Coreia do Norte

O The New York Times revelou esta semana que Kim Jong-Un considera o K-pop uma ameaça à Coreia do Norte e que foram implementadas medidas para combater esta “ameaça cultural”.

É assim noticiado que a Coreia do Norte aumentou a sua repressão à cultura pop com a recente revelação de um documento secreto no qual o líder supremo norte-coreano Kim Jong-Un apelida o K-pop de um “cancro vicioso”, mencionando que as pessoas que são apanhadas a consumir o material podem enfrentar longos anos de prisão ou mesmo execução.

O líder supremo norte-coreano introduziu novas leis estipulando que qualquer pessoa apanhada a assistir ou a possuir conteúdo sul-coreano pode ser sentenciada a até 15 anos de trabalhos forçados. A punição máxima anterior para fãs de bandas populares como BTS era de cinco anos.

Os documentos revelam que quem for apanhado a falar ou escrever no “estilo sul-coreano” pode ser condenado a dois anos num campo de trabalho. Já quem introduzir no país artigos da Coreia do Sul enfrenta a pena de morte.

Em maio deste ano, um cidadão foi morto por um pelotão de fuzilamento por vender música ilegal sul-coreana e outros tipos de entretenimento.

O entretenimento sul-coreano há muito é contrabandeado pela fronteira da China, inicialmente em formato de cassete e, eventualmente, em pen drives da China. No entanto, o líder supremo norte-coreano aumentou a retórica anticapitalista nos últimos meses, ao ver a sua nação a tornar-se cada vez mais suscetível aos estilos culturais do sul.

A fim de erradicar o fenómeno “perverso”, as autoridades estaduais foram ordenadas a pesquisar computadores, mensagens de texto e cadernos para vernáculos sul-coreanos.

FONTEThe New York Times
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