Naoki Yoshida afirma que o Metaverso não é uma forma de entretenimento

O diretor de um dos mais aclamados MMO não é fã da visão futura da Square Enix

Naoki Yoshida, o diretor e produtor dos jogos Final Fantasy XIV e Final Fantasy XVI, afirmou durante uma entrevista ao jornal Weekly Bunshun que não sente o “Metaverso” como forma de entretenimento.

Certamente que esta afirmação não agradou ao CEO da Square Enix, que além de transitar esta realidade para os seus jogos, também planeia usar os fundos do seu último negócio para a financiar.

Naoki Yoshida numa passagem da entrevista comentou o seguinte:

Vejo o Metaverso apenas como um sistema que substitui a realidade por um mundo virtual, por isso suponho que o Metaverso não seja sinonimo de entretenimento. No Metaverso, poderemos utilizar um avatar numa realidade virtual e passear em Shinjuku ou fazer compras nesse local como na realidade. Embora para muitos possa parecer divertido, a verdade é que não existe entretenimento. O que existe de interessante nestes sistemas no nosso? É como eu me sinto. Faria algo divertido num jogo em vez de criar um Metaverso no mesmo.

FONTEWeekly Bunshun
Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt em 2020, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal até à sua atualidade, devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.
Subscreve
Notify of
guest
2 Comentários
Mais Antigo
Mais Recente Mais Votado
Inline Feedbacks
View all comments
Adammo Ranyer
Adammo Ranyer
9 , Maio , 2022 18:05

Apenas não nós decepcione com FFXVI Yoshi-P, porque ao que parece essa história toda de metaverso ainda vai longe.

RonanfalconD
Ronanfalcon
1 , Junho , 2022 2:44

Ele não está errado, pelo menos, não deveria ser tratado apenas como entretenimento. O problema está mais no fato de que, ainda não existe metaverso algum, e de que o povo não está levando a coisa a sério (como ele cita).