
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua a recorrer a elementos da cultura pop, para fins de propaganda, através de personagens de mangá, anime e videojogos. No entanto, parece ter ido longe de mais no sua versão Naruto, algo que muitos fãs consideraram a gota de água e que desencadeou uma onda de indignação.
A polémica não é propriamente recente. Em março de 2026, surgiu uma petição que solicitava oficialmente à Casa Branca que deixasse de utilizar personagens de anime e mangá como adereços nas suas publicações nas redes sociais para promover propaganda presidencial. Contudo, a iniciativa acabou por não receber grande atenção mediática.
A situação agravou-se significativamente no dia 6 de junho de 2026, quando Trump publicou mais um vídeo gerado por inteligência artificial na sua plataforma social, Truth Social. No vídeo, o presidente surge e a fazer “cosplay” de Naruto, algo que muitos admiradores da obra consideraram um verdadeiro sacrilégio.
O vídeo inclui vários outros elementos controversos e reúne uma mistura de referências culturais que muitos utilizadores consideram problemáticas. No entanto, foi uma sequência em particular que gerou maior controvérsia Trump aparece disfarçado de Naruto enquanto executa a famosa técnica dos clones das sombras, ou se preferirem, kage bushin no jutsu.
A publicação aumentou consideravelmente a visibilidade da petição contra as estratégias de comunicação de Trump e alimentou ainda mais o debate nas redes sociais.
Entretanto, a Shueisha esclareceu que os direitos de autor das imagens relacionadas com Naruto pertencem aos estúdios de animação responsáveis pela produção da série. A empresa acrescentou ainda que o criador da obra, Masashi Kishimoto, não vai comentar sobre o assunto.
Os assinantes da petição apelam ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão e à Embaixada do Japão nos Estados Unidos para que assegurem o respeito pelo valor e pela dignidade da cultura do mangá e do anime. Resta agora saber se o caso terá algum desenvolvimento oficial ou se permanecerá apenas como mais uma polémica nas redes sociais.








