Sword Art Online: Alicization – ep. 10: Tenso!

Spoilers Alert!!

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Depois de 9 episódios a introduzir o novo mundo e os novos personagens desta terceira temporada de Sword Art Online, finalmente, tivemos um episódio digno de ser comentado e que tem muita coisa para se falar (também tivemos o tal episódio da luta contra os goblins que também foi bem interessante, mas na altura eu não tive oportunidade de falar sobre isso). Este artigo é algo ocasional, visto que SAO não estava a ser comentado aqui no site até então, porém se este artigo tiver uma boa recessão posso voltar a comentar um ou outro episódio assim que eu achar necessário.

Para começar, vamos falar um pouco acerca do que tem acontecido nestes últimos episódios. Como todos nós sabemos, existem sempre aqueles personagens com o nariz empinado que querem mostrar a sua superioridade acima de tudo. Para além disso, num mundo medieval como o de SAO Alicization onde-nos é apresentada uma sociedade separada por hierarquias irão existir sempre nobre que acreditam que podem fazer tudo o que quiserem sem ter qualquer tipo de consequências.

Como é obvio, esses personagens também existem neste anime e gostam, especialmente, de provocar os nossos portagonista. Ao longo dos últimos quatro episódios (mais ou menos isso) estes dois personagens têm provocado Kirito e Eugeo de várias formas por eles, simplesmente, terem nascido como “meros” plebeus e agora estarem a desempanhar (quase) o mesmo papel que eles nesta sociedade injusta. Dado tudo isto, este décimo episódio não foi nada mais nada menos do que o culiminar dessas provocações idiotas levadas ao extremo e que não terminaram nada bem para o lado de Raios e Zizek.

O episódio em si foi muito bem dirigido, construíndo um clima cada vez mais tenso à medida que o episódio foi avançando levando Eugeo e, principalmente, o espectador ao limite por não conseguirmos fazer nada para parar aqueles dois covardes.

Em termos de animação também esteve muito bem, como é normal, contudo existe um ponto que eu acho que é muito importante de se salientar. A direção de som foi ótima neste episódio. Desde espadas a bater, janelas a partir e isso conseguiu elevar ainda mais este episódio que só por si já seria fenomenal.

Deixando de lado as partes técnicas eu gostava de refletir um pouco sobre o que nos foi transmitido através deste episódio. Todas as pessoas que vivem no mundo de SAO Alicization, ou para ser mais preciso, dentro do projeto Rath, vivem segundo um código de Tabus que ninguém pode quebrar ou então será levado/preso por um cavaleiro da integridade, tal como aconteceu com Alice e vai acontecer com os nossos dois protagonistas.

Contudo, como Kirito referiu no episódio anterior, existem coisas que são erradas e que não estão presentes no código de Tabus e, por sua vez, também existem coisas que, mesmo que sejam proibidas, precisam de ser feitas para o bem das pessoas que nos rodeiam.

Só que, através da marca que estava presente no olho de Eugeo, ele era impedido de agir consoante o que ele achava correto se essa sua ação quebrasse um Tabu. Por exemplo, se o Kirito estivesse numa situação de vida ou de morte e, para salvar o seu amigo, Eugeo tivesse que matar outra pessoa ele não iria conseguir faze-lo e iria acabar na mesma situação que nos foi mostrada neste episódio.

Por isso, o autor teve que sujeitar este personagem a uma cena intensa e que lhe provocasse uma revolta extrema ao ponto de quebrar esse selo e assim prosseguir com a história sem ter que encarar essa limitação mais para a frente.

Mesmo assim, a forma escolhida pelo autor para quebrar esse selo não teve uma boa recessão por parte do público acabando por gerar uma enorme discordia na internet. Desde críticas à censura, tanto no ocidente como no oriente, até ao retorno das críticas que foram feitas ao primeiro episódio de Goblin Slayer ou então, por outro lado, pessoas que adoraram o episódio. Tivemos um pouco de tudo pela internet.

Na minha opinião a cena foi bem trabalhada e mostrou muito bem que o seu verdadeiro objetivo era mostrar algo inteso o suficiente para quebrar o selo no olho de Eugeo e fazer com que o espectador crie um ódio ainda mais profundo pelos personagens Raios e Zizek, porém o autor poderia ter usado outros meios para o fazer.

Tal como o próprio autor já o disse, (vejam tudo aqui) ele foi bastante influenciado por livro que lia quando era mais novo e acabou por usar esses elementos na sua própria história, porém perante a sociedade em que vivemos hoje em dia, essas cenas são bastante criticadas e dado as várias vezes que este tema é abordado em SAO é normal que surjam algumas criticas. 

Passando agora para a parte da censura, não consegui perceber o porquê de terem cortado algumas partes do episódio, (vejam as diferenças aqui). Com um anuncio no inicio, ao estilo de Goblin Slayer, não era necessário fazer mais nada, mas mesmo em si o episódio não teve grandes mudanças, por isso não tenho muito a falar sobre isto.

No final deste polémico episódio voltamos a ver Alice que havia sido levada pelos cavaleiros da integridade e que passados bastantates anos voltas a encontrar os nossos protagonistas. Vamos ter que esperar pelo próximo episódio para saber o que irá acontecer e já sabem, se quiserem mais reviews semanais de SAO é só dizerem ai nos comentários.

Até à próxima review!

 

 

Algumas cenas interessantes:

Foi só idiota esta cena…

Apesar de todos os exageros este foi o que menos me incomodou. Provavelmente queriam realçar a arrogância dele que pro sua vez também faz parte da sua técnica especial…

Bugou! Este é outro exemplo do que aconteceu com o Eugeo. Quando Raios estava à beira da morte o confronto entre Tabus e a sua própria vida acabou por o levar ao desespero culminado, então, na sua morte.

Grande mistério…