Análise — Psycho Pass

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Não é novidade que uma sociedade, tecnicamente perfeita, está fadada ao seu fracasso. Toda distopia tem como resolução final a sua distopia, não existe um mundo perfeito e a nossa volta só o que há são falhas utilizadas como meios justificando seus fins em prol da criação e evolução de uma mentalidade em torno de milhões, em busca de torná-la perfeita. Mais uma vez, temos a mentalidade de um roteirista e excelente diretor que nos coloca de cabeça erguida por um longo tempo em torno de um sistema perfeito para gradativamente ir destruindo nossas expectativas, nos mostrando o quão falho um sistema perfeito pode ser por dentro. É com muito prazer que eu farei uma análise imparcial em volta do que eu considero ser a melhor obra original já produzida pela indústria dos animes.

Psycho Pass é uma série de animação televisiva produzida pela Production I.G, dirigido por Naoyoshi Shiotani e Katsuyuki Motohiro, série escrita e roteirizada pelo mestre Gen Urobuchi com os traços dos personagens sendo feitos por Akira Amano, autora de Katekyo Hitman REBORN!, e atualmente elDLIVE. A série foi transmitida na TV Fuji no bloco Noitamina entre Outubro de 2012 e Março de 2013, tendo por volta de 22 episódios. Uma segunda temporada chegou a ser produzida e transmitida, novamente, na TV Fuji no bloco Noitamina, dirigida por Naoyoshi Shiotani e Kiyotaka Suzuki, escrita dessa vez por Tow Ubukata sem qualquer envolvimento de Gen Urobuchi.

Uma adaptação para mangá foi feita, ilustrado por Hikaru Miyoshi entitulado de “Inspector Akane Tsunemori”, começou sua serialização na Shueisha Jump Square em Novembro de 2012. Seu primeiro volume tankobon foi lançado pela Shueisha em Fevereiro de 2013. Em novembro de 2013 foi anunciado que mais de 380 mil cópias do mangá foram vendidas em três volumes. Outra adaptação para mangá foi feita entitulada “Psycho Pass: Inspector Shinya Kogami” em 30 de Junho de 2014, ilustrada por Natsuo Sai e escrita por Midori Gotou e a Production I.G. Psycho Pass também possui novels, uma serialização foi feita por Makoto Fukami e foi publicada na Mag Garden em dois volumes, lançados em Fevereiro e Abril de 2013. Shiotani afirma que as novels são mais violentas que a série de televisão. Uma prequel entitulada de “The Monster With no Name” foi escrita por Aya Yakaba, que trabalhou na série de televisão. Antes da novel ser lançada, ela foi primeiro publicada na pagina “Noitamina Novel” no site oficial da Noitamina. Ela foi lançada em Fevereiro de 2013.

 

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Além disso, Psycho Pass também possuem jogos interativos no estilo Visual Novel, um deles intitulado de “Chimi Chara Psycho Pass” com versões chibi da série em sua história original, incluído no disco Blu-Ray do volume do anime e jogável pelo serviço. Em maio de 2014, foi anunciado pela Anime New Network que uma série em videogame baseada no anime estaria sendo produzida, chamada: “Psycho Pass: Mandatory Happiness”, no qual foi desenvolvido pela 5pb para Xbox One e um port anunciado para Playstation Vita e Playstation 4 em Dezembro de 2015, possuindo uma história escrita por Gen Urobuchi que situa a protagonista confrontando um novo inimigo em uma ilha remota durante os seis primeiros episódios do anime. Uma versão do jogo está sendo adaptada para o Playstation 4, Vita e uma versão exclusiva para os PCs em 2016. Nada foi dito sobre uma versão para Xbox One.

A história de Psycho Pass se situa em um futuro autoritário e distópico onde pessoas são constantemente observadas e avaliadas pelo sistema de coleta de dados chamado Psycho Pass, avaliando seus estados mentais para determiná-los como civilizantes comuns ou foras da lei. O Sistema é ativado e ordens são dadas para os Justiceiros comandados por Inspetores com suas armas Dominators que executarão o juízo final em cima de seus alvos que saírem do controle dentor daquele sistema, sendo determinados como foras da lei, assassinos, psicopatas ou ameaças mais perigosas. Vemos a história pela perspectiva de Tsunemori Akane como protagonista e Kogami Shinya como personagem principal, membros de uma unidade chamada “Unit One of the Public Safety Bureau’s Criminal Investigation Division”.

 

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Para aqueles que conhecem bem o método de trabalho e desenvolvimento de Gen Urobuchi em qualquer uma das mídias que ele se envolva como um roteirista ou criador de conteúdo, sabemos que com ele nós iremos ter um grande desenvolvimento em cima de ações, personagens, caracterização, personalidade, ambientação e até mesmo enredo e na construção da história em andamento com o próprio citado anteriormente. O Enredo de Psycho Pass ele é lento da mesma forma que Puela Magi Madoka Magica – escrito por ele, mas progressivo na mesma proporção e talvez com mais tempo livre também para poder criar e desenvolver aquele universo para você, leitor e telespectador. Nós temos por volta de 6 até 7 episódios de casos isolados – mas que futuramente, entenderemos as suas ligações – que servirão para nos colocar na pele da personagem Tsunemori Akane, pois assim como ela, estamos sendo introduzidos a um novo mundo e uma nova realidade na qual estamos sendo inseridos, portanto devemos lentamente entender como funciona a sua rotina, a dos personagens a sua volta, o sistema Sybil pelos seus olhos e também pelos olhos daqueles ao seu redor e como esse mundo, aparentemente utópico e perfeito, funciona.

Assim como Madoka, nossa imersão na história vem disso: Estarmos inseridos na pele de um personagem que, mesmo diferente de nós por já estar naquele mundo e nós não, entendemos os seus sentimentos e inseguranças quanto as atividades policiais e perseguições rotineiras que farão parte de sua vida, ainda mais em um mundo como esse. Junto disso, vamos avaliando o sistema que rege esse mundo e criamos progressivamente teorias e pensamentos em torno dele: Seria ele realmente perfeito? E como conhecemos de toda história utópica que irá se tornar distópica a qualquer momento, é claro que não. E como já sabemos das histórias de Gen Urobuchi: Seremos surpreendidos a qualquer momento, quando menos esperarmos.

 

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A História em si ela não possui quaisquer furos de roteiro que possam influenciar na sua jornada ao lado de Tsunemori Akane, as informações que o anime quer nos passar e o seu desenvolvimento ao lado dela como receptáculo de nossa imersão, estarão todas lá e o que precisamos entender, será progressivamente trabalhado – não teremos todas as respostas de imediato, mas a magia está justamente nisso, em irmos descobrindo como o sistema funciona e o quão falho ele consegue ser ao longo do tempo e as investigações. Ao lado dessa trama, nós vemos a mente de Tsunemori Akane sendo trabalhada quando colocada em contraponto a um personagem muito diferente e sendo o completo oposto, servindo até mesmo como um ponto de referência que nos acompanhará nessa viagem até o final da história.

Junto a isso, temos uma narrativa que, já de se esperar de Gen Urobuchi e das pessoas que dirigem um anime ao seu lado, é muito bem contada. Você consegue digerir bem as informações que lhe são passadas e a imersão acontece muito rápido, você facilmente consegue se sentir na pele de Tsunemori Akane e passar a conhecer a vida daquele universo ao seu lado enquanto vivencia as histórias em sua pele. Tão boa que, quando somos colocados no Episódio 11 – pessoalmente falando e saindo um pouco do lado Imparcial da coisa, é um dos episódios mais bem dirigidos desde Full Metal Alchemist de 2003 – sentimos toda a dor daquela personagem em ser colocada frente a frente com o vilão e encarando todas as falhas mais terríveis que o sistema possui bem na sua frente, destruindo o seu psicológico, assim como todo bom personagem de Gen Urobuchi.

 

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Carisma é uma coisa que conseguimos notar muito bem dentro dos personagens de Gen Urobuchi, pois sabemos o quão bem essa pessoa consegue escrever outras pessoas e transportá-las para dentro de uma história fictícia, conseguindo chamar nossas atenções e imersões de uma m aneira que é surpreendente quando você para em uma análise friamente para analisar. Diálogos e Interações que você consegue crer sendo feita por humanos, a ponto de termos personagens homossexuais que são bem colocados e não são o estereótipo comum utilizados para alívios cômicos ou tiradas de comédia. São pessoas, muito bem desenvolvidas e colocadas em seus devidos papéis.

Ao lado disso, temos as interpretações dos personagens que são muito bem estruturadas. Novamente, sentimos que estamos acompanhando a vida de verdadeiras pessoas, o que nos faz se sentir ainda mais imersivo dentro daquela experiência visual que estamos tendo, afinal, a interpretação ao lado dos diálogos são um dos fatores mais importantes de uma construção de personagem e também da história, que quando combinado a uma boa narrativa – aquela que sabe te contar a história que se propõe – nos faz se sentir dentro daquele universo, conectados e afeiçoados por todos aqueles personagens. Nos preocupamos com eles, sendo mocinhos ou até mesmo vilões.

 

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Um dos assuntos mais polêmicos quando voltados a história de Psycho Pass é a sua segunda temporada e o motivo estranho das pessoas estarem seriamente divididas quanto a sua qualidade artística, principalmente quando comparada a primeira. Pessoas afirmam direto que a sua qualidade narrativa decaiu, a história se perde no que ela se propõe, tudo o que vemos é apelado para o Gore explícito e não o psicológico como na temporada anterior.

É a mesma história da primeira temporada com a mesma exata mensagem, quase com os mesmos personagens. Porém, dessa vez, somos introduzidos a novos personagens com novas histórias e personalidades a serem trabalhadas, assim como um novo vilão que não teve tempo o suficiente para ser desenvolvido pelo outro escritor e roteirista da segunda temporada, o qual não foi o Gen Urobuchi, talvez justificando o pequeno declínio no desenvolvimento dos personagens.

 

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O orçamento da segunda temporada fora menor do que na primeira, o seu custo de produção era limitado e podemos ver isso na quantidade de episódios que foram liberados para serem trabalhados em cima da segunda temporada, assim como a qualidade visual dos episódios e o quão dividido ficou a distribuição desse custo nos episódios. Acompanhamos uma história agora pelos olhos de uma Tsunemori Akane já profissional, olhos cansados e um ponto de vista similar ao de Kogami Shinya, porém mais fria e até mesmo autoritária do que o próprio homem aparentava ser diante aos seus olhos. E essa maturidade é construída ao longo da primeira temporada inteira, a ponto de estarmos céticos quando aquela realidade da mesma forma que a personagem está.

É inegável que a segunda temporada não conta bem a sua história, mas devemos notar de forma fria e clara que o seu desenvolvimento de personagem é comparável a primeira pois da exata forma que a personagem da Tsunemori Akane é destruída no episódio 11, nós vemos constantemente isso acontecer com outros personagens nessa nova temporada. O único defeito no ponto de vista de várias pessoas é o fato de não acompanharmos isso acontecer psicologicamente e sim visualmente. Temos muito sangue sendo jorrado e pouco sentimento sendo trabalhado, dificultando o peso emocional daquelas cenas para muitas das pessoas que vieram da primeira temporada e esperavam o exato mesmo desenvolvimento. Ainda assim, é uma excelente temporada e merece ser vista por mais que não tenhamos mais a presença de Gen Urobuchi como roteirista.

 

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Filme lançado em 2015 e produzido pela Production I.G sendo transmitido em mais de 100 cinemas. Dirigido por Naoyoshi Shiotani e também Katsuyuki Matohiro, ao lado do retorno de Gen Urobuchi e com a contribuição de Makoto Fukami como roteiristas. O Filme foi licensiado pela Funimation Entertainment e teve um acesso limitado nos cinemas dos Estados Únidos nos dias 15 e 16 de Março, 2016. Nesse filme nós temos o retorno de um dos personagens mais queridos pela crítica especializada e também os fãs que acompanharam a primeira temporada e pediram pelo seu retorno mas sem resposta na segunda temporada, se questionando o que teria acontecido com ele e o motivo de seu desaparecimento.

Esse filme não busca nos trazer respostas sobre a trama ou sobre personagens e pontas soltas que ficarão nas duas primeiras temporadas – talvez somente do Kogami Shinya mas ele não era um fator importante para a história que foi contada na segunda temporada. Vemos pela perspectiva de Tsunemori Akane uma nova aventura porém fora do Japão, investigando um novo caso sobre terroristas. A narrativa volta a estar nas mãos de Gen Urobuchi e vemos isso de forma clara ao observarmos a maneira como ele progressivamente nos coloca os personagens Tsunemori Akane e Kogami Shinya na narrativa até se encontrarem e voltarem a interagirem em conjunto.

 

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O relacionamento dos personagens havia ficado em aberto, além de deixar um eventual possível interesse amoroso de Akane em relação a Kogami devido a sua esquizofrenia ser trabalhada na segunda temporada, vendo o personagem em diversos lugares e conversando com ele quando na realidade não tinha ninguém, influenciando em suas decisões, maneiras de agir e pensar. Nessa primeira temporada, nós temos a personagens sendo colocada ao seu lado e entendendo o motivo dele ter ido embora após o final da primeira temporada, além de esclarecer o relacionamento de ambos para o público – não que isso seja um fator importante na história do filme.

Temos um vilão mas que não chama tanto a atenção do público por não conseguir suprir as expectativas criadas pelo anterior, Makishima Shougo, que deixou uma marca enorme no coração dos telespectadores que acompanharam a primeira temporada e acreditavam que talvez ele poderia ser superado. O Filme não possui o melhor roteiro da trilogia – Primeira Temporada, Segunda Temporada e ele, tampouco consegue superar o roteiro da segunda temporada. Mas, ele possui indiscutivelmente cenas de ação mais focadas no combate corpo a corpo, focando a sua história e também seu desenvolvimento em um filme mais ação e menos suspense e drama psicológico, como foi o caso das duas primeiras temporadas. Acaba que, tecnicamente falando, o filme é apenas uma continuação de Psycho Pass que está no mesmo nível da segunda temporada, não superando as expectativas criadas pela primeira temporada mas não que deixe de cumprir o que promete para o seu telespectador.

 

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Como dito no início dessa análise, os traços são realizados pelas mãos de Akira Amano, a mesma autora de Katekyo Hitman REBORN! e atualmente trabalhando em elDLIVE. Para muitas pessoas, o seu traço em desenhar corpos e rostos humanos não é elogiável, por serem muito arredondados ou até mesmo infantis, principalmente quando colocados em uma proposta séria e pé no chão como é o desenvolvimento de Gen Urobuchi em Psycho Pass. Eu vou discordar dessas pessoas e dizer para vocês que, tecnicamente falando, é um dos melhores traços que já trabalharam ao lado de Gen Urobuchi. Não é a primeira vez que vemos o roteirista ser colocado para trabalhar com uma desenhista que possui traços mais voltados para algo próximo do infantil, algo que remete mais a elementos do “moe” – vemos isso acontecer em Madoka Magica, por exemplo.

É justamente por causa disso que Psycho Pass também possui a sua magia visual, é ao percebermos que novamente o Moe foi colocado nas mãos para trabalhar em conjunto a essa mente criativa e sendo, novamente, desconstruída em uma história sombria e profunda assim como aconteceu em seu trabalho anterior em Madoka Magica. Vemos personagens com visuais próximos que nos trazem um certo conforto, mas que são colocados em situações extremas logo de cara e isso, ajuda na construção da ambientação sombria por trás daquele mundo, aparentemente perfeito.

 

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A Direção dos episódios na primeira temporada é de um primor excelente, cenas muito bem colocadas e a história muito bem animada, além de transposta e bem enquadrada com direito a uma das melhores direções já feitas nos últimos anos desde Fullmetal Alchemist de 2003. Dubladores escolhidos a dedo que conseguem encaixar perfeitamente com a personalidade de seus personagens e conseguirem nos passar credibilidade ao ouvir suas vozes. Interpretações, novamente, muito bem-feitas. Os personagens de Gen Urobuchi foram novamente bem colocados em tela e as vozes só potencializarão a imersão do telespectador nessa aventura.

É indiscutível que a série de TV possui alguns problemas de animação por conta da distribuição de recursos precisar ser melhor distribuída ao longo dos episódios enquanto era transmitida. Porém, eu acredito que os recursos foram bem colocados nos momentos que mais precisamos estar atentos e melhor chamam atenção durante a história inteira e, novamente citando, o episódio 11 é um excelente exemplo disso. Vemos volta e meia animações estranhas mas que depois são alinhadas a traços e animações mais bem produzidas, devido o custo de produção ser melhor balanceada ao longo dos episódios. Claro, a versão de Blu-Ray corrige muito dos problemas então, caso você queira uma experiência visual melhor, opte pela versão do Blu-Ray de Psycho Pass.

 

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Acreditem ou não, a produção de Psycho Pass estava tendo problemas na hora de comporem uma música de aberta tema para a série até alguém – eu não ficaria surpreso dessa pessoa ter sido o Gen Urobuchi devido seus gostos musicais peculiares, aconselhar uma música produzida pela banda “Ling Tosite Sigure”, um a banda japonesa de trio rock formada em 2002 em Saitama com um estilo de rock progressivo e post-hardcore. E foi com essa escolha que nós tivemos a abertura da primeira temporada sendo produzida por eles, com o nome de “Abnormalize”.

 

Shiotani diz que ele pediu para a banda Egoist gravarem três versões diferente do tema de encerramento para que assim eles pudessem alternar ao longo dos episódios. Durante a série, os términos resultam em músicas de encerramento sendo removidas ou recolocadas em versões instrumentais para evitar que cenas sejam cortadas do episódio. Um episódio está próximo de seu fim, até que a música de encerramento sobe durante as cenas finais do episódio sem uma animação dedicada ao encerramento propriamente dito. E com isso, temos o encerramento produzido pela banda “Egoist”, chamada “Monster Without a Name”.

 

A Abertura da Segunda Temporada foi produzida pela banda “Nothing’s Carved in Stone”, chamada “Out of Control”.

 

O Encerramento da Segunda Temporada foi produzido, novamente, pela banda “Egoist” e se chama “Fallen”.

Psycho Pass é para mim um dos melhores animes originais já produzidos e também uma das melhores coisas que Gen Urobuchi já escreveu em sua vida sem sombra de dúvidas. Nos dias de hoje estamos carentes de animes que se preocupam com a narrativa e a sua experiência visual querer te contar alguma coisa, e, com esse homem em comando da direção e também dos roteiros, nós podemos confiar que histórias boas podem surgir dai. Psycho Pass possui temas fortes como distúrbio emocional, terror psicológico, depressão e o quão perigoso pode ser para você, como pessoa, os seus sentimentos em uma sociedade e o quão perigoso um desequilíbrio emocional pode ser. Desenvolve os seus personagens de forma honesta, é sincero e inteligente com o seu telespectador e conta uma das melhores histórias já feitas em algum anime dessa década.

Eu Recomendo “Psycho Pass”: A primeira temporada é um primor a ser seguido pelos outros animes, uma das melhores histórias já escritas por Gen Urobuchi. A Segunda temporada peca em vários aspectos, mas unicamente por não ter um vilão a altura do primeiro ou um orçamento tão bem distribuído quanto a sua temporada anterior, ele não deixa de falhar em aspectos narrativos e também em seu desenvolvimento de personagens e relacionamentos, além claro, dos temas que Psycho Pass trata como obra fictícia. O Seu filme não consegue superar a primeira temporada ou ser melhor que a segunda, mas é um excelente filme de ação e que continua de forma muito boa com seus personagens principais, uma história que agradá seus fãs.

Espero que tenham gostado da análise, desculpem pela demora excessiva na produção de análises, eu irei me esforçar para que o Delay entre elas sejam diminuídos. O quadro “EuRecomendo!” retornará o quanto antes, eu também posso prometer isso. Continuem acessando o site da OtakuPT para mais notícias de animes, jogos e outros gostos mais variados da cultura Otaku mundial, espero recebe-lo em futuras análises produzidas por mim ou os outros membros da Staff da OtakuPT.

 

Obrigado, Leitores.
Tchau!

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Windson Mateus
Windson Mateus
11 , Julho , 2019 19:03

Ótima review!
Só fui assistir agora essa obra-prima.

Cilene Bispo
Cilene Bispo
13 , Julho , 2019 3:12

Que análise excelente <3
Deixando nenhuma opinião pessoal interferir nela.
Parabéns

Charles
13 , Julho , 2019 23:37

Eu não sou tão fã quanto você aparenta ser sempre que fala dele, mas com certeza é um anime muito bom. E também com certeza a primeira temporada é mais chamativa do que a segunda, por ter um vilão melhor do que a segunda e ter a participação ativa do Kogami. Mas eu também gosto da segunda temporada, até por gostar da Akane e sua dubladora maravilhosa.

Lucio
13 , Julho , 2019 23:37

Um dia eu vejo este anime, por enquanto minha lista esta bem ocupada mas não tem como não animar com uma análise assim que por sinal é muito bem feita, sinto que eu atirei no próprio pé ao fazer aquele comentário que fez vc entrar na staff comigo, eu admito não tem como eu te superar em uma análise, aliás chego nem perto hahahaha, nunca vou ter essa seriedade e acho que isso é algo meu mesmo então meus leitores se acostumem com isso XD.
Imagino que é um certo exagero não dar 10 para o melhor anime que vc deva ter visto de original, nada é perfeito isso é um fato, mas nessas horas eu não seria tão imparcial.

Alexandre Skywalker
Alexandre Skywalker
13 , Julho , 2019 23:38

Bela review , gostei da analise e gostei da escrita .A respeito de Psycho no seu ano de lançamento ele foi uns dos melhores , com a sua segunda temporada houve uma queda muito grande em relação a primeira .

Sylvio de Alencar
Sylvio de Alencar
1 , Fevereiro , 2021 0:18

Putz, essa crítica é uma aula!!
Obrigado!!