Produção de Final Fantasy X revela que Tidus foi criado inicialmente para ser um canalizador

It's a-me Tidus!

Final Fantasy X, foi novamente destaque na revista Famitsu onde foram dedicadas novas informações sobre o desenvolvimento de um dos jogos mais célebres da série, que celebra o seu 20.º aniversário este ano.

Numa das secções do artigo, Tetsuya Nomura, Motomu Toriyama, Yoshinori Kitase e Kazushige Nojima estiveram mais uma vez em conversa com a revista, e revelaram muitos detalhes sobre o desenvolvimento inicial do jogo.

Motomu Toriyama, o diretor de eventos, simplesmente referiu mais uma vez, que Final Fantasy X-3 pode ser uma possibilidade futura.

Kazushige Nojima, o guionista do jogo, não se absteve de comentários e indicou que este seria o primeiro titulo da série a representar localizações inspiradas em ambientes reais. O conceito inicial de Final Fantasy X, surgiu quando viajou até Okinawa numa viagem. Esta é uma localização japonesa conhecida pelos seus ambientes e climas tropicais. Também indicou que Tidus, foi inicialmente concebido para ser um canalizador. Originalmente os jogadores viajariam entre realidades ao entrar e submergir em mares. Como sabemos o elemento de água permanece no jogo, mas através de um desporto. Com base neste Tidus, e a sua caracterização também foram modificadas para o transformar num atleta. Este também foi concebido para ser uma projeção do jogador, o mesmo foi criado para ser um estranho ao um mundo novo e acontecimentos vividos neste. Para finalizar relatou que a leitura de livros de criptografia ajudou-o a criar a linguagem “Al Bhed”, e menciona que a que encontramos no jogo é uma versão muito mais simples do que a que inicialmente imaginou.

Tetsuya Nomura, o desenhador de personagens, refere que algumas partes do legado de Tidus enquanto canalizador permaneceram na sua indumentária, como é o caso do macacão e suspensórios. Também revelou que Auron, foi originalmente criado para ser um herói silencioso. Contudo, perante o seu papel de mentor e guardião, tiveram de incluir diálogos. A sua idade também foi um elemento que só foi decidido muito mais tarde. Esta foi mais avançada quando comparada às restantes personagens simplesmente para introduzir o elemento narrativo de Jecht, e desenvolver a relação uma entre pai e filho.

É nesta vertente que Kazushige Nojima, o escritor de cenários de Final Fantasy X, mais se debruçou. Este indicou que a relação entre pai e filho foi um dos últimos elementos a adicionar à narrativa. A mesma teria como foco, uma espiral de acontecimentos que se repetiam, e foi com base nessa temática que o nome “Spira” foi adicionado à história.

Para finalizar Yoshinori Kitase, o produtor de Final Fantasy X, revelou que chorou enquanto jogava o jogo pela primeira vez. Este vai mais longe e refere que a história entre Tidus e Jecht é muito mais comovente do que a que sentiu entre Tidus e Yuna. Também indica que se sente muito feliz com a qualidade dos seiyuu que interpretaram as personagens do jogo, um elemento que permanece com muita qualidade mesmo decorridas duas décadas.

Final Fantasy X recebeu originalmente lançamento em 2001 para a PlayStation 2 e foi um dos jogos que mais vendas recebeu neste sistema. Após uma jogada arriscada no cinema, a Squaresoft quase fechou portas, felizmente com a ajuda da Enix, a sua anterior rival, as duas empresas uniram-se formando a Square Enix, e neste processo a casa de Final Fantasy foi salva. Para a empresa sair do seu abismo, resolveu pela primeira vez produzir uma sequela na série intitulada Final Fantasy X-2.

Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt em 2020, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal até à sua atualidade, devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.