Depois de três jogos de Spider-Man construídos à volta de uma Nova Iorque vasta e repleta de atividades, era natural que os fãs se perguntassem se Marvel’s Wolverine ia seguir o mesmo caminho. A resposta chegou com o State of Play de 2 de junho, e é definitiva: não, Logan não vai ter um mundo aberto.
Em entrevista à IGN após o evento, o diretor do jogo Mike Daly foi claro quanto à visão da equipa: “Posso dizer que não nos propusemos a fazer um jogo de mundo aberto ou um sandbox. O que realmente queríamos era uma aventura single-player linear, de alta intensidade e alta tensão, e as missões refletem isso na sua estrutura”. Daly descreveu ainda o ritmo geral como tendo “um estilo de ritmo de banda desenhada, história densa, que é como uma montanha-russa, e que te agarra do início ao fim”.
A decisão não é arbitrária. Faz sentido quando se pensa no tipo de personagem que Logan é. Como explicou Daly: “é o tipo de personagem que embarca em aventuras pelo globo”, acrescentando que “é arrastado para conflitos pelo dever”. Spider-Man é, por natureza, um herói de bairro ancorado a uma cidade, a mecânica de mundo aberto serve-lhe na perfeição. Wolverine percorre o mundo a proteger mutantes dispersos, sem uma base fixa, sem um Xavier a estabelecer uma escola ou uma equipa. Prendê-lo a uma única localização seria forçar uma estrutura que não encaixa na personagem.
O resultado é um jogo de ação e aventura single-player que leva Logan por várias localizações ao longo do globo. Haverá colecionáveis e segredos espalhados pelos cenários, o que pode dar razão a quem queira revisitar cada área, mas a espinha dorsal é linear. Existem múltiplos caminhos e conteúdo opcional, e o stealth é uma opção válida para pelo menos iniciar o combate, por isso não se trata de uma experiência completamente rígida, mas a comparação direta com os jogos de Spider-Man é desadequada.
Marvel’s Wolverine chega em exclusivo à PlayStation 5 a 15 de setembro de 2026.








