
A Motorola apresentou esta quinta-feira, 5 de novembro, o Signature 27, um telemóvel que vinha a ser antecipado desde 22 de setembro, quando a marca confirmou o nome e mostrou parte do design. É o primeiro topo de gama da fabricante a adotar a nova nomenclatura assente no ano e o sucessor do Motorola Signature, lançado em janeiro. É também um dos dois primeiros smartphones anunciados com o Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6.
O preço recomendado fica nos 1.899 euros, valor que coloca o aparelho entre os smartphones mais caros da atualidade. A pergunta natural é o que justifica a fatura, e a resposta passa sobretudo pelo ecrã, pela câmara e por uma aposta invulgar na privacidade.
A Motorola destaca o selo Gold Label atribuído pelo DXOMARK. O Signature 27 obteve 173 pontos, o que lhe garante o segundo lugar da tabela de smartphones. Apenas o Huawei Pura 80 Ultra, lançado no ano passado, está à frente, com 175. O iPhone 18 Pro soma 172 pontos, o Vivo X300 Ultra 170 e o Pixel 11 Pro XL 168.
O laboratório francês elogia o autofocus rápido e fiável, o equilíbrio de brancos, o nível de detalhe, a exposição automática em condições difíceis e a estabilização de vídeo. Do lado negativo, aponta uma redução de ruído pouco agressiva, que preserva detalhe mas deixa ruído visível com pouca luz, tons de pele nem sempre rigorosos, desvios de cor em ambientes muito escuros e imagens com pouco contraste quando existe uma fonte de luz atrás do motivo.
O conjunto traseiro reúne uma câmara principal de 50 MP com sensor Sony de tecnologia LOFIC, formato de 1/1,28 polegadas e abertura f/1.6, uma ultra grande-angular de 50 MP e uma teleobjetiva periscópica de 200 MP com zoom ótico de 3x. À frente há uma câmara de 50 MP. A Motorola acrescenta um sensor de ação EVS, que apresenta como o primeiro do género dedicado num smartphone e cuja função é ajudar as restantes câmaras quando o telemóvel ou o motivo estão em movimento.
O ecrã tem 6,8 polegadas, suporta Dolby Vision e atinge um brilho máximo de 12000 nits. Trata-se de um OLED em configuração tandem, a que a Motorola chama Extreme AMOLED Duo, com duas camadas emissoras sobrepostas. A marca garante que é o ecrã mais luminoso disponível num smartphone, tem resolução 1.5K e consome até 34% menos energia do que um AMOLED convencional, com uma vida útil até 121% superior. A proteção fica a cargo do Gorilla Glass Ceramic 3.

A Qualcomm apresentou o Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6 a 22 de setembro, durante o Snapdragon Summit, no Havai, em conjunto com o Snapdragon 8 Elite Gen 6 padrão. Ambos os chips são produzidos no processo de 2 nm da TSMC. O Signature 27 junta o processador a 12 GB de RAM LPDDR5x e 512 GB de armazenamento UFS 4.1.
Para controlar a temperatura, a Motorola recorre a uma câmara de vapor 40% maior do que a da geração anterior e a um gel térmico com microdiamantes. O telemóvel tem ainda seis antenas, compatibilidade com Wi-Fi 8 e UWB.
O Signature 27 foi pensado para o Gemini Intelligence, o conjunto de funcionalidades de inteligência artificial que a Google apresentou a 12 de maio. Entre as funções estão a automatização de tarefas com vários passos entre aplicações, o Rambler e o Create My Widget. O primeiro limpa a ditado por voz, eliminando hesitações, repetições e palavras de enchimento, e permite mudar de idioma a meio da mensagem. A Google garante que o áudio serve apenas para a transcrição em tempo real e não é guardado. O segundo gera widgets personalizados a partir de uma descrição em linguagem natural.
A Motorola indica que estas capacidades chegarão ao Signature 27 à medida que a Google as for disponibilizando, nos próximos meses, pelo que poderão não estar todas disponíveis no lançamento. O telemóvel traz também o Qira, o sistema de IA da Motorola que liga dispositivos compatíveis da marca e da Lenovo. Em matéria de atualizações, a fabricante promete até sete grandes versões do Android e até sete anos de patches de segurança.
O primeiro Motorola com suporte para GrapheneOS
O Signature 27 será o primeiro telemóvel da marca compatível com o GrapheneOS, um sistema operativo de código aberto focado em privacidade e segurança, baseado no Android Open Source Project.
Até agora, o GrapheneOS só funcionava oficialmente em telemóveis Pixel, por causa de requisitos de hardware rigorosos. O projeto destaca o memory tagging por hardware, uma integração mais forte do elemento seguro e sete anos de atualizações, condições que o Signature 27 cumpre no papel. A Motorola diz que este é o primeiro dispositivo seu com uma implementação de elevado desempenho da ARM Memory Tagging Extension e que partilhará mais pormenores nos próximos meses.
A bateria tem 7000 mAh, mais 35% do que na geração anterior. O carregamento por cabo chega aos 90 W e o sem fios aos 50 W. A fabricante afirma que 12 minutos de carregamento rápido dão energia para um dia de utilização e que o carregamento sem fios leva até 80 minutos a passar dos 0% aos 100%.
No áudio, a Motorola assegura que este é o único smartphone atualmente à venda com Audio by Bang & Olufsen, no âmbito de uma parceria plurianual entre as duas empresas.
A estrutura é em alumínio de qualidade aeroespacial, com extremidades contornadas e um módulo de câmaras em cerâmica e alumínio escovado. Há duas cores: Capulet Olive, com um acabamento têxtil escovado, e Coal Smoke, com um acabamento em tecido técnico. O telemóvel tem certificações IP68 e IP69, resistência MIL-STD-810H e leitor de impressões digitais ultrassónico sob o ecrã.
Preço e disponibilidade
Em Portugal, o Signature 27 tem preço recomendado de 1.899 euros e fica disponível em motorola.pt e nos canais habituais. A pré-venda arranca a 16 de novembro e o lançamento está previsto para 3 de dezembro. Segundo a Motorola, a oferta de lançamento inclui um moto watch ultra e um moto sound flow, num valor conjunto de 628 euros.









