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O anime de BLEACH chegou ao fim esta semana e apesar de manter um final em aberto para possivelmente adaptar o Arco do Inferno no futuro, é seguro dizer que encerrou uma etapa na história de uma das séries mais marcantes da Weekly Shonen Jump. Para assinalar o momento, Tite Kubo, o autor do mangá original, concedeu uma entrevista à revista Hypebeast, na qual falou sobre o impacto da obra e a forma como continua a influenciar novos criadores.
Ao lado de One Piece e Naruto, BLEACH durante a sua serialização integrou um grupo conhecido como os “Big Three” na Weekly Shonen Jump. Ao longo dos seus 74 volumes, a série alcançou um enorme sucesso internacional e atualmente conta com mais de 130 milhões de cópias em circulação. Este legado também se faz sentir em obras mais recentes, tais como Jujutsu Kaisen e Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba, cujos criadores já reconheceram a influência de Kubo.
Kubo comentou o seguinte durante a entrevista:
As pessoas costumam dizer-me que os capitães do Gotei 13 influenciaram os Hashira de Demon Slayer ou que conceitos como o Bankai inspiraram certos elementos de Jujutsu Kaisen. Os criadores dessas séries disseram-me que foram inspirados por BLEACH, por isso acho justo afirmar que houve influência. No entanto, não penso que seja algo que flua apenas numa direção. É algo que passa de uma geração de criadores para a seguinte”.
Apesar do impacto que a sua própria obra teve na indústria, Kubo também reconhece a importância das histórias que o inspiraram enquanto crescia. Entre as suas principais referências encontra-se Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco), um anime que deixou uma marca duradoura na sua imaginação e contribuiu para a criação de um dos grupos mais poderosos e emblemáticos de BLEACH.
“Quando era criança, adorava o anime de Saint Seiya. Os Cavaleiros de Ouro deixaram uma marca profunda em mim, e os capitães do Gotei 13 foram a minha inspiração e interpretação para também criar um grupo poderoso. É assim que a criatividade evolui. Cada geração de criadores absorve ideias das obras que admira, reinventa-as à sua maneira e transforma-as em algo completamente novo. A influência sempre funcionou assim.”









