Artigo por Jonh Vini. Podem enviar os vossos artigos aqui.

Sinceramente espero que seja 24 episódios de mesma qualidade como foi esse segundo episódio, sei que parece impossível ter um anime de temporada com esta quantidade de episódios na Netflix, mas com o ritmo que este episódio contou sua história, seria necessário essa quantidade de episódios para no mínimo chegar ao festival cultural, que é um ponto alto da obra e rushar a história para chegar este ápice seria um grande desrespeito para a mesma, pois mataria justamente toda a construção de personagens que serão fundamentais para nos entretermos ainda mais com esse que é o primeiro das confraternizações que nos trarão cenas memoráveis.

Vai que a Najimi tenha amigos lá dentro
Vai que a Najimi tenha amigos lá dentro

Antes de comentar sobre o episódio é necessário falar da abertura e encerramento, afinal de contas eu esqueci de comentar na review passada, mas quando ouvi Cinderella(por Cinder Girl) pela primeira vez estranhei, pois nunca poderia imaginar que Komi-San teria uma abertura, já é bizarro ouvi os personagens sendo dublados imagina ouvi uma música que comprime os sentimentos da obra, entretanto quando ouvi pela segunda vez fez-me viciar nela, a melodia que remete bastante um anime de romance escolar tradicional, encaixando perfeitamente com a bela animação da abertura e com a letra que remete bastante a efemeridade da vida de um colegial, já o encerramento, Hikare Inochi (ヒカレイノチ) por Kitri, me parece agridoce, mas destaco bastante as referências nas capas do mangá, não foram todas as capas, mas aquelas que nós(leitores do mangá), sabem o peso delas da história geral.

Já o episódio em si, começo destacando as cenas que parece entre os cortes das mini-narrativas, pois assim com a abertura e encerramento, pareciam ser fotos de rede social, aquele lá, todas as imagens pareciam querer eternizar momentos do dia a dia da vida no ensino médio, isso é bastante corriqueiro durante o próprio episódio em si, mas eu me vejo inserido nesses momentos que considero constrangedor, pois você vendo as mesmas cenas que foi mostrado no mangá que você leu, mas bem animadas, faz você sentir nostalgia dos momentos que estamos vendo na tela e mesmo quando a Komi-sama aparece com o design mais atual, que ficou estranho quando vemos as cenas do início da obra, ficou bastante belo, não apenas pela presença da deusa, mas sim pela ótima adaptação dos quadros do mangá para a animação, eu tinha até um certo preconceito com Kazuki Kawagoe, pois eu não tinha tanto conhecimento sobre os trabalhos dele, mas depois de ver esse dois episódios e perceber o quão dedicado ele está a obra que ao passar as piadas da obra fica parecendo que está superior ao original é de admirar o trabalho dele, espero que ele se mantenha assim nos próximos episódios.

Uma lembrança para eternidade.
Uma lembrança para eternidade.

Agora a mistura do momento trivia com minha crítica em relação aos dubladores, primeiramente com Yamai Ren(山井 恋/やまい れん) que numa tradução burra seria apenas montanha e bem, mas o terceiro kanji também pode ser lido como amor e o nome em furigana(simplificando ao máximo: pondo por extenso), significa doença, juntando os dois termos a nossa tão conhecida Yamai sabemos muito bem o que esperar dela, fiquei supresso como a Hidaka Rina encaixou perfeitamente na personagem como foi a cena do início do episódio, mas o destaque está Najimi, que vai ser complicado manter a piada que o personagem não possui gênero definido, pois é algo presente no mangá e o próprio autor faz piada com isso, fora que como nossa língua não possui uma terceira pessoa neutra, como no inglês, por isso quando for referir a Najimi quebrarei a semântica para a manutenção da piada que é a/o amigo(a) de infância de todos (長名なじみ/おさな なじみ), claro que Najimi possui múltiplas piadas que vão além de ser a/o amigo(a) de infância de Tadano-kun, mas também ser a antítese de Komi-sama e ser o fato de caos da obra, mas você acaba se acostumando a Najimi, pois acabamos englobados pela piada, uma coisa antes de falar da dubladora que é o fato que sempre vi Najimi com cabelo cor-de-rosa, para você que só ver o anime o autor coloriu a Najimi com cabelos azuis, mas a produção da obra “consertou” isso colocando a paleta de cores “correta”, já a escolha de Murakawa Rie me surpreendeu, pois todos sabem que ela dublou a Ram de Re:Zero e vendo seu currículo ela não possui trabalhos como protagonista masculino de Shonens, então vi com surpresa a escolha dela do papel e como ela sintetizou o personagem, sinceramente esperava o Aoi Shouta dublando Najimi, mas ela está fazendo um bom trabalho.

O MAL
O MAL

A Najimintroduction foi bem próximo do original, mas eu estranhei, pois Najimi é um elemento tão comum na obra que estranhei quando Tadano-kun falou Osana, o que sã o medo da nossa deidade apresentado pelo elemento do caos ficou parecendo a mim algo bastante desconexos, pois mais para frente saberemos que ambas serão unha e carne, assim como os demais personagens da obra, por isso eu não me lembrava tanto do motivo pelo qual Najimi foi a segunda pessoa que se tornou amigo da Komi-sama, mas ri igual, na verdade rir mais por que a produção conciliou bem o momento, ô potencializando ao máximo na cena.

Sim é referência a Suzumiya Haruhi
Sim é referência a Suzumiya Haruhi

Basicamente era isso que eu tinha para falar do episódio do anime da Nossa Imaculada Senhorita/Rapariga, aqui é Jonh Vini e o foi minha review desta série, estou à espera dos vossos Feedbacks do episódio e da review para melhorar minha escrita para vocês, não se afobem pois arrependimento mata, vamos discutir pacificamente, sem puxar palavras de baixo calão já que como podem ver eu não desferir nenhuma contra vocês, fora que é saudável porque enriquece a vida e até mais.

E alegraria Komi-sama.
E alegraria Komi-sama.

 

Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 40 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.