InícioJogosDepois de Final Fantasy VII, o diretor da trilogia quer um novo...

Depois de Final Fantasy VII, o diretor da trilogia quer um novo desafio e pode não ser Final Fantasy

O próximo projeto de Hamaguchi após Final Fantasy VII Revelation pode não ser Final Fantasy

Naoki Hamaguchi passou a última década da sua vida profissional a reconstruir um dos jogos mais importantes da história dos videojogos. Final Fantasy VII, lançado originalmente em 1997 para PlayStation, é uma referência incontornável dos JRPG, e transformá-lo numa trilogia moderna foi uma das apostas mais ambiciosas da Square Enix nos últimos anos. O primeiro jogo chegou em abril de 2020, Rebirth seguiu-se em fevereiro de 2024, e agora a série prepara-se para fechar o ciclo com Final Fantasy VII Revelation, anunciado no Summer Game Fest 2026 e previsto para a primeira metade de 2027.

Com o fim à vista, a questão natural é, o que se segue para Hamaguchi?

“Seja o que for, espero que os fãs fiquem entusiasmados”

Numa entrevista recente à Game Informer, Hamaguchi foi direto sobre as suas ambições futuras, mas também cuidadoso em não fazer promessas que ainda não estão formalizadas. Antes de tudo, deixou claro onde está o seu foco agora mesmo: “Neste momento, estou totalmente focado em completar o FFVII Revelation e em garantir que estamos a entregar a série FFVII Remake num estado perfeito, por isso é onde estou agora”.

Mas quando a conversa avançou para o que vem depois, o diretor mostrou-se genuinamente entusiasmado com a perspetiva de algo novo. Nas suas próprias palavras:

“Em termos do que eu pessoalmente quero fazer, obviamente, acho que o meu próximo trabalho criativo também vai ser um JRPG. Quando se olha para todos os outros títulos que lançámos na Square Enix, não só a série FFVII Remake, acho que a Square Enix, como marca, como empresa, é mais do que capaz de entregar este RPG de grande escala que pode ressoar junto dos jogadores de todo o mundo. Os fãs podem ter muitas expectativas diferentes, mas para mim pessoalmente, quero encarar este novo desafio com outro título de RPG a seguir, seja Final Fantasy ou um IP diferente. De novo, não sabemos. Mas pessoalmente, se não for Final Fantasy, isso também é excitante, porque pode ser um desafio para mim. Por isso, seja o que for, espero que os fãs fiquem entusiasmados”.

A abertura a trabalhar fora da franquia Final Fantasy é, por si só, uma declaração interessante. Hamaguchi tem créditos na Square Enix desde os tempos de Final Fantasy XII na PlayStation 2, mas a sua carreira tem estado indissociavelmente ligada ao universo de Cloud Strife há anos. Pensar para além disso é, nas suas próprias palavras, uma possibilidade excitante precisamente porque representa um terreno desconhecido.

O remaster de Final Fantasy VI fica em stand-by, por enquanto

Durante a mesma conversa, Hamaguchi também tocou brevemente num tema que circula entre os fãs há algum tempo, a ideia de lhe entregar um remaster de Final Fantasy VI. A resposta foi de bom humor, descartando a hipótese para já sem a fechar definitivamente. A procura dos fãs por isso existe, ele reconhece-o, mas agora não é altura.

O catálogo da Square Enix tem, de resto, várias propriedades intelectuais que um diretor da estatura de Hamaguchi poderia transformar em algo de escala global, de Chrono Trigger a Xenogears, passando por Dragon Quest, e a própria entrevista à Game Informer parece querer sublinhar esse potencial.

Uma trilogia que demorou quase uma década

Final Fantasy VII Remake foi anunciado na E3 de 2015, o primeiro jogo chegou em abril de 2020, e a série só chegará ao fim em 2027, doze anos depois do primeiro anúncio. Para Hamaguchi e a sua equipa, que começou a trilogia antes de vários dos membros mais jovens da equipa terem entrado na indústria, encerrar este capítulo é um marco pessoal tanto quanto profissional.

O próprio produtor da trilogia, Yoshinori Kitase, que já está na Square Enix desde 1990, escreveu no comunicado de anúncio de Revelation que a série de jogos começou em 2020 “com o apoio apaixonado de todos” e que a conclusão representa “emoções que abrangem trinta anos a trabalhar neste título”.

Hamaguchi não esteve envolvido no jogo original de 1997, uma diferença geracional que o próprio reconhece em relação a Kitase e ao diretor criativo Tetsuya Nomura, que juntamente com ele formam a tríade criativa da trilogia. Mas foi precisamente essa posição, entre o legado e o presente, que lhe permitiu olhar para a história de Cloud e companhia com um olhar simultaneamente reverente e renovado.

O que fará com essa experiência acumulada quando Revelation estiver finalmente nas mãos dos jogadores é, por enquanto, uma questão aberta. O próprio Hamaguchi parece gostar disso.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

Artigos Relacionados

Subscreve
Notify of
guest

0 Comentários
Mais Antigo
Mais Recente
- Publicidade -

Notícias

Populares