Incendiário da Kyoto Animation vai ser submetido a novas avaliações psicológicas

Maior assassino em massa no Japão desde a era Showa tenta escapar à condenação (e possivelmente pena de morte) tentando provar que não tem as faculdades mentais para avaliar o acto que praticou

O homem que incendiou a Kyoto Animation foi em dezembro de 2020 dado como mentalmente competente para ser julgado por assassinato, o que no caso do Japão lhe pode valer a pena de Morte, no entanto, a estratégia da defesa do homem passa agora por provar que final ele tem problemas mentais e assim escapar de uma condenação.

O ataque à Kyoto Animation em julho de 2019 resultou na morte de 36 funcionários do estúdio, 33 feridos e dizimou o Studio 1 do estúdio que, entretanto, já foi demolido.

Japonês que incendiou a Kyoto Animation é dado como mentalmente competente e vai ser julgado por assassinato

Tal como referimos em cima, Shinji Aoba, já foi submetido a um conjunto de avaliações psiquiátricas antes da acusação ser proferida em dezembro de 2020, mas o advogado de defesa de Aoba solicitou que seu lado também tivesse permissão para realizar a sua própria avaliação, algo que foi permitido. O estado psiquiátrico de Aoba é considerado a maior controvérsia no caso, com o veredicto baseado em se Aoba pode ou não ser responsabilizado criminalmente pelo que fez.

Acredita-se que o reexame já tenha sido iniciado, mas isso gerou um efeito cascata em todo o julgamento, fazendo com que o pré-julgamento fosse mais lento do que o esperado. Aoba foi acusado do assassinato de 36 pessoas – o maior assassinato em massa no Japão desde a era Showa – bem como da tentativa de assassinato de 32 outras pessoas.

O estúdio de animação já se pronunciou anteriormente sob a sua prisão pedindo a “máxima culpabilidade que a lei permite”.

No Japão ainda está em vigor a Pena de Morte e muitos alegam que o incendiário se poderá tentar refugir numa condição psiquiátrica para tentar escapar a uma condenação mais pesada que em última instância poderá mesmo ser a Pena de Morte.

FONTEReuters
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