
A Unity Software, empresa responsável pelo motor de jogos Unity, terá estado em conversações com um consórcio de investidores interessado em adquiri-la. A informação foi avançada pela Reuters, com base em fontes familiarizadas com o assunto. O grupo inclui a Silver Lake, sociedade de capitais privados sediada em Silicon Valley, e o Public Investment Fund (PIF), o fundo soberano da Arábia Saudita.
Segundo a agência, as discussões partiram de uma avaliação de cerca de 25 mil milhões de dólares e aconteceram antes da divulgação dos resultados mais recentes da Unity. Esses resultados incluíram o primeiro lucro da empresa desde a entrada em bolsa. Com base no último relatório de contas, a capitalização bolsista da Unity rondava os 21,5 mil milhões de dólares.
Nada está decidido. A Unity estará a trabalhar com um banco de investimento para avaliar as várias opções, e as fontes admitem que as condições podem mudar ou que o negócio pode não avançar. A empresa recusou comentar a notícia, e a Silver Lake e o PIF não responderam de imediato aos pedidos da Reuters.
A Silver Lake não é nova na empresa pois investiu até 400 milhões de dólares na Unity em 2017 e continua entre os principais acionistas, com cerca de 8% do capital. A Reuters sublinha ainda que Egon Durban, CEO da Silver Lake, tem lugar no conselho de administração da Unity, o que normalmente o obriga a afastar-se de discussões internas sobre uma eventual venda.
Os dois investidores lideraram a compra da Electronic Arts, que avaliou a editora em cerca de 55 mil milhões de dólares. A operação ficou concluída em agosto: o PIF passou a deter 93,4% da EA e a Silver Lake 5,5%.
Os restantes 1,1% pertencem à Affinity Partners, firma norte-americana criada por Jared Kushner, genro de Donald Trump.
Um historial recente conturbado
Em setembro de 2023, a Unity anunciou que passaria a cobrar aos programadores por cada instalação de um jogo feito com o seu motor. A reação foi de forte contestação e, em outubro, John Riccitiello deixou de imediato a presidência e a liderança executiva da empresa.
Em janeiro de 2024, a Unity despediu 25% dos trabalhadores, cerca de 1800 pessoas, naquela que foi a maior de várias rondas de despedimentos dos últimos anos. Os planos de cobrança tinham entretanto sido parcialmente revertidos e, em setembro de 2024, a empresa eliminou por completo a Runtime Fee.









