
Quando a Sony fechou o seu State of Play de junho de 2026 com a revelação de God of War: Laufey, o impacto foi imediato. Vinte minutos de gameplay, uma protagonista inesperada e um novo ponto de partida para a franquia que começou em 2005 na PlayStation 2. A personagem jogável é Faye, conhecida também como Laufey the Just, a mulher de Kratos e mãe de Atreus, cuja história arranca no momento em que o seu corpo é consumido pelas chamas no início de God of War (2018).
Por trás do jogo está Ariel Lawrence, diretora que chegou à Santa Monica Studio diretamente da faculdade de cinema, antes ainda do lançamento do primeiro God of War. Esteve envolvida em praticamente toda a saga desde então, com exceção de Ragnarok, passando pela coordenação de cinemáticas em God of War II e pela escrita em God of War III, entre outros títulos. É a primeira vez que dirige um jogo principal.
Uma fusão entre dois eras da saga
Num mundo em que as conversas sobre sequelas e remakes costumam girar em torno de escolhas seguras, God of War: Laufey parece ser uma aposta deliberadamente arriscada. Faye não é Kratos. O seu estilo de combate é diferente, com maior mobilidade e componente aérea, uma referência clara aos jogos da trilogia grega, mais ágeis e acrobáticos, mas mantendo o peso e a seriedade narrativa que definiram os títulos mais recentes.
Numa entrevista à GamesRadar+, Lawrence explicou esse equilíbrio com uma metáfora simples: “Gosto de ambas as coisas, por isso é mesmo uma daquelas situações de ‘posso ter chocolate e manteiga de amendoim juntos?’… Que aspeto têm essas coisas quando se juntam, e quem pode fazer isso melhor para nós? E, sabes, oferecer essa agilidade, essa flexibilidade, mas ainda assim, sabes, estar ao nível de quem precisamos?”.
Faye foi a resposta a essa pergunta. A diretora frisou que tanto a era grega como a era nórdica da saga tiveram influência na personagem, e que o desafio foi casar esses elementos de forma a que o resultado se sentisse como algo distintamente dela, e ao mesmo tempo inconfundivelmente um jogo da Santa Monica Studio.
Não é uma prequela, é uma continuação
Um dos primeiros esclarecimentos que surgiu após o anúncio foi precisamente sobre onde este jogo se encaixa na cronologia. O diretor criativo da Santa Monica Studio, Cory Barlog, foi direto numa conversa publicada logo após a revelação: “Isto não é uma prequela. É uma continuação da cronologia, logo no início de God of War 2018”.
A pergunta que o jogo responde é simples mas poderosa, o que aconteceu a Faye depois daquele funeral?
O gameplay mostrado mostra Laufey a despertar no Everywhen, o reino do além dos deuses, onde é capturada por uma facção misteriosa. A Sony Interactive descreveu o jogo como o “próximo título principal” da série, confirmando que não se trata de um spin-off menor, mas de uma entrada de peso na franquia.
Lawrence revelou ainda que o projeto tem o envolvimento de toda a equipa da Santa Monica Studio, com uma dimensão comparável à de Ragnarok. Kratos não desaparece do universo, tanto Barlog como Lawrence foram claros nesse ponto, com a diretora a dizer que “mais histórias para Kratos, definitivamente” estão a caminho, especialmente com os remakes da trilogia grega referenciados.
Cory Barlog confirmou publicamente que a ideia de um jogo centrado em Faye lhe surgiu há anos e que chegou mesmo a partilhá-la com Deborah Ann Woll quando a atriz foi contratada para Ragnarok. Woll, que voltará a dar voz e rosto a Faye em Laufey, terá mantido o segredo durante anos.
God of War: Laufey não tem data de lançamento confirmada. Está previsto para PlayStation 5.








