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Oda afundou o segredo de One Piece a 651 metros de profundidade e os fãs já sabem onde está

Para celebrar 600 milhões de cópias vendidas, Eiichiro Oda escreveu pela primeira vez o segredo de One Piece num papel, colocou-o numa cápsula resistente à pressão e afundou-o no oceano. A comunidade localizou o provável ponto de queda em menos de 13 horas e alguns já estão a orçamentar uma expedição submarina.

screenshot segredo de One Piece

No dia 3 de março, o canal oficial de One Piece no YouTube publicou um vídeo com um título muito simples: “What is the ONE PIECE?” O que se seguiu foi um dos momentos mais comentados da história recente do anime e do mangá. Eiichiro Oda, que há quase 30 anos guarda o maior segredo da ficção japonesa, escreveu pela primeira vez o que é o One Piece num pedaço de papel. Depois rasgou-o ao meio, trancou a metade que contém a resposta numa réplica em tamanho real de um baú do tesouro, selou tudo isso numa esfera de vidro resistente à pressão, e afundou-o no oceano a 651 metros de profundidade.

“Até que a história completa seja revelada, a verdade ficará muito além do alcance de qualquer pessoa, no fundo do oceano”, diz o narrador do vídeo, que termina com a frase: “O One Piece existe sim”.

A metade superior do papel, com a pergunta “O que é o One Piece e quem é Monkey D. Luffy?”, foi publicada como anúncio de página inteira nos jornais japoneses Asahi Shimbun e Yomiuri Shimbun na manhã de 4 de março. A resposta continua no fundo do mar.

Os fãs localizaram o baú em menos de 13 horas

O vídeo foi publicado. Os fãs foram ao trabalho. Em menos de 13 horas, a comunidade tinha uma teoria geograficamente fundamentada sobre a localização exata da cápsula.

O raciocínio, documentado num thread no Reddit, baseou-se em múltiplos elementos do vídeo: a presença de guardas costeiros japoneses, a ausência de terra visível no horizonte quando a câmara aponta a sudoeste, o tipo de sedimento fino e siltoso visível no fundo, característico de zonas com correntes calmas, e o facto de a descida da cápsula ter demorado aproximadamente 32 minutos para atingir os 651 metros. A isso juntaram-se dados de luminosidade solar compatíveis com fevereiro de 2026 e a proximidade geográfica com Tóquio, onde Oda tem o seu estúdio.

A conclusão mais partilhada aponta para a Baía de Suruga, na Prefeitura de Shizuoka, uma baía profunda a sul de Tóquio frequentemente usada pela agência japonesa de ciências marinhas JAMSTEC, que é, curiosamente, mencionada nos créditos do próprio vídeo. Outra teoria forte, reconstruída por um investigador que combinou análise de mapas, padrões meteorológicos e física de fluidos, aponta para a Baía de Toyama. Alguns utilizadores identificaram coordenadas específicas: 34°42’46.8″N 139°09’07.6″E, um ponto entre a ilha de Oshima e a Península de Izu. Nenhuma localização foi confirmada oficialmente.

Quanto custa ir buscar o baú? Quase 100 mil dólares por dia

Localizar é uma coisa. Ir buscar é outra completamente diferente. A conta de X OPHunterTV, que se descreve como “uma equipa de fãs apaixonados”, fez as contas e publicou um plano detalhado: recuperar a cápsula a 651 metros de profundidade custaria cerca de 15 milhões de ienes por dia, aproximadamente 83 mil euros.

O orçamento inclui o aluguer de um navio de investigação da JAMSTEC e a operação do Shinkai 6500, o submersível mais capaz do Japão, capaz de mergulhar até 6 500 metros de profundidade. Só o navio custa cerca de 35 mil euros diários; operar o submersível acrescenta mais 11 mil euros. A isso somam-se salários de pelo menos cinco especialistas, combustível, taxas portuárias e impostos. “O custo de uma operação como esta sobe facilmente a dezenas de milhões de ienes por campanha. Mas se algo realmente estiver a 650 metros abaixo da Baía de Sagami… não é inatingível, e estamos dispostos a ir dar uma espreitadela!”, escreveu a equipa da OPHunterTV no X.

O grupo confirmou já ter contactado oficialmente a JAMSTEC pelo seu site e estar a aguardar resposta. Paralelamente, o popular streamer iShowSpeed insinuou nas suas redes sociais que tenciona transmitir em direto a sua própria tentativa de encontrar o tesouro.

600 milhões de cópias e o fim à vista

A iniciativa foi desencadeada por um marco que dificilmente tem paralelo na história do entretenimento: One Piece ultrapassou os 600 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, superando o recorde anterior de Doraemon, 300 milhões, e consolidando-se como o mangá mais vendido de sempre. O mangá começou a ser serializado na Weekly Shonen Jump a 22 de julho de 1997, e a série está, segundo o próprio Oda (declaração de 2019), nas suas “fases finais”.

O gesto de afundar o segredo no oceano é uma referência direta à premissa central da obra: no início do mangá, o rei dos piratas Gol D. Roger declara à humanidade que escondeu o seu tesouro para quem o conseguir encontrar. E agora Oda repetiu a provocação na vida real.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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