
A Netflix esteve perto de garantir o exclusivo das adaptações dos jogos Xbox para cinema e televisão, mas o negócio caiu antes de haver acordo. A informação foi revelada por Matthew Belloni na newsletter What I’m Hearing, do Puck.
Segundo Belloni, que cita três fontes, a proposta partiu de Bela Bajaria, então responsável pelos conteúdos da plataforma: 500 milhões de dólares ao longo de sete anos em troca do exclusivo. Asha Sharma, CEO da Xbox, e a equipa que trata dos negócios da marca responderam com uma contraproposta de 800 milhões para o mesmo período.
O valor também não terá agradado a toda a gente do outro lado. O diretor financeiro da Netflix, Spencer Neumann, era um dos que consideravam o negócio demasiado caro.
As conversas nunca avançaram para uma fase de negociação a sério. A 15 de outubro, a Netflix anunciou que Bajaria deixava a empresa ao fim de quase uma década e que Peter Rice, antigo responsável da Disney e da Fox, ocuparia o lugar. A mudança surgiu um dia depois de a plataforma confirmar o corte de cerca de mil postos de trabalho.
Sem Bajaria, diz Belloni, a proposta deixou de estar em cima da mesa.
A Xbox muda de estratégia
Pouco antes, no início de outubro, a Microsoft apresentou a Xbox XP, uma nova divisão dedicada a levar as suas séries para lá dos jogos, liderada por Kayleen Walters, que até agora presidia à Mojang. A estrutura reúne quatro áreas, entre as quais a Xbox Pictures, responsável pelo cinema e pela televisão.
Xbox cria divisão XP para levar as suas franquias ao cinema, à televisão e aos parques temáticos
Com o exclusivo da Netflix fora de questão, a Xbox deixou de apostar num único grande acordo. Belloni afirma que a empresa procura agora “acordos mais pequenos com mais parceiros”. Alguns dos projetos já em curso nesse modelo são a série animada de Diablo na Netflix, mais uma temporada de Fallout na Prime Video, o filme de Call of Duty na Paramount e a sequela do filme de Minecraft na Warner Bros.









