiu que sabia e que estava tudo bem. Não é como se eu esperasse um trauma de infância profundo em Amanchu de todo modo, pode ser algo bem simples. Por exemplo, a Kohinata ama mergulhar e passa tanto tempo no mar que seu cabelo é horroroso, e a primeira coisa que ela reparou na Ooki foi o cabelo comprido e sedoso dela. Se ela se ressentir do próprio cabelo, seria um tipo de pequena frustração daquelas que todos nós temos aos montes. Destaque para as expressões faciais realistas (como a Ooki com os olhos baixos olhando para o celular enquanto descia as escadas – ficamos mesmo com cara de idiota quando fazemos isso) e para os ângulos de câmera extremos bem usados para reforçar a emoção em algumas cenas. O rosto super-deformed da Kohinata na maior parte do tempo é charmoso, ainda que um pouco assustador.

Nota: ????

BatteryBattery---1_10

Episódio 1

Melhor estreia da temporada! E talvez seja o anime esportivo que estou aguardando há anos? Não é só um monte de gente sendo amigo e se esforçando pra ganhar. Aliás, nem é um monte de gente ainda, embora beisebol seja um esporte de equipe. A escola onde os protagonistas irão estudar e pela qual irão jogar sequer foi apresentada ainda. Se você gosta de drama, aposto que vai gostar de Battery. Takumi é o personagem principal e um arremessador. Ele já é famoso por jogar bem, é neto de um ex-jogador famoso (com quem sua família veio morar no começo do episódio), ansioso por melhorar logo e um pouco impaciente e direto demais. Mas ele parece estar escondendo um problema em seu braço – sua mão tremeu em dado momento do episódio enquanto ele comia, e ele certamente sabe disso. Seu irmão Seiha parece saber também, pois bem quando o Takumi encarava a mão tremendo Seiha repousou a própria mão por cima. Seiha tem seus próprios problemas por ter saúde frágil e ser filho de uma mãe excessivamente zelosa (talvez ele seja a razão da mudança da família?). Mas ele também quer jogar beisebol um dia. Mira pelo menos já tem tão boa quanto a do irmão. E tem o Gou, que joga como apanhador, morador local da cidade para onde a família Harada se mudou, e que já sabia da fama dele porque conhecia seu avô. Sempre positivo e otimista, sempre insistente, mas essa personalidade talvez seja só uma forma dele esconder algo. Ele está entrando no ensino médio e sua mãe já o colocou em um cursinho, o que pode ser pelo menos uma coisa que irá atrapalhá-lo em seu sonho de jogar beisebol. No fundo eles são todos garotos, podem ter algum sucesso jogando no ensino médio, podem não ter sucesso nenhum, mas é quase certo que a menos que sejam excepcionais o beisebol vai acabar para eles em poucos anos, quando então eles serão obrigados a “viver uma vida normal”.

Nota: ????½

Berserk

Episódios 1 e 2

Foi exatamente como eu esperava. A animação está horrorosa, mas é Berserk. Não consigo deixar de sentir-me arrebatado enquanto assisto esse anime. E se a animação 3D está ruim, todo o resto está excelente! A trilha sonora, a dublagem, a adaptação. Ah, a adaptação sim! Esse ponto eu sei que é polêmico, tem gente reclamando das alterações, mas eu acho que está muito bom. Quer um exemplo? Nem no mangá, nem no anime antigo nem nos filmes eu tinha sentido tanto a sensação de que tudo está sempre indo de mal a pior. De que sempre depois de um arco, um episódio, as coisas invariavelmente estão um pouco piores do que eram antes. E Berserk é sobre isso. Um mundo horrível mas que sempre pode piorar mais um pouco. Um mundo cruel com os fracos e insuportável para os fortes. Mesmo para o mais forte de todos, que é também quem mais sofreu. Berserk é Berserk. Só não consigo dar nota máxima por causa da animação mesmo, mas está incrível e é um dos melhores da temporada.

Nota: ????

Days

Episódios 1 e 2

Por que o Tsukushi parece com o Pikachu? O character design desse anime na média não me agrada, embora tenha alguns personagens interessantes (as garotas) ou razoáveis (o capitão e alguns dos jogadores mais velhos e dos novatos também). Começa pelo protagonista que já falei, que ficou muito estranho. Jogadores de futebol não precisam ser todos altos, futebol não é basquete ou vôlei, e o Japão não é a Suécia. Eu sei que o Tsukushi tem que parecer mais fraco, mas ficou muito exagerado. O Kazama cabelos de Barbie também ficou estranho porque, bom, ele parece a Barbie. Mas o campeão é um que nem foi apresentado ainda mas aparece à farta na abertura: o goleiro com cabelo estilo Estátua da Liberdade. Mas bom, tirando o character design é um anime de esporte bem ok. Gostei do jogo que teve logo no começo do primeiro episódio, não pareceu coisa forçada ou de outro mundo, e embora pudesse ter sido melhor, foi suficientemente interessante de se assistir naquele momento. O capitão acha que o Tsukushi vai crescer para ser o capitão quando ele estiver em seu último ano, e pela personalidade dele eu não duvido. Mas vai ter que se esforçar bastante ainda! Tsukushi, chute do trovão!

Nota: ???

Handa-kunHanda-kun---1_3

Episódio 1

Os dez primeiros minutos do anime são gastos com uma sequência metalinguística auto-referencial (e que deve servir de promoção do estúdio também, tendo sido inclusive a parte melhor animada do episódio). Uma tal Força Handa é composta por fãs do Handa que sabem que está para estrear um anime sobre o Handa (sim, o mesmo do qual eles fazem parte). É uma abertura engraçada e que serve para estabelecer o quão “legal” e “incrível” todo mundo acha que o Handa é, e isso é importante porque quando o episódio começa “de verdade” o próprio Handa não dá motivo nenhum para que seja tão idolatrado assim. Ele passa o tempo todo paranoico achando que todos o odeiam e por isso mesmo acaba se metendo em mal-entendidos que fazem as pessoas o idolatrarem ainda mais. É engraçado, mas pelo menos nesse primeiro episódio não cheguei a gargalhar.

Nota: ???½

Hatsukoi Monster

Episódios 1 e 2

Não é genial, mas é uma comédia interessante sobre aceitação e maturidade. Algumas coisas soaram forçadas, como a Kaho, a protagonista, ser rica e superprotegida a vida inteira mas ter acabado com sentimentos de inadequação ao invés de simplesmente se tornar uma adolescente mimada – convenhamos que faria muito mais sentido, não é? No segundo episódio um flashback dela conversando ao telefone com uma amiguinha que foi proibida de ir ao seu aniversário pela mãe por serem de classes sociais diferentes justifica em parte esse sentimento. Se isso tiver acontecido com frequência enquanto ela crescia, ela pode ter se tornado muito auto-consciente de sua posição. Teve o universitário que a assediou também e que, porque o Kanade (seu “namoradinho”) interviu, eu não sei se ele só estava a humilhando ou se iria evoluir para uma tentativa de estupro. Suponho que ela não saiba também, e assim sendo, como continuar vivendo sob o mesmo teto? Enfim, Hatsukoi quer que ignoremos todos esses exageros para contar sua história. E que história é essa? Bem, como eu disse: aceitação e maturidade. No primeiro episódio eu a vi brincando com os garotos mais novos e no começo a imaginei como a garota mais velha que toma conta das crianças, mas depois me pareceu mais que ela própria não é madura o suficiente para a idade que tem. Ela não é mais uma criança, isso é certo, mas ela está mais próxima daqueles meninos do que dos garotos e garotas de sua idade. O Kanade é um bagunceiro terrível e mais de uma vez é dito que ele piorou depois que sua mãe morreu, há dois anos, então consigo imaginar muito fácil a Kaho ocupando uma posição entre a materna e a de uma irmã mais velha para ele, mas ela provavelmente vai precisar se aceitar primeiro antes de poder ajudá-lo.

Nota: ???½

Kono Bijutsu-bu ni Mondai ga Aru!

Episódio 1

Muito bonitinho, muito mais comédia romântica do que propriamente comédia. A Usami é muito bonitinha e envergonhada, e tem uma paixonite secreta pelo Uchimaki, seu colega de clube que, lógico, não a corresponde e parece nem perceber isso direito – os demais membros, contudo, eu aposto que já perceberam muito bem, ainda que a Usami nunca tenha se aberto com ninguém. Embora não entenda a Usami, o Uchimaki consegue pelo menos perceber quando ela está se sentindo mal, triste, e tem bastante empatia, se esforçando para animá-la. Em resumo: os dois formam um casal muito fofo. Porém, se o anime continuar nesse ritmo, só com essa piada até o final, pode ficar bastante repetitivo e chato. A animação é espetacular, não apenas porque tecnicamente bonita, mas porque o enquadramento e a composição das cenas é muito bem pensada. A cena da passarela foi espetacular!

Nota: ????

Mob Psycho 100Mob-Psycho-100---1_11

Episódio 1

Mob é um adolescente com poderes psíquicos (que nem sempre consegue controlar) e que é usado por um charlatão sem poder nenhum para ganhar dinheiro. E existe um contador de quão próximo o Mob está de explodir, embora me pareça que o próprio Mob não tem consciência nenhuma de sua explosividade. Bom, é uma comédia afinal. Não posso dizer que ri muito com esse episódio mas a arte pelo menos é bastante interessante, distorcida, dinâmica e com ângulos extremos. Não é uma comédia que depende dos clichês visuais clássicos de animes de comédia, e isso sozinho já é refrescante. História com certeza não tem nenhuma e o anime deve ser episódico (talvez episódios de 25 minutos acabem sendo cansativos; teria sido melhor um anime de episódios curtos?) então Mob Psycho vai depender totalmente das piadas que contar serem boas. Como já disse, não ri muito nesse episódio. Mas estou disposto a dar um voto de confiança no anime: quem sabe melhore com a inclusão de mais personagens, com episódios e conflitos diferentes?

Nota: ???½

New Game!

Episódio 1

Uma comédia de costumes em ambiente profissional. Esse tipo de cenário não costuma ser o mais engraçado a não ser que tenha personagens muito caricatos, e personagens muito caricatos em animes costumam me irritar mais do que qualquer coisa (e pelo primeiro episódio, parece que pelo menos uma das colegas da Aoba é desse tipo). O cenário é crível desde que se aceite que é possível haver uma empresa só com mulheres (eu sei, existem tantas empresas reais só com homens que uma só com mulheres não deveria ser tão incrível assim, mas prefiro não pensar muito a respeito até porque me parece que New Game faz isso apenas pelo fanservice – calcinha logo no primeiro episódio!). Por enquanto não revelou muito sobre a rotina da produção de um game e não sei se o anime fará isso, mas consegui me identificar com alguns detalhes sobre ambientes de trabalho, como a mesa cheia de Red Bull, a pausa para o intervalo, o novato que aparece super bem produzido para causar boa impressão, entre outras coisas. Mas ainda que tenha sido um episódio agradável nada foi particularmente engraçado ainda que New Game seja uma comédia.

Nota: ???

OrangeOrange---2_8

Episódios 1 e 2

Um grupo de adolescentes vivendo vidas bastante normais para adolescentes. Naho, a protagonista, é tímida e tende a deixar de fazer as coisas por causa disso ou porque fica pensando demais (o que ela parece ter puxado da mãe), mas mesmo assim ela é normal e vive uma vida normal e feliz. Entra um garoto novo no grupo, Kakeru, ela se apaixona por ele, mas ele não é normal. E uma coisa nada normal começa a acontecer: ela recebe cartas dela mesma de dez anos no futuro! Qualquer um de nós pode acumular um número razoável de arrependimentos na vida, pequenas decisões que tomamos e que parecem inconsequentes na hora, mas que depois ficamos pensando se tudo não poderia ter sido diferente, e para melhor, se tivéssemos ido por outro caminho. Que bom seria se tivéssemos cartas do futuro apontando as melhores decisões, não é? Ou talvez não. A Naho descobre como mesmo assim não é fácil. Primeiro porque se tomamos essas decisões em primeiro lugar, é provável que fazer diferente seja difícil. Segundo que apenas mudar de caminho não significa necessariamente tomar um caminho melhor, só significa que teremos que encarar obstáculos diferentes. Estaremos preparados para eles? A Naho estará preparada? No caso dela, e deles, as decisões que tomaram permitiram a morte do Kakeru um mísero ano depois deles o terem conhecido. A dor e o arrependimento foram tão grandes que dez anos depois eles continuam se reunindo para prestar suas homenagens ao amigo que partiu tão cedo. A Naho do futuro se casou, tem um filho e parece suficientemente resolvida na vida, mas ela sabe pelo que passou e não quer que a Naho do passado precise passar por tudo isso. A Naho vai tentar mudar o destino dela, do Kakeru e de todo mundo – para ser mais feliz e com menos arrependimentos dali a dez anos; para evitar que o Kakeru morra dali a um ano; mas mais importante, tomando pequenas decisões todos os dias, um dia de cada vez. Um drama romântico emocionante, potente. Pena que a animação está sofrível: a fotografia e a construção das cenas estão excelentes, mas o traço em si está bem ruim.

Nota: ????

Regalia: The Three Sacred Stars

Episódio 1

A loli que parece mais nova é na verdade a mais velha, e a que parece a mais velha é na verdade a mais nova. E é também imperatriz do reino embora more sozinha com a outra, a quem chama de irmã, mesmo que elas não sejam irmãs. Mesmo que a mais velha não seja sequer humana. Ela é, sei lá, o núcleo de um mecha ou algo assim, e parece que não envelheceu nada em 12 anos. Aliás, há 12 anos parece que ela ficou bem louca em sua forma mecha e causou uma explosão visível do espaço mas que não pulverizou a cidade vizinha ao local da luta; de fato, a cidade ficou muito bem, obrigado. E entendi ainda menos mas parece que uma loli albina tentou segurá-la, e sei lá se conseguiu, mas ao invés da loli protagonista a loli albina não estava dentro de seu robô, eu acho. E voltou agora pra provocá-la porque sei lá. E arranjou uma treta pra ela com um maluco que também tinha seu próprio mecha, mas a loli protagonista perdeu muito fácil, se não fosse a loli imperatriz ela teria morrido. Mas com o poder das duas lolis combinadas conseguiram vencer. E tudo isso dentro das duas horas de folga que a loli imperatriz tinha, porque seria muito ruim se ela tivesse atrasado seus deveres como loli imperatriz para ajudar sua irmã loli a derrotar um maluco aleatório que só queria tretar no porto. Tem ainda uns flashes de outras lolis que com certeza já têm ou ganharão seus mechas. E eu não faço a menor ideia do que se trata esse anime.

Nota: ??

RewriteRewrite---2_1

Episódios 1 e 2

O que foi que eu acabei de assistir? Bom, ok, o sobrenatural existe e o fato dele ser até agora inexplicável mesmo dentro do anime é muito interessante pois o torna assustador. Quero dizer, nem sempre. Na maioria das vezes não, na verdade. Mas teve duas ou três ocasiões em que a situação, o enquadramento e a trilha sonora compuseram uma cena verdadeiramente assustadora. Me pergunto se é assim na visual novel que Rewrite adapta. Mas isso é só um detalhe, já que o gênero desse anime é harém e ele é bastante fiel: no primeiro episódio as garotas foram todas apresentadas e no segundo Kotarou, o protagonista, reuniu (quase) todas elas em um lugar só – o Clube de Ocultismo. O sobrenatural é parte do cenário, bem como o terror associado a ele em algumas ocasiões e a mensagem ambientalista que, parece, Rewrite tenta passar. A arte é bonitinha, as garotas são bonitinhas (e todas elas legítimas representantes de clichês), ele deve quase ficar com uma delas no final (a fantasma?), e eu tenho a impressão que o fator sobrenatural vai continuar sendo incompreensível até o fim.

Nota: ???

Servamp

Episódio 1

Visualmente é muito interessante, principalmente pelas transições entre o normal e o sobrenatural, que se mostram até mesmo na diferença de character design entre os dois protagonistas, o humano Mahiru e seu gato-vampiro Kuro. Para quem não gosta de censura é uma boa opção na temporada, com todo o sangue gratuito e tal. Sério, o amigo do Mahiru tem que ter morrido depois de perder tudo aquilo de sangue. Mas eu e você sabemos que ele com certeza não morreu, certo? Com um pouco mais de sorte e até tiram um coelho da cartola aí e ele nem vai se lembrar do que aconteceu, quem sabe. É mais seguro para o Mahiru pelo menos e o ajuda a manter sua vida normal em paralelo com sua nova vida paranormal. E para não dizer que é só mais um battle shounen, o Mahiru é do tipo que assume responsabilidades quando sabe que alguém vai ter que assumir a responsabilidade de qualquer jeito, e aprendeu a ser assim por causa de sua triste história de vida. Bom, isso é típico de battle shounen, pensando bem – e o Kuro até fez troça de quão típico o Mahiru era ao dizer que ele devia estar lendo muito mangá, hehe.

Nota: ???½

Tales of Zestiria the X

Episódios 0 (prólogo) e 1

Não conheci muito sobre a princesa, mas já conheci o bastante para gostar dela. Normalmente não seria de se esperar que uma princesa (ou qualquer membro da família real) partisse em pessoa em uma missão potencialmente perigosa, mas ela faz isso apenas porque está preocupada com uma soldado sua. Ela é do tipo que se importa com as pessoas, e no começo do prólogo (mas depois cronologicamente da partida dela) já havia aparecido conversando sobre Clemm, a soldado que ela partiu para encontrar. Na ocasião falou sobre como ela gosta de ruínas e de lendas (uma paixão compartilhada pela própria princesa), assim pareceu bastante natural quando depois descobri que ela estava em missão para a resgatar e o sofrimento dela com todos que morreram ao seu redor sem que pudesse fazer nada. Sua fé vacila, ela fica sozinha, assustada, e ao se encontrar com o protagonista ao final do primeiro episódio assume que ele é o Pastor das lendas que poderá salvar o seu mundo. A animação está muito boa, e nesses dois episódios houve muita ação (lutas no primeiro e aventura no segundo), sempre bonito de ser ver, bem coreografado, emocionante. A tensão constante porém me deixou um pouco cansado, mas eu assisti os dois episódios seguidos, talvez se tivesse visto um só não tivesse essa sensação. Elementos soltos e combinados livremente de diversas lendas do mundo real não me deixam esquecer que isso é adaptado de um JRPG, e a animação de abertura adianta que haverá uma party grande com membros interessantes. Ainda bem que segundo um serviço de streaming francês Zestiria será split-cour, com a segunda parte sendo televisionada ano que vem, assim deve haver tempo suficiente para realizar plenamente toda a ambição demonstrada nesses dois episódios.

Nota: ????

Ok, vou ser legal com você que teve paciência de ler esse artigo até o fim. Tenho certeza que esse continua sendo o anime mais badalado, e esse episódio foi particularmente popular. E francamente seria ruim falar dele junto com o próximo na semana que vem mesmo, esse episódio mais ou menos merece seu espaço próprio. Então aí vai:

Re: Zero Kara Hajimeru Isekai SeikatsuRe-Zero-Kara-Hajimeru-Isekai-Seikatsu---15_16

Episódio 15

Eu gosto mais dos episódios que a maioria dos fãs não gosta, e não gosto tanto do que a maioria gosta, já me conformei com isso a essa altura. É, não gostei tanto assim desse episódio, foi só um festival de gore e um punhado de talvez-pistas, tudo para empurrar o enredo para frente de qualquer jeito. Mas serviu para eu criar algumas suspeitas, a maior delas a de que o Roswaal tenha algo a ver com o Betelgeuse – não, não acho que são cúmplices, apenas acho que Roswaal, como Betelgeuse, é um líder (ou foi, ou poderia ser) de uma seita ligada à Bruxa. O raciocínio leva em conta apenas as semelhanças físicas (eles foram os dois únicos humanos esquisitos de cara branca a aparecer no anime até agora) e o fato do Roswaal ser o único personagem entre todos que já foram apresentados a ter aparentemente o mesmo nível de poder que o Betelgeuse. Outra conclusão minha é que não existe uma seita única da Bruxa da Inveja, mas até sete delas – uma para cada pecado capital. E elas provavelmente não agem em conjunto e talvez sejam até mesmo rivais. Sobre o Pack, porém, o qual muitos parecem ter concluído que sabe o segredo do Subaru, eu tenho que discordar e dizer que o que foi apresentado nesse episódio não é conclusivo a esse respeito.

Nota: ??½

Fabio está assistindo 22 animes nessa temporada embora tenha dito que não passaria de 20.
Ele tem seu próprio blog e você pode encontrá-lo no facebook também.