
Durante quase cinco décadas, quem precisava de um visto para entrar no Japão pagava um valor praticamente simbólico. Essa realidade está prestes a mudar de forma drástica, a partir de 1 de julho, os preços dos vistos de turista vão subir cerca de 400%, naquela que é a primeira revisão de preços desde 1978.
A decisão foi aprovada em reunião de Conselho de Ministros a 19 de junho, e os novos valores aplicam-se a todos os pedidos feitos a partir do início de julho. O visto de entrada única passa de 3.000 ienes, cerca de 19 dólares, para 15.000 ienes, à volta de 93 dólares. Já o visto de entradas múltiplas sobe de 6.000 para 30.000 ienes, ou seja, de aproximadamente 37 para 186 dólares.
- Visto de entrada única: de 3.000 ienes (≈19 dólares) para 15.000 ienes (≈93 dólares)
- Visto de entradas múltiplas: de 6.000 ienes (≈37 dólares) para 30.000 ienes (≈186 dólares)
O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Toshimitsu Motegi, justificou a decisão com a inflação acumulada ao longo de quase 50 anos. Em conferência de imprensa Motegi afirmou: “A taxa de visto atual foi definida em 1978, e recentemente revimo-la para refletir a inflação e as flutuações da taxa de câmbio desde então”. Acrescentou ainda que “tomámos esta decisão depois de considerar cuidadosamente vários fatores, e não prevemos que tenha um impacto imediato no turismo de entrada”.
Esta subida não afeta todos os visitantes da mesma forma. Mais de 100 países, entre os quais China, Índia e Vietname, três dos maiores mercados turísticos do Japão, exigem visto para entrar no país e vão sentir o aumento na totalidade. Por outro lado, cidadãos de cerca de 70 países e regiões isentos de visto, incluindo Estados Unidos e Reino Unido, continuam a poder entrar no Japão sem qualquer custo associado a este processo. Vale a pena notar que o Japão prepara, para 2028, um novo sistema de autorização eletrónica de viagem, semelhante ao que já existe noutros países, destinado precisamente a quem atualmente está isento de visto.









