Sega vai focar-se agressivamente no mercado PC

A Sega foi uma das principais empresas a lucrar com a atual crise sanitária causada pelo COVID-19.

A principal causa deste efeito foi o aumento do consumo de videojogos como uma das principais formas de entretenimento, quando todos estavam fechados em casa. Contudo, nem tudo foram aspetos positivos para a empresa, enquanto o mercado de vendas digitais de videojogos disparou, o impacto da pandemia nas restantes plataformas tais como: pachinko, salões arcade e estâncias de férias, literalmente arrastou-se e apenas registou receitas na ordem dos 16%, ao passo que o mercado de vendas digitais de videojogos registou o dobro das receitas quando comparado com o mesmo período no ano passado.

A principal plataforma destas receitas foi registada na PC Steam, e os principais mercados foram o europeu e o norte-americano. Após uma receção calorosa de uma port de Persona 4 Golden na PC Steam – vendendo muito mais do que esperado – a Sega indica que vai começar “agressivamente” a publicar anteriores jogos da Atlus na loja da Valve. De salientar que neste vasto portefólio, não se encontram apenas jogos da Atlus, como também títulos da Vanillaware, tais como Dragon’s Crown: Pro, ou Odin Sphere: Leifdrasir, já que a Atlus foi editora destes títulos.

Numa nova sessão de perguntas e respostas para investidores, a empresa afirmou que as vendas repetidas também sofreram um índice de vendas acentuado, e que, embora o seu foco esteja no mercado PC não vai apenas cingir a este, como também estender-se as restantes plataformas digitais, preparando-se para os vários mercados desde a implantação de um jogo nos mesmos.

“No futuro, pretendemos promover agressivamente a transferência de títulos lançados anteriormente, para a Steam e outras novas plataformas. Sob tal direção, gostaríamos de considerar a implementação de várias plataformas e preparar a versão para PC e outras desde o início.”

Esta é uma ótima notícia para os fãs de Persona e de outros grandes titulos da Atlus, que possuam quaisquer plataformas de videojogos.

Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt em 2020, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal até à sua atualidade, devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.