O que estamos a ver – 21 de Novembro 2021

O que viram na última semana?

De uma forma resumida falamos um pouco sobre o que vimos e deixamos o convite para em baixo nos comentários dizerem o que viram na última semana.

Bruno Reis

The Vampire Dies in no time

O Ronaldo e o Draluc enfrentam um vampiro que utiliza o poder de um cetro para revelar os fetiches de todas as suas vítimas, e uma mãe finalmente consegue o encontro que desejou. The Vampire Dies in no Time, semana após semana não parece abandonar a sua fórmula, é funcional para o que se propõe, e não parece enveredar para momentos mais sérios embora o “preview” demonstre o contrário.

Kyoukai Senki

O episódio desta semana foi focado num grupo de elite de AMAIMS que parte para destruir a misteriosa unidade “Ghost”. Realmente este AMAIM sempre que surge coloca-nos mais perguntas do que respostas. Desconhecemos o seu propósito, o seu lado, e nem sequer temos um indicador se é pilotado por alguém” vivo” ou uma IA avançada como o trio que acompanha os protagonistas. Foi refrescante assistir novamente a táticas de guerrilha que tanto celebrizaram os mechas mais clássicos, ao invés de poderes psíquicos que infelizmente tomaram de assalto as séries mais recentes. Kyoukai Senki pode enveredar por muitas vias, cabe à produção decidir se vai continuar esta vertente mais clássica e política ou vai rumar para elementos mais simples, funcionais e atuais. Espero verdadeiramente que continue munida de elementos clássicos.

Mushoku Tensei

Muitos podem achar estranho esta entrada visto que não coloquei as anteriores neste espaço. Fiquem a saber que acompanho, e não coloco todas as séries aqui, pois, este pedaço dedicado a mim, ficaria ainda maior. Depois de Rudeus, e Eris se reconciliarem com os seus entes mais queridos e solidificarem os seus laços e amizades -num dos melhores momentos animados do ano na minha opinião- eis que chega a vez de Roxy, a mentora de magia de Rudeus, aceitar o seu passado, e reconciliar-se com a sua família. Sem surpresas tivemos mais momentos emocionantes, que imediatamente me transportaram para a minha infância junto dos meus pais. Não tenho dúvidas que Roxy, vai reencontrar o seu pupilo muito em breve.

Takt Op. Destiny

Como previ os “D2” eram apenas um mal encoberto detrás de outro muito maior. Os episódios que tivemos de desenvolvimento e apresentação de personagens serviram como suporte para a série prosseguir com fluidez, sem se arrastar e sem deixar algumas peças soltas que tínhamos vindo a assistir nos episódios anteriores. Sentimos um fecho de um ciclo narrativo, para dar início ao de outro, tanto que já ouvimos a sua sinfonia final no horizonte. Destaque mais uma vez para a sua fotografia, e para as suas coreografias de luta que não param de se munir com novas situações para se adaptarem às forças de cada “D2”.

Sakugan

Encoberto num dos episódios mais divertidos até à data, esteve um enredo que revela lentamente que o que a Memempu procura pode não ser o que almeja. Nos seus sonhos assistimos a revelações chocantes onde entes queridos e campos floridos de um branco imaculado são tingidos por um vermelho carmesim deveras preocupante. Realmente ficamos mesmo na dúvida se os seus sonhos são apenas ilusões ou premonições, visto que uma figura que participa nos mesmos, está atenta à expedição dos nossos heróis.

Ousama Ranking

Num plot twist previsível, porém ousado, descobrimos que o irmão do Bojji é uma ferramenta nas mãos de uma figura que o manipula nas sombras, enquanto a que acompanha o nosso pequeno Rei em treino batalha contra um dos servos do Rei do submundo “Dragon Ball Z Style“. Na minha mente até consegui ouvir o célebre som do vanish da série animada de 1989.

Shaman King (2021)

Podem puxar-me as orelhas à vontade porque na semana passada indiquei que o bloco de episódios do passado de Yoh e Anna eram chatos e sem fundamento. Admito que gostei muito mais da execução da terceira parte deste bloco, porque não só explicou o modo de ser do Yoh como os motivos que levaram à Anna acreditar que o nosso herói vai se tornar no Stand Kin–perdão Shaman King.

Dragon Quest :The Adventure of Dai (2020)

Dragon Quest: The Adventure of Dai, mesmo tratando-se de uma obra atual, é sem sombra de dúvidas um produto do seu tempo. Isto porque a meados dos anos 90 alguns Shounens, apresentavam dinâmicas e desenvolvimentos muito inesperados, e a aventura de Dai certamente consta nesse portefólio. Quando pensamos que a história vai desenvolver-se de uma forma, eis que surge um acontecimento que a faz rumar para outras marés. Sem dúvida uma das séries do momento, mais que recomendada, e recorda o quanto simples e previsível este género se tornou presentemente.

One Piece

Fez-se história! Isto porque a lendária adaptação da Toei Animation da série mangá de Eiichiro Oda alcançou o seu 1000.º episódio! Embora não tenha sido inteiramente dedicado à ocasião, tivemos certos momentos que produziram esse efeito. Uma requintada arte e animação utilizando recursos dignos de um filme animado, que nos relembram o quanto a Toei Animation evoluiu neste parágrafo. É realmente abismal o estilo de arte inicial e corrente. Este desenvolvimento ainda foi mais presente, quando perto do final deste episódio foram-nos reintroduzidos os membros da tripulação dos Chapéus de Palha. Uma autêntica viagem de nostalgia e acontecimentos invadiram os nossos ecrãs, relatando o percurso que os mesmos tiveram até ao momento. Uma nova edição da célebre primeira abertura e diversos elementos “4th wall” fizeram-nos sentir que também somos um membro desta enorme viagem. Posso relatar-vos que a minha primeira experiência com One Piece, não foi das melhores. Assisti a um episódio em alemão no canal RTL II, durante o arco de Arabasta. O estilo visual e escolha de vozes não me cativaram, isto eu com 17 anos. Anos mais parte enquanto assistia de madrugada às gravações da Lum (Urusei Yatsura) na SIC generalista deparei-me com alguns episódios e excertos despegados legendados. Gostei muito mais da versão original, afinal tínhamos um Zoro com a voz do Mugen de Samurai Champloo, e no Luffy um Kuririn que assentava muito bem. No entanto, após descobrir que a série tinha mais de 150 episódios perdi logo a vontade de começar. Novamente, anos mais tarde fiquei completamente vidrado em alguns episódios do “Water 7 arc” que um amigo meu assistia na altura. Não hesitei, pedi-lhe todos os que tinha emprestados, sabendo que a série estava em exibição no 356 (Thriller Bark arc). Durante duas semanas era acordar até dormir a ver One Piece, fiz a maior maratona de uma série até à presente data, e com o passar do tempo fui-me a sentir cada vez mais integrando no grupo. A forma emocional e identificativa com que apresenta as suas personagens é única, e um dos segredos porque conquistou multidões. Desde esse momento sabia que teria de seguir esta viagem até ao final junto de um grupo festivo de personagens, que já fazem parte dos meus domingos. E vocês? Qual foi o vosso primeiro contacto com One Piece?

Helder Archer

Ousama Ranking

Vi o Episódio 5, vejo muita gente a elogiar o anime, mas ainda não estou convencido. A “esquizofrenia” dos personagens com as suas escolhas ambíguas e contraditórias pode resultar em algo grande como também traduzir uma direção perdida que quer introduzir o maior número de clichés da narrativa e no final sair uma amalgama que não faz muito sentido. Fico a aguardar novos desenvolvimentos.

Platinum End

Episódios 6 e 7. Continua a ser um anime básico, mas que lá vou vendo por ser battleroyal.

86: Eighty-Six

Episódio 18, os nossos protagonistas entram numa missão aparentemente suicida, pena é que vamos ter de esperar mais duas semanas por um novo episódio.

Cowboy Bebop

Vi os primeiros 3 episódios da adaptação para série live-action do anime Cowboy Bebop. Não gostei, acho que a série opta por um estilo que tenta ser demasiado “artístico”, quase como se estivesse a ser produzida por um grupo de estudantes de cinema. A fraca direção de fotografia da série torna tudo mais artificial e forçado, já para não falar da caracterização de personagens que no caso de Vicious parece um cospobre.

A série tinha potencial, era fácil de realizar, mas este estilo “experimental” deitou tudo por terra. A série não é má, mas também não é boa, está condenada a cair no esquecimento.

Arcane

A Netflix deu-me acesso antecipado aos últimos 3 episódios de Arcane. A série manteve a sua qualidade e um final bem competente dando vontade de conhecer mais aquele mundo e as suas personagens. Acho que um Arcane 2 é algo que vai acontecer…

Loki

Dei uma oportunidade à série live-action de Loki. Queria por curiosidade ver o primeiro episódio e quando dei fé já tinha visto todos os episódios. Fiquei agradavelmente surpreendido.

Halo Infinite

Sim, fui um dos 270 mil jogadores que experimentou nas primeiras 24 horas a beta de Halo Infinite Multiplayer. Embora seja um jogador de experiências narrativas single-player, vi potencial no multiplayer de Halo Infinite embora pessoalmente não tenha grande interesse em voltar ao Multiplayer do jogo e fico curioso em ver se o jogo vai conseguir reter os jogadores, na minha opinião, não. Fico sim a aguardar a sua campanha singleplayer.

Ricardo M.

Ousama ranking – Ep.1-5

Para constatar o que os meus colegas da OtakuPT falaram sobre o anime Ousama Ranking da Wit Studios, resolvi assistir a todos os episódios que saíram até hoje. De uma coisa vos posso garantir, de ficar rendido à história do pequeno Boji e Kage (sombra em japonês). Ousama Ranking por detrás da sua arte humilde e infantil ressalta temas sombrios que expõem os obstáculos que os jovens com deficiências audiovisuais sofrem no quotidiano.

Apesar das suas “limitações”, o príncipe Boji entre choros e sorrisos toma decisão de viajar pelo mundo a fora à procura de ficar mais forte e o de cumprir o sonho de ser Rei. Mas esta obra não vive só dos dois protagonistas. Outros personagens como a rainha (madrasta de Boji), Daida (irmão mais novo de Boji) ou Dormas, chamam igualmente á atenção pelas atuações, indo de encontro ao desenvolvimento da narrativa do nosso carismático protagonista. Sobre a animação, os ambientes baseados no período medieval e os personagens demonstram a qualidade afamada da equipa da Wit Studios, lembrando a arte de livros sobre conto de fadas ou por instantes o desenho do anime Popolocrois.

Tales of Arise – Análise

Tales of Arise

A aproveitar o tempo livre durante esta semana, regressei ao 17.º conto da série Tales para finalizar esta jornada. Com 40 horas de jogo, as emoções começam a dar de si e a tornar as batalhas ainda mais intensas. É perto da batalha final que começamos a apurar os mistérios da civilização Rena e Dhana, visto que a narrativa entrega um plot twist emocionante, mantendo atenção até nos “Skits”, que apesar de serem excessivos e por vezes extensos, tem um papel crucial para dar aprofundar os personagens e o lore deste mundo de Tales of Arise. Facilmente se tornou no meu JRPG favorito deste ano. Perante este comentário, torço para que consiga conquistar o pódio como o Best Role Playing Game no The Game Awards 2021. Acima podem espreitar a analise do jogo.

Saihate no Paladin Ep.3

No terceiro episódio vemos o fim da adolescência e a chegada à vida adulta de Will. Neste episódio de Saihate no Paladin, Blood testa as habilidades de Will num combate e percebe que o jovem desenvolveu as suas capacidades tornando-se mais tático e astuto. Enquanto é revelado o modo como os três guerreiros se transformaram em mortos-vivos, o jovem recebe de Blood a Espada demoníaca chamada “Overeater” que esconde o passado cruel do Rei Supremo. Vemos também pela primeira vez ele a tratar Mary e a Blood por pai e mãe, ora um instante adorável.

Felipe Soares

Shiroi Suna no Aquatope

Depois de ser construído aos poucos nos episódios anteriores, finalmente chegou o esperado arco dramático envolvendo a personagem Kukuru Misakino.

Neste episódio vemos de uma forma interessante a abordagem do embate entre ela querer se tornar cuidadora e assumir as responsabilidades de seu atual cargo dentro do aquário. Fica bem claro que este conflito de interesses faz com que ela assuma responsabilidades de cuidadora que não são dela, enquanto que a personagem faz as atividades de seu cargo sempre em cima da hora, de forma apressada e isso faz ela se afastar de todos a sua volta. 

Um ponto que achei interessante no conflito desse arco é que no início da série Kukuru fazia com ânimo algumas de suas atividades atuais no antigo aquário de seu avô. Outra coisa que achei legal ser colocada como contraponto neste episódio é que todos os outros personagens já estão adaptados e seguindo em frente através do novo trabalho, enquanto que a protagonista ainda está presa no passado de seu antigo aquário.

Komi Can’t Communicate

Estava com receio do que esperar do episódio da piscina nessa semana, afinal de contas fanservice e comédia são coisas que podem funcionar bem ou ser um completo desastre. Porém, a parte da piscina acabou sendo mais surpreendente do que esperava. 

Minha maior surpresa não foi ver as personagens femininas em trajes pequenos, mas sim como cada personagem reage após Komi Shouko ter se machucado. Foi legal ver a ação de cada um em animar a garota e mostrar que é possível se divertir além de se molhar na água ou ir 4 vezes no toboágua.

A segunda parte do episódio foi para mim a melhor. Esta parte é mais introspectiva, simples, com bem poucos diálogos, mas com bons sentimentos. O visual da personagem ficou bem interessante nessa parte, principalmente por ser um visual bem casual e combinar com a proposta do que estava acontecendo.

ONE PIECE 1000

O que irei comentar agora não é sobre o episódio em si, até porque estou ainda no início do arco de Wano, mas vou aproveitar o espaço para falar do que presenciei da grande repercussão da exibição do episódio nas redes sociais.

Antes mesmo da exibição do episódio a tag comemorativa pelos mil episódios de One Piece já estava em alta nas redes sociais e desde a exibição dos últimos episódios de Naruto Shippuden e de Dragon Ball Super não via um frenesi tão grande em volta de um episódio de anime. Praticamente pessoas comuns, pessoas da indústria animes (principalmente aqueles que passaram pela produção da série em algum momento) e de diversas outras áreas participaram de alguma forma da celebração pelo milésimo episódio de One Piece.

A coisa foi tão grande que parece que os servidores da Crunchyroll não aguentaram a quantidade de acessos no momento em que o episódio foi lançado no serviço (nessa hora eu estava pegando prints para o artigo da Crunchyroll Beta quando houve a instabilidade no site deles). Isso foi algo que eu só havia visto acontecendo com os episódios finais de Dragon Ball Super e da primeira parte da temporada final de Attack on Titan.

Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt em 2020, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal até à sua atualidade, devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.