
O filme de Call of Duty deixou de ser um mistério quanto ao terreno onde se vai mover. Peter Berg, realizador e coargumentista da longa-metragem, confirmou este fim de semana que a produção vai situar-se no universo de Modern Warfare, a subsérie mais reconhecível da franquia da Activision.
A revelação aconteceu durante o painel Call of Duty in Culture, no Fanatics Fest, em Nova Iorque, um evento que juntou fãs da saga e que serviu também para promover o lançamento de Call of Duty: Modern Warfare 4, previsto para outubro. Segundo a Variety, Berg subiu ao palco precisamente durante essa apresentação para confirmar a novidade aos presentes.
A escolha não é inocente. Desde a estreia da franquia em 2003, a saga Modern Warfare foi a responsável por afastar Call of Duty do cenário da Segunda Guerra Mundial, introduzindo um conflito contemporâneo que rapidamente se tornou o rosto mais popular da série. O argumento está a cargo de Taylor Sheridan, criador de séries como Yellowstone e Lioness, que assina o guião ao lado do próprio Berg, realizador de títulos como Deepwater Horizon e Lone Survivor.
A estreia continua marcada para 30 de junho de 2028, uma data que não é aleatória: coincide com o 25.º aniversário da franquia. O anúncio inicial desta janela de lançamento tinha sido feito em abril, durante a CinemaCon, e Berg veio agora simplesmente reafirmar o compromisso da produção com essa data.
O próprio realizador já tinha deixado clara a exigência que está a colocar neste projeto: “Disse a todos que só íamos fazer um filme se estivesse certo”. David Ellison, presidente executivo da Paramount, reforçou essa mesma ambição numa declaração anterior: “Estamos a abordar este filme com o mesmo compromisso disciplinado e sem concessões com a excelência que guiou o nosso trabalho em Top Gun: Maverick, garantindo que cumpre os padrões excecionalmente elevados que esta franquia e os seus fãs merecem”.
Apesar do género da longa-metragem estar agora confirmado, continuam por esclarecer detalhes sobre a história, o elenco ou até que ponto o filme vai seguir de perto personagens como o capitão John Price ou a unidade Task Force 141. O acordo entre a Paramount e a Activision deixa ainda margem para expandir Call of Duty a outros formatos, incluindo televisão, caso este primeiro filme corra bem.
Modern Warfare 4 chega em outubro, e já traz novidades a mais do que o costume
Não foi por acaso que a Activision escolheu este evento para revelar o cenário do filme. O painel serviu sobretudo para promover Call of Duty: Modern Warfare 4, que chega às lojas a 23 de outubro para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e, pela primeira vez em mais de uma década, uma consola da Nintendo, a Switch 2. A última vez que a saga tinha marcado presença numa plataforma da Nintendo tinha sido com Call of Duty: Ghosts, ainda na Wii U.
Este ano traz também uma mudança relevante para os subscritores do Xbox Game Pass, ao contrário de lançamentos recentes da franquia, Modern Warfare 4 não vai estar disponível no serviço logo no dia de estreia.
A Activision tem também insistido publicamente que este jogo vai fugir aos exageros estéticos que têm marcado títulos recentes da série. Em resposta a críticas de jogadores nas redes sociais, a conta oficial de Call of Duty garantiu: “Recebemos o feedback. Sem tretas. Isto é tudo sobre manter-nos fiéis a Modern Warfare. Sem skins ridículas no lançamento nem nas épocas seguintes”.
Entre as novidades já reveladas para o multijogador está o modo Kill Block, um sistema de combate modular que promete lançar-se com mais de 500 configurações diferentes de mapa, construídas a partir de secções combináveis que a Infinity Ward apelida de “Slabs”. Alguns destes espaços recriam cenários clássicos da franquia, como Crash ou Shoot House, ainda que combinados de formas inéditas em cada partida.









