
A Activision admitiu publicamente que o Call of Duty: Black Ops 7 ficou aquém do que os jogadores esperavam. A declaração partiu de Tyler Bahl, diretor de marketing da editora, numa entrevista ao The Game Business Show, a pouco mais de uma semana do lançamento do Call of Duty: Modern Warfare 4.
Bahl não identificou problemas concretos, mas deixou claro que a reação da comunidade teve peso nas decisões que se seguiram: “Não creio que tenhamos ficado satisfeitos com todos os aspetos do jogo do ano passado, e ouvimos o feedback em alto e bom som”.
Nos últimos anos, a franquia Call of Duty seguiu um padrão pouco habitual. O Modern Warfare 2 e o Modern Warfare 3 saíram em 2022 e 2023, e o Black Ops 6 e o Black Ops 7 repetiram a fórmula em 2024 e 2025. A Activision já tinha anunciado, através do blogue oficial de Call of Duty, que deixaria de lançar jogos de Modern Warfare ou de Black Ops em anos consecutivos.
Na entrevista, Bahl reconheceu que essa abordagem não foi ao encontro do que os fãs queriam. “Não era algo que a nossa comunidade procurava. Queriam algo novo, e apesar de terem existido diferentes ambientações temporais e formas de jogar com novas funcionalidades, essa mudança de tom é algo que procuravam”, disse.
Call of Duty: Black Ops 7 desiludiu os fãs e atingiu mínimos comerciais que não se viam há quase duas décadas. Na Europa, o arranque ficou 50% abaixo do jogo anterior. Nos Estados Unidos, terminou o ano em quinto lugar, a pior posição de um Call of Duty desde World at War, em 2008. Battlefield 6 foi o jogo desse género mais vendido de 2025, pondo fim a um domínio da série da Activision que vinha desde meados da década de 2000.
Também a base de jogadores encolheu. A franquia tinha geralmente cerca de 40 milhões de jogadores mensais em 2024, e em 2026 os valores têm andado na casa dos 20 milhões.
Modern Warfare 4 como resposta
A resposta da Activision chama-se Modern Warfare 4. Desenvolvido pela Infinity Ward, o jogo chega na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, à PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2. A campanha centra-se numa guerra que rebenta na Península Coreana.
Bahl explicou que o estúdio tentou corrigir o rumo com base nas críticas: “Com o Modern Warfare 4, tentámos ajustar com base nesse feedback. É voltar a um shooter militar mais realista. Torná-lo cinematográfico, torná-lo autêntico e trazer de volta a vertente mais crua pela qual a Call of Duty é conhecida”.
O responsável acrescentou que o sucesso do jogo não será medido por um número concreto de vendas ou de jogadores, mas pela capacidade de corresponder às expectativas criadas no início do ano.
Para lá do calendário imediato, Bahl revelou que a editora já pensa no que vem a seguir. “Portanto, já afirmámos que um futuro título vai ser uma nova subfranquia e já preparámos o terreno”, disse.
A Activision ainda não revelou o nome da nova série, o cenário em que decorre nem o estúdio responsável pelo desenvolvimento. Será a primeira subfranquia nova desde Vanguard, em 2021, que levou a franquia até à Segunda Guerra Mundial.









