Mobile Suit Gundam: The Witch from Mercury: Episódio 0 (Prólogo) – A acessão da Suletta Mercury

Artigo por Jonh Vini. Podem enviar os vossos artigos aqui.

É engraçado retornar aqui com uma estreia tão pesada como a primeira série de Gundam para TV desde Iron-Blooded Orphans, mas eu queria retornar a comentar sobre a Bruxa de Mercúrio justamente por ser a primeira série da franquia cujo o protagonista é uma mulher, então já seria marcante por si só, mas gostaria de ser marcado aqui no site também por ter comentado uma série Gundam e logo uma promissora como esse prólogo demonstrou desde seus primeiros instantes.

“A Bruxa pilotará o Gundam”
“A Bruxa pilotará o Gundam”

É estranho ver uma série Gundam com tantas mulheres envolvidas, principalmente se olhamos para trás, pois eu estou assistindo algumas séries antigas e raramente vemos mulheres no estaleiro, mecânicas muito menos, então foi algo interessante ver isso logo nos primeiros segundos do episódio, fora o próprio protagonismo delas que é feito de maneira natural, bem-apresentado e bem demonstrado, assim como a animação da obra que está belíssima.

Mulher (nunca é) Demais.

No aspecto narrativo é perceptível a recriação clássica do conflito dos terráqueos contra os Specenoides, ou nem isso já que nem estão nestes termos, mas fica claro que os vilões possuem um viés religioso contra a modernidade demonstrada pela família da heroína, esse conflito provavelmente será mais desenvolvido, porém será algo interessante se expandir o que foi mostrado, fazendo correlações com o nosso mundo atual, construindo um entendimento mais claro do perigo de misturar religião com militarização e como o medo do desconhecido pode gerar monstros que buscam o controle de tudo.

O falcão religioso.

Não tenho muito mais a falar desse episódio, muito porque estou até enferrujado em fazer review de episódio, todavia a heroína só possuía 4 anos nesse prólogo, apesar que foi uma ótima apresentação dela e suas motivações, então não há muito o que falar sobre ela, além da cena Lfrith e do Parabéns, está última sendo um ótimo cartão de entrada para os novos fãs, mostrando o quão sombrio a série abordará seu desenvolvimento emocional, então se você ainda estivesse com dúvida para assistir a série, esse prólogo mostra o tão épico será a obra.

Mostrando do Gunpla funcionando.

Por falar do Lfrith e abordando um fator novo que é o design das máquinas da obra já falando que gostei do GUND system, pois é uma evolução do Alaya Vijnana de Iron-Blooded Orphans, mesmo as séries não estando correlacionadas, mas não atinge o MTS do G Gundam no quesito da total imersão do piloto na sua máquina, mas a relação física seria algo próximo a um Pacific Rim, claro sem uma dupla já que é apenas o piloto com a máquina e os Design das máquinas são interessantes, não são os mais convidativos pra mim, principalmente as cores do Lfrith parece bastante alienígenas, mas o design é bastante legal por lembrar que a animação será em 2D, então quero ver também as lutas bem animadas dessas máquinas em tela.

O peso do protagonismo agindo desde cedo.

Basicamente era isso que eu tinha para falar do episódio do anime da Bruxa de Mercúrio, aqui é Jonh Vini essa foi a minha review desta série, estou à espera dos vossos Feedbacks do episódio e da review para melhorar minha escrita para vocês, não se afobem pois arrependimento mata, vamos discutir pacificamente, sem puxar palavras de baixo calão já que como podem ver eu não desferir nenhuma contra vocês, fora que é saudável porque enriquece a vida de todos, dúvidas ou questionamentos da obra serão sanadas nos seus comentários e até mais.

Até Outubro.
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RonanfalconD
Ronanfalcon
7 , Outubro , 2022 18:37

O número de mulheres em séries antigas era realmente baixo, e sabemos que foi por machismo.
Mas tem um porém: o Tomino, autor de Gundam, sempre tentou mostrar os horrores da guerra, e da vida, pra crianças e jovens, colocando em suas séries duras realidades. Nesse contexto, fazendo uma análise de longe, é possível supor que Tomino teria feito o mesmo, ainda que o machismo não estivesse presente, por conta do fato de que na guerra não se usa mulheres na batalha, por motivos reais, então eu creio que talvez ele o fizesse.
Mas, como eu disse, isso é uma hipótese. Também seria possível que, dada a fantasia, ele pudesse sim colocá-las. Mas é importante ter estas coisas em mente.

Religião, de alguma forma apareceu em G no Reconguista, então eu diria que não é novidade.