
A Netflix e a Sony Pictures Animation confirmaram esta quinta-feira que KPop Demon Hunters vai ter uma sequela. Maggie Kang e Chris Appelhans, a dupla que realizou o primeiro filme, regressam para dirigir e escrever o novo projeto, que será também o ponto de partida para um acordo exclusivo de vários anos entre ambos e a Netflix, focado em animação.
O anúncio era amplamente esperado, mas a confirmação oficial chega num momento de enorme visibilidade para o filme, a três dias da cerimónia dos Oscars, onde KPop Demon Hunters concorre a Melhor Filme de Animação e a Melhor Canção Original com r Golden, e é o principal favorito em ambas as categorias.
De fenómeno silencioso a filme mais visto de sempre na Netflix
KPop Demon Hunters chegou à Netflix em junho de 2025 sem grande aparato. O filme, produzido pela Sony Pictures Animation no âmbito de um acordo de licenciamento com a Netflix fechado em 2021, demorou algumas semanas a ganhar tração, mas quando o fez, o crescimento foi impossível de ignorar. A combinação de boca-a-boca nas redes sociais com o sucesso explosivo da banda sonora acabou por transformar o que poderia ter sido mais um filme de animação numa referência cultural do ano.
Hoje, o filme acumula mais de 500 milhões de visualizações na Netflix, tornando-se o título original mais visto de sempre na plataforma. A banda sonora foi o primeiro álbum de sempre a ter quatro canções simultaneamente no top 10 do Billboard Hot 100, e em outubro de 2025 já estava certificado como duplo platina nos Estados Unidos. Golden, a canção principal, foi a primeira música de K-pop a vencer um Grammy, para além de ser a primeira do género alguma vez nomeada para um Óscar.
O sucesso foi tão imprevisível que a própria Netflix, historicamente avessa aos lançamentos nos cinemas, acabou por levar o filme aos cinemas depois da estreia em streaming. Segundo os dados disponíveis, o filme gerou mais de 19 milhões de dólares em apenas dois dias de exibição em agosto de 2025, e a plataforma trouxe-o de volta às salas várias vezes desde então.

Maggie Kang, que nasceu na Coreia do Sul, reagiu ao anúncio com uma declaração em que deixa claro o peso pessoal do projeto:
“Sinto um imenso orgulho enquanto realizadora coreana pelo facto de o público querer mais desta história coreana e das nossas personagens coreanas. Há muito mais neste mundo que construímos, e estou entusiasmada por vos mostrar. Isto é apenas o começo”.
Chris Appelhans, por sua vez, focou-se na ligação emocional que desenvolveu com as personagens ao longo do processo criativo:
“Estas personagens são como família para nós, o mundo delas tornou-se a nossa segunda casa. Estamos entusiasmados por escrever o próximo capítulo, desafiá-las e vê-las evoluir — e continuar a expandir os limites do que a música, a animação e a narrativa podem fazer juntas”.
Do lado da Netflix, a diretora de conteúdos Bela Bajaria descreveu o impacto do primeiro filme como algo que foi além do que qualquer métrica poderia capturar: “Com KPop Demon Hunters, Maggie e Chris não chegaram apenas ao público — acenderam um fandom global que cruzou línguas, gerações e géneros”.
Além da sequela, estão em desenvolvimento na Netflix vários outros projetos ligados ao universo de KPop Demon Hunters, incluindo uma curta-metragem que servirá de ponte entre os dois filmes e uma série.









