A EPOMAKER ficou conhecida pelos teclados mecânicos, mas tem vindo a construir uma linha de ratos para jogos. O EPOMAKER EM3 é a sua proposta mais recente, um rato sem fios leve, com carcaça em compósito de fibra de carbono e ABS e uma base de carregamento magnética incluída.

O EPOMAKER EM3 dispensa a estrutura perfurada em colmeia que se generalizou nos ratos leves e aposta numa superfície inteira, com um aspeto mais limpo e uma sensação de maior solidez. A parte superior e os botões principais são em ABS com fibra de carbono. Na nossa avaliação, a rigidez e o acabamento são bons para o patamar de preço.

A forma é simétrica, com 121,2 mm de comprimento, e adapta-se a diferentes estilos de pega. O seu formato é mais adequado a mãos pequenas e médias, e a ergonomia depende naturalmente do tamanho da mão, quem tem mãos grandes e prefere a pega em palma poderá achá-lo curto. Está disponível em preto, prateado e rosa.

Os 56 g tornam o EPOMAKER EM3um rato leve, sem o colocar entre os mais leves do mercado. Dentro da própria EPOMAKER, o CarbonX pesa 50 g, mas custa bastante mais.

Sensor, botões e desempenho

O sensor é o PixArt PAW3315, com sensibilidade até 16 000 DPI em seis níveis, e a taxa de polling chega aos 1000 Hz com fios e em 2,4 GHz, descendo para 125 Hz em Bluetooth. Para a generalidade dos jogos e para o trabalho é uma base sólida, mas é aqui que o EPOMAKER EM3 mostra os seus limites. O PAW3315 é um sensor relativamente modesto quando comparado com as soluções mais avançadas dos ratos de topo, e os 1000 Hz ficam abaixo dos 4000 e 8000 Hz que alguns concorrentes já oferecem. Os 16000 DPI são, na prática, um número de ficha técnica, já que a maioria dos jogadores usa valores muito inferiores. Os botões principais têm cliques definidos e boa resposta tátil.

O EPOMAKER EM3 liga-se por cabo (USB-A para USB-C), por 2,4 GHz com o recetorincluído na base do rato e por Bluetooth, o que permite alternar entre o computador de jogo, o portátil e outros dispositivos.

A bateria de 600 mAh é generosa para o tamanho do rato, com autonomia até 55 horas sem iluminação.

A base é o principal diferenciador

A base é o que mais distingue o EPOMAKER EM3neste preço. O rato encaixa por contacto magnético, o que dispensa ligar um cabo de cada vez que é preciso carregar, e a iluminação RGB dá personalidade ao conjunto. A iluminação, por sua vez, é controlada por um botão físico na própria base, que permite mudar de efeito ou desligar a luz sem recorrer ao software, uma solução prática para quem prefere uma secretária sem luzes.

A configuração faz-se pelo Epomaker Hub, uma aplicação web, e pelo Epomaker Driver 3.0. Permite ajustar o DPI, remapear os botões e criar macros, além de parâmetros como o debounce e a resposta dos botões.Tal como noutras reviews de dispositivos da Epomaker a interface web é funcional, mas existe espaço para ser mais refinada.

O ponto forte do EPOMAKER EM3 é a versatilidade: serve para jogar, para trabalhar e para o uso diário, sem exigir mudança de rato. Não é um rato de topo de gama, apesar do peso e da construção apelativos. O seu posicionamento é o de uma alternativa acessível e prática, e não o de um rato para jogos de competição.

Dentro do catálogo da EPOMAKER encontram alternativas mais posicionadas para o gaming de competição, mas claro, com um preço superior.

EPOMAKER Carbonis review: rato gaming em fibra de carbono com ecrã LCD

Considerações finais

O EPOMAKER EM3 não procura ganhar pela ficha técnica. Oferece um conjunto equilibrado de peso baixo, ligação flexível, boa autonomia e uma base que simplifica o carregamento, e é neste conjunto que está o seu valor. Faz sentido para quem quer um rato sem fios versátil, para jogar e trabalhar, e não precisa de polling elevado.

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