
A primeira temporada da série live-action de One Piece da Netflix esteve perto de ficar muito diferente do que chegou aos ecrãs, e foi o criador do mangá, Eiichiro Oda, quem travou o rumo. A revelação é de Steven Maeda, co-showrunner da temporada de estreia, que contou o episódio no podcast Trash Taste.
Segundo Maeda, os primeiros guiões foram pensados para dez episódios. Depois de os ler, um novo responsável da Netflix terá dito que gostava do material, mas que tinha de ficar muito mais barato, com um corte de metade no orçamento e uma temporada reduzida a oito episódios. Maeda admite que a equipa receava desiludir os fãs, porque deixaria de ter margem para fazer parte do que tinha prometido, mas voltou à escrita para trabalhar com esse formato.
O resultado, diz, afastava-se do espírito da obra original. Maeda considerava que a temporada podia ser boa enquanto televisão, mas estava “cada vez mais afastada da narrativa de One Piece”. Ficou preocupado com a possibilidade de o projeto ser cancelado.
Foi então que Eiichiro Oda leu a versão revista e não gostou. O criador do mangá terá dito à Netflix: “Isto não é o que me comprometi a fazer“. A plataforma reconsiderou e acabou por dar à equipa o orçamento necessário para avançar com a versão que queria fazer, conta Maeda.
A primeira temporada acabou por ter oito episódios, ao contrário dos dez que chegaram a ser noticiados inicialmente e estreou a 31 de agosto de 2023. A segunda, One Piece: Into the Grand Line, chegou à Netflix a 10 de março de 2026. Nessa altura, Maeda já não era co-showrunner e passou a exercer funções de produtor executivo, com Joe Tracz a assumir a co-liderança ao lado de Matt Owens.
A terceira temporada, intitulada One Piece: The Battle of Alabasta, está prevista para 2027 e as filmagens em Cape Town já terminaram. Joe Tracz e Ian Stokes são os co-showrunners. A Netflix ainda não anunciou uma data de estreia desta terceira temporada.









