Little Nightmares – Análise

Pelas mãos da  com o apoio da  chega-nos às mãos , um jogo que promete ser diferente e explorar os nossos medos de infância.

Em  somos Six, uma pequena menina com uma capa de chuva amarela que tenta escapar do The Maw, uma espécie de navio assombrado repleto de pequenos terrores. Ela apenas dispõe de um isqueiro com o qual vai tentar navegar pelos diversos “quartos”, em  não vão “atacar” apenas se vão concentrar em “escapar” sendo que para tal podem interagir com o cenários, desde arrastar cadeiras, a escalar gavetas passando por atirar objetos.

Um dos aspectos que mais gostei em  foi a maneira como nos faz pensar para resolver os puzzle com que nos deparamos, cada divisão é um puzzle, alguns com uma solução simples e óbvia mas outros já mais complexos. Claro está que se juntarmos a isto uma componente mais negra e tenebrosa estão reunidas as condições ideais para volta e meia o nosso coração falhar uma batida.

Ao contrário de muitos jogos não se torna frustrante, os níveis estão feitos de maneira a que cada morte de Six contribua para angariar um pouco mais de conhecimento sobre a solução para determinado puzzle, motivando o jogador a não parar e procurar sempre maneiras alternativas de ultrapassar os problemas.

O jogo explora muito bem os nossos medos, sempre num ambiente sombrio pouco iluminado logo nos primeiros momentos de jogo somos confrontados com um cenário de suicídio para depois fugirmos de estranhos vermes, já para não falar das estranhas criaturas humanoides que vamos ter de despistar e até vamos fugir de um “tubarão” num mar de sapatos.

Little Nightmares é deliciosamente Negro

A primeira coisa que salta à vista em  é a sua arte e só por isso este é um daqueles jogos que qualquer fã de videojogos tem de ter na sua coleção. O ambiente é deslavado de cores, granulado, cheio de sombras e a única coisa de se destaca é mesmo a capa de chuva amarela de Six e o seu isqueiro. O jogo de cores é brutal, está muito bem conseguido e confere a  um look único e refrescante.

Em termos de gameplay é notório que a  não é novata neste jogo 3D com perspetiva 2D e se vos disser que o estúdio trabalhou anteriormente na equipa de LittleBigPlanet rapidamente vão buscar aqui e ali algumas referências que foram utilizadas em termos de mecânica no jogo.

O design de personagens é outro dos fatores que salta imediatamente à vista, principalmente o dos “inimigos” que com os seus membros desproporcionais e plasticidade se assemelham muito às personagens que costumamos ver nos filmes de animação europeus, principalmente nas escolas francesas como a GOBELINS, l’école de l’image a ou então a dinamarquesa The Animation Workshop.

é tenebroso, sombrio, uma obra de arte e é absolutamente recomendado.

Fica também uma palavra de elogio para a  por ter prestado auxilio a este pequeno estúdio sueco que é agora catapultado para fama.