Ghost of Tsushima foi lançado dia 17 de julho de 2020 como o último grande exclusivo Playstation 4 antes da migração para a geração Playstation 5 e aqui no OtakuPT ficamos rendidos ao jogo.

Passado pouco mais de um ano surge agora a Edição Director’s Cut de Ghost of Tsushima, atualizando este impressionante jogo para a nova geração de hardware. Devem por isso considerar esta análise como um complemento à nossa análise inicial, sendo que nos focaremos nas novidades, principalmente a expansão Ilha de Iki.

Ghost of Tsushima – Análise

Em primeiro lugar e para descansar quem tem uma Playstation 4 e quer experimentar a Edição Director’s Cut de Ghost of Tsushima na sua novíssima Playstation 5, nada temam, desde que tenham os vossos savegames guardados online o processo não poderia ser mais simples, terão acesso no menu principal a “Transferir dados gravados na consola PS4” e numa questão de segundos vão continuar a vossa aventura agora na Playstation 5.

O grande atrativo desta Edição Director’s Cut de Ghost of Tsushima é sem dúvida a expansão Ilha de Iki, abrindo a história numa nova direção, levando o jogador a conhecer uma nova área e novos desafios.

A Ilha de Iki fica situada no canto inferior direito do mapa de jogo, embora de dimensão inferior às outras 3 grandes áreas do jogo, está carregada de pontos de interesse pelo que poderão esperar um tempo de gameplay similar ao que demoraram a completar a primeira parte da história do jogo, ou seja, entre 10 a 15 horas, de acordo com o vosso estilo de jogo. Se quiserem completar tudo, então têm pela frente garantidamente mais de 20 horas de gameplay.

Se estão a jogar pela primeira vez Ghost of Tsushima para acederem a esta parte do jogo terão de já ter chegado ao segundo acto do jogo na região de Toyotama. Pessoalmente aconselho a deixarem os conteúdos de Ilha de Iki para o fim, fará mais sentido e estarão mais bem equipados não só em stats como em experiência para os desafios que vão encontrar.

Depois de uma estranha conversa com uns aldeões terão na aba Registos acesso aos “Contos de Iki” e começa a vossa estranha e enigmática aventura.

A Ilha de Iki introduz uma história com pitadas de sobrenatural, carregando ainda mais o folclore já presente em Ghost of Tsushima. Vai ser nessa ilha que vão conhecer a vossa próxima grande adversária, Ankhsar Khatun, conhecida por “Águia, uma poderosa Xamã. Esta poderosa conquistadora de nações é uma mística guia espiritual que representa um enorme perigo para Jin e o seu povo.

A única forma de travar esta ameaça é Jin regressar à Ilha de Iki e enfrentar este novo e perigoso inimigo sendo que pelo meio ele terá de enfrentar os demónios do seu passado e vamos ficar a conhecer um pouco mais a história do seu pai e do legado dos Sakai.

A Ilha de Iki apresenta uma grande variedade de locais com diferentes ambientes e vai ser lá que vão encontrar novos inimigos que proporcionaram novos desafios que vão forçar os jogadores a novas técnicas para os derrotar. A grande novidade vai para algo que já vimos em RPG clássicos, temos agora uma nova classe de adversários, os Xamã, que à distância dão um buff aos restantes inimigos, o jogador terá agora de optar por num conflito eliminar rapidamente os adversários mais perto ou então tentar eliminar em primeiro lugar o Xamã daquela unidade que está a enfrentar.

No que diz respeito a “tecnicas” terão acesso a mais duas técnicas de exploração para desbloquear e mais uma “Táctica Progressiva” para aprimorarem no vosso fantasma.

Graficamente Ghost of Tsushima na Playstation 4 já era impressionante com a sua ação sem um único painel de loading e claro está na Playstation 5 a experiência é ainda mais aprimorada, sendo que este é um excelente jogo para impressionarem os vossos amigos com a vossa TV 4K HDR. Na Playstation 5 têm acesso a dois modos de desempenho o “Mais fotogramas por segundo” e o “Maior resolução”.

Uma das coisas que imediatamente senti quando regressei ao mundo de Ghost of Tsushima nesta Edição Director’s Cut foi a imersão proporcionada pelo DualSense, é mesmo “revolucionário”, a sensação transmitida nas lutas e nas interações com o ambiente enriquecem e de que maneira a experiência de jogo.

Se juntarem esta nossa review com a nossa review do jogo original, facilmente constatarão que este é um jogo Obrigatório, é o

Melhor jogo de Samurais

 

 

Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 40 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.