
A AMD atribuiu um novo nome à próxima geração da sua tecnologia (FSR). Numa publicação nas redes sociais feita após a apresentação do Project Helix, o nome de código da próxima Xbox, na GDC 2026, o vice-presidente sénior e diretor-geral da divisão de computação e gráficos da AMD, Jack Huynh, referiu-se à nova tecnologia como AMD FSR Diamond.
Esta designação liga diretamente a tecnologia aos planos da próxima geração da Xbox, já que o Project Helix representa o futuro hardware da Microsoft.
A FSR Diamond será a nova evolução da tecnologia de upscaling da AMD e deverá servir como base para o sistema gráfico da próxima Xbox.
Segundo as informações apresentadas na GDC 2026, a tecnologia faz parte de um conjunto chamado FSR Next, que introduz várias melhorias baseadas em inteligência artificial.
Entre as funcionalidades esperadas estão:
- Upscaling com machine learning de nova geração
- Geração de múltiplos frames (multi-frame generation) baseada em IA
Ray tracing e path tracing mais avançados - Ray regeneration, um método de redução de ruído e reconstrução de iluminação com IA
- Integração profunda com o Xbox GDK (Game Development Kit)
O objetivo é permitir renderização neural ao combinar várias técnicas para aumentar drasticamente o desempenho gráfico e a qualidade visual.
Jack Huynh descreveu o Project Helix como uma colaboração de engenharia a longo prazo entre a AMD e a Microsoft, destinada a impulsionar a próxima geração de desempenho gráfico.
A tecnologia FSR Diamond será otimizada de forma nativa para o novo hardware da Xbox e vai se tornar num elemento central do kit de desenvolvimento da consola.
Embora o upscaling já seja comum em jogos modernos, com tecnologias como a NVIDIA DLSS, a Microsoft parece estar a colocar este sistema no centro da arquitetura da nova consola.
Um dos grandes pontos de discussão é se a FSR Diamond será um exclusivo da arquitetura gráfica RDNA 5, ou UDNA, da AMD.
Relatórios sugerem que o Project Helix utilizará um SoC personalizado da AMD com o chipset gráfico RDNA 5, com foco em melhorias massivas de ray tracing e novas capacidades gráficas.
Se tal se confirmar, algumas das funcionalidades mais avançadas da FSR Diamond poderão exigir hardware dedicado presente apenas nesta nova geração, algo semelhante ao que a NVIDIA faz com certas funcionalidades da DLSS.
Contudo, é tal como foi anunciado, o Project Helix não será apenas uma consola tradicional. A Microsoft confirmou que vai ser um sistema híbrido ao combinar elementos de consola e PC.
As características mencionadas foram as seguintes:
- SoC personalizado da AMD
- Suporte para jogos Xbox e jogos de PC (sem especificar launchers)
- Nova geração de DirectX
- Melhor comunicação entre SSD e chipset gráfico
Este sistema poderá representar um salto de desempenho em ray tracing bastante superior quando comparado com o da atual Xbox Series X.
A Microsoft planeia enviar kits de desenvolvimento alfa em 2027, o que indica que a nova Xbox poderá chegar ao mercado no final de 2027 ou depois.
Contudo, por detrás da abundância de dados técnicos, começa a emergir um crescente descontentamento entre os utilizadores, motivado sobretudo pela perceção de possível abandono e por uma comunicação pouco transparente por parte da AMD. O suporte efetivo à FSR 4 tem sido praticamente inexistente desde o seu anúncio, e o FSR Redstone, embora apresentado como evolução da tecnologia, não só não é compatível com gerações anteriores, como também permanece exclusivo da arquitetura RDNA 4.
Adicionalmente, a adoção prática desta tecnologia continua extremamente limitada. Até ao momento, encontra-se presente em apenas dois títulos e sem uma implementação que combine plenamente as funcionalidades prometidas. Paralelamente, surgem indicações de que a FSR Diamond poderá vir a ser exclusiva da futura arquitetura RDNA 5, o que reforça a perceção entre os utilizadores de hardware mais antigo de que o ecossistema está a evoluir de forma pouco inclusiva.
Apesar das críticas frequentemente dirigidas à NVIDIA, há que reconhecer que a empresa tem mantido um suporte relativamente alargado às suas tecnologias que incluem compatibilidade com placas gráficas de até três gerações anteriores, um contraste que não passa despercebido à comunidade e que é uma completa antítese no passado entre as duas empresas e os consumidores. Devido a estes condicionantes, uma das gerações que envelheceu da pior forma foi a RDNA 3 que curiosamente está presente num vasto leque de dispositivos que incluem a game Legion GO e ROG Ally.









