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Soul Hackers 2 – Análise

Com design de personagens por Shirow Miwa, que muitos de vocês conhecem dos animes DOGS Stray dogs howling in the dark, Kiznaiver e Joker Game, a Atlus lançou para PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5, Xbox Series e PC (Steam) o RPG Soul Hackers 2, a continuação do longínquo Devil Summoner: Soul Hackers (lançado em 1997 para Sega Saturn), que por sua vez é a quinta parcela da série Devil Summoner, ela mesmo uma parte da franquia Megami Tensei.

Com uma narrativa completamente nova relativamente ao jogo anterior, a Atlus teve aqui o cuidado de não alienar os novos jogadores e criou uma espécie de reinicialização da série Soul Hackers.

Na história uma IA prevê o iminente fim da humanidade e a vossa missão é evitar esse fatídico destino. Parece uma premissa simples, certo? Nem por isso, a história aprofunda e muito questões filosóficas e ao longo da vossa jornada vão descobrir o que é ser humano, será que vale a pena salvar a humanidade e até dar valor às pequenas coisas e defeitos que fazem parte de um ser humano.

Se gostam de JRPGs que aprofundam este tipo de descoberta e reflexão, vão sentir-se em casa. Algo que Soul Hackers 2 explora também muito bem são os elementos do nosso grupo, pois vamos ao longo da história conhecer melhor os seus motivos, vamos ficar preocupados com eles e as suas dificuldades, a sua jornada e é criada toda uma envolvência que vai ser do vosso agrado.

Embora possam percorrer praticamente todo o jogo na quest principal para terem a experiência máxima de Soul Hackers 2 devem dedicar algum tempo nas secundárias relacionadas com os elementos da vossa party, vai ser lá que não só vão adquirir algumas skills úteis como também vão explorar a psyche dos vossos companheiros e ficar a conhecer melhor o que os move.

Como a nossa sociedade é construída tendo por base relações interpessoais, Soul Hackers 2 vai beber muito às mecânicas não só de combate como relacionais que encontramos em Persona.

Fora das batalhas a nossa personagem para além de poder explorar a cidade e as suas lojas (roupa, itens, etc) pode também interagir com outros elementos na party aumentando a sua afinidade que depois se vai traduzir em habilidades especificas que podem ser utilizadas pela equipa em combate.

Por falar em combate, em Soul Hackers 2 a Atlus jogou à defesa e como se trata de uma franquia nova para muitos não se desviou muito dos tradicionais jogos Shin Megami Tensei com a implementação de um sistema de batalha derivado do Press Turn com os personagens a atacar por turnos utilizando uma combinação de ataques físicos ou invocação de “Demónios” para desferir ataques baseados nos elementos, sendo que como já nos habituamos vamos ter também a exploração das fraquezas dos inimigos para na circunstância certa desferir um poderoso ataque conjunto. No caso do Soul Hackers 2 temos o “Sabbath” onde no final do turno a vantagem que acumulamos ao explorar as fraquezas dos inimigos se traduz num ataque aos inimigos que ainda estão de pé na arena.

Em Soul Hackers 2 a Atlus não correu riscos e optou por entregar uma experiência agradável e familiar numa tentativa de desapertar uma franquia com 25 anos deixando vontade de querer mais Soul Hackers, sendo que na prática este Soul Hackers 2 atua mais como um reboot da franquia do que uma continuação e é uma excelente porta de entrada para novos jogadores que experimentam pela primeira vez um jogo deste género.

Pros:

  • Boa porta de entrada para novos jogadores
  • História e personagens bem construídos

Cons:

  • Level design podia ser melhor
Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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