
Enquanto a PlayStation se prepara para dizer adeus aos discos, a Nintendo garante que o formato físico não está em risco. A garantia partiu de Bill van Zyll, vice-presidente e diretor-geral da Nintendo para a América Latina, numa entrevista ao criador de conteúdos brasileiro Rodrigo Coelho, do canal Coelho no Japão, conduzida durante a Brasil Game Show 2026.
A pergunta surge num momento sensível. A 1 de julho, a Sony anunciou que, a partir de janeiro de 2028, deixará de produzir discos para novos jogos PlayStation, que passarão a ser vendidos apenas em formato digital, através da PlayStation Store e de retalhistas. A decisão não afeta os jogos já lançados nem os que cheguem em disco antes dessa data. A empresa justificou-se dizendo que se trata de uma direção natural para acompanhar o consumidor, uma vez que a preferência geral pelo digital supera de forma significativa a dos discos.
Confrontado com a decisão da concorrente, Van Zyll recorreu à ideia de neutralidade que a Nintendo diz seguir há muito:
Historicamente, temos sido muito agnósticos, certo? Guiamo-nos por aquilo que o consumidor prefere e levamos isso muito em conta. Também temos uma plataforma que acabou de ser lançada. Estamos apenas um pouco mais de um ano depois da Switch 2. Tem ambas as capacidades, digital e física. Não há planos para abandonar o físico. Sabemos o quanto os fãs gostam também, por isso a nossa posição tem sido a de ser agnóstica.
O responsável acrescentou que a preferência pelo formato físico é mais forte na América Latina do que em muitos outros mercados.
Na Switch 2, o físico apresenta-se em duas versões, o cartucho completo e o game-key card. Este último, em vez de conter o jogo, serve para o download, o que permite na mesma emprestar, trocar ou revender o cartão. O formato nunca foi bem aceite pelos colecionadores, mas as vendas de game-key cards nos Estados Unidos aumentaram 631%.








