
A Level Infinite, editora de Goddess of Victory: NIKKE, confirmou que o launcher oficial da versão para PC foi adulterado e usado para distribuir programas maliciosos. A empresa pede aos jogadores que façam uma verificação de segurança, enquanto os jogadores que só usam o telemóvel não são afetados. A informação consta de um comunicado oficial que podem consultar aqui.
O que aconteceu
Segundo a Level Infinite, um domínio de código aberto usado por alguns dos seus serviços foi sequestrado a 27 de setembro. Alguns ficheiros de scripts do launcher foram depois parcialmente modificados, e a distribuição de programas maliciosos começou a 30 de outubro. A empresa afirma ter detetado o problema a 4 de novembro, tendo então substituído os ficheiros afetados e atualizado a rede de distribuição de conteúdos. A versão do launcher atualmente em circulação é, segundo o editor, segura.
De acordo com a análise de um investigador independente, publicada no GitHub, quatro ficheiros JavaScript alojados na rede de distribuição da Level Infinite terão sido alterados a 27 de setembro, e são carregados sempre que o launcher é aberto. Esses ficheiros foram removidos dos servidores a 3 de novembro.
Quem deve verificar o computador
A empresa pede uma verificação a todos os jogadores que tenham aberto o cliente de Windows depois de 27 de setembro. Os utilizadores que jogam apenas no telemóvel não são afetados. A nova versão do cliente inclui uma funcionalidade que deteta e remove os ficheiros maliciosos associados ao incidente, e a Level Infinite recomenda fechar o jogo, o launcher e todos os navegadores antes de a executar.
Além disso, a editora aconselha os jogadores a:
- Atualizar o antivírus e fazer uma verificação completa do sistema
- Executar a Verificação Offline do Windows Security
- Alterar as palavras-passe das contas usadas no computador afetado
- Revogar chaves de API e tokens de acesso
- Fazer estes dois últimos passos a partir de outro dispositivo, ou só depois de o computador estar protegido
O comunicado inclui ainda instruções manuais para verificar, no ficheiro do launcher, se existe uma expressão específica. Se existir, o programa malicioso poderá ter sido executado no computador.
Que tipo de malware foi usado
O alcance total do incidente continua por apurar. O malware incluía um agente de acesso remoto, capaz de executar comandos, navegar e descarregar ficheiros, captar imagens do ecrã e recolher dados do navegador. Uma análise encontrou também funcionalidades ligadas a informação de carteiras de criptomoedas, mas não está confirmado que os atacantes tenham roubado criptomoedas a algum jogador.
A empresa diz que vai rever as suas práticas de gestão de segurança, reforçar a monitorização de alterações não autorizadas a ficheiros e introduzir verificações de integridade adicionais nos recursos acedidos pelo launcher.









