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Crunchyroll recomenda 10 animes para fãs de The Legend of Zelda: Ocarina of Time

O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time foi lançado a 5 de novembro, em exclusivo para a Nintendo Switch 2, e quase três décadas depois do original, continua a ser difícil explicar o que torna Zelda tão especial a quem nunca jogou. Vários animes partilham com Zelda o gosto pela viagem, pelo perigo e pela descoberta e a Crunchyroll fez estas 10 sugestões.

10
Frieren: Beyond Journey’s End

Frieren 2 visual arco Divine Revolte (1)

Quem aprecia em Zelda a liberdade de vaguear pelo mapa vai reconhecer o mesmo princípio em Frieren. Depois de derrotar o Rei Demónio ao lado do grupo do herói Himmel, a maga elfa Frieren volta a percorrer o mundo, agora na companhia de uma nova geração de aventureiros. O ponto de partida é uma missão, mas o que fica na memória são as paragens pelo caminho.

A série não tem pressa. Passa por florestas, passagens de montanha, ruínas antigas e aldeias minúsculas, e são frequentemente os desvios aparentemente dispensáveis que acabam por se revelar os episódios mais marcantes. É exatamente a lógica de uma missão secundária de Zelda: começa como um favor sem importância e transforma-se na parte mais memorável da viagem. O poder de Frieren, aliás, tem a mesma origem que o de um jogador que fez todas as tarefas opcionais: anos e anos de acumulação, tantos que enfrentar demónios passa a parecer um passeio.

O anime foi produzido pelo estúdio Madhouse e adapta o mangá de Kanehito Yamada e Tsukasa Abe, publicado na Weekly Shonen Sunday desde 2020 e premiado com o grande prémio do Manga Taisho em 2021. A primeira temporada estreou em setembro de 2023 e a segunda a 16 de janeiro de 2026.

9
Dragon Quest: The Adventure of Dai

Imagem promocional da série anime Dragon Quest: The Adventure of Dai

Baseado numa das grandes séries de videojogos japonesas, este anime reúne o conjunto completo da fantasia clássica: um jovem herói com espada e magia, um grupo de companheiros que vai crescendo, monstros perigosos e um Senhor das Trevas que ameaça o mundo. É um território familiar para quem passou horas em Hyrule, ainda que com um tom mais shonen.

O bestiário é outro ponto de contacto. Entre as criaturas há tanto as que provocam medo como as que, apesar de monstros, acabam por ser estranhamente simpáticas, uma combinação que lembra o carisma dos Moblins, dos ChuChus ou dos Bokoblins espalhados por Hyrule. Já os inimigos verdadeiramente assustadores, como a Dead Hand do poço de Kakariko, têm aqui equivalentes à altura.

O mangá é de Riku Sanjo e Koji Inada, com supervisão de Yuji Horii, criador da série Dragon Quest. A Toei Animation produziu duas adaptações: uma em 1991, interrompida aos 46 episódios, e outra entre outubro de 2020 e outubro de 2022, que cobre a história completa em 100 episódios, o que dá bastante matéria a quem quer ficar muito tempo na companhia da mesma aventura.

8
Magi: The Labyrinth of Magic

Magi The Labyrinth of Magic visual

Para quem considera os templos a melhor parte de Ocarina of Time, Magi coloca as masmorras no centro da ação. O mundo da série está pontuado por castelos mágicos repletos de tesouros, armadilhas e monstros, cada um associado a um djinn, e é para eles que se dirigem os aventureiros que procuram riqueza e poder. A história acompanha Aladdin, Alibaba e Morgiana, numa ambientação inspirada nas Mil e Uma Noites.

Mas Magi não vive apenas de labirintos. A sensação de descoberta que torna as aventuras de Zelda tão viciantes está presente em cada novo reino, com culturas, paisagens e perigos distintos, enquanto a mitologia do mundo vai ganhando camadas à medida que as personagens avançam. Quanto mais longe viajam, maior se torna o mapa.

O mangá de Shinobu Ohtaka foi publicado na Weekly Shonen Sunday entre 2009 e 2017, ao longo de 37 volumes. A A-1 Pictures adaptou-o em duas temporadas de 25 episódios cada, exibidas entre outubro de 2012 e março de 2014.

7
Re:ZERO -Starting Life in Another World-

Imagem promocional da 2ª parte de Re:ZERO 2

Este é o paralelo mais direto com Majora’s Mask. Nos dois casos, o protagonista fica preso num período de tempo que se repete, e saber o que vai acontecer passa a ser a arma mais valiosa. Em cada ciclo de três dias, Link aprende os horários dos habitantes, evita desastres, ajuda quem precisa e tenta descobrir o que tem de mudar antes de a lua cair sobre Termina. Quem jogou Majora’s Mask recorda bem a sensação de chegar ao fim do primeiro ciclo e perceber o quanto correu mal.

Em Re:ZERO, a mecânica chama-se Return by Death. Sempre que Subaru morre, regressa a um ponto anterior no tempo, conserva tudo o que aprendeu e vê o resto do mundo repor-se. Cada repetição serve para perceber o que falhou, quem precisa de ser salvo e que decisões podem finalmente produzir um bom desfecho. A diferença está no preço: o ciclo de Subaru é bem mais cruel do que o de Link, e o sofrimento acumulado pesa em cada tentativa.

A quarta temporada foi exibida em duas partes, com 19 episódios no total: a primeira (Loss Arc) entre 8 de abril e 17 de junho de 2026, e a segunda (Recapture Arc) entre 12 de agosto e 30 de setembro.

6
Slayers

Slayers visual OVA

Esta série dos anos 90 faz lembrar aquelas sessões de Zelda em que o jogador já nem se recorda do objetivo principal. Quem nunca começou uma missão secundária que se resumia a um pequeno favor e acabou do outro lado de Hyrule a transportar um objeto que ninguém explicou bem? Slayers vive dessa energia de desvio constante.

A protagonista é Lina Inverse, uma jovem feiticeira que viaja de cidade em cidade a combater monstros, a caçar tesouros e a meter-se em situações cada vez mais absurdas, sempre acompanhada por um grupo igualmente caótico, de que faz parte o espadachim Gourry. Existe, algures, uma ameaça à escala do mundo, mas o que predomina é o humor, as personagens secundárias improváveis e os estragos que ficam para trás. A série funciona, em boa parte, como paródia dos clichés dos RPG de fantasia.

A história nasceu nas light novels de Hajime Kanzaka, publicados desde 1989, e o anime estreou em abril de 1995. As três primeiras temporadas, de 26 episódios cada, foram exibidas até 1997. Quem preferir uma aventura da mesma década com tom mais sério pode recorrer a Record of Lodoss War.

5
Delicious in Dungeon

Temporada 2 de Delicious in Dungeon visual anime expo 2026 (1)

Entrar numa masmorra, combater monstros, evitar armadilhas e encontrar tesouros é a base dos primeiros jogos de Zelda. Delicious in Dungeon parte da mesma fórmula e acrescenta-lhe um elemento inesperado: a culinária. Laios e o seu grupo sobrevivem nas profundezas alimentando-se dos monstros que derrotam, uma ideia que tem eco nas mecânicas de cozinha de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, em que Link junta partes de criaturas numa panela e obtém receitas de resultado duvidoso.

A diferença é que Senshi, o anão que lidera a cozinha, faz o mesmo com método e talento. O encanto da série está em perceber como funciona cada novo piso, cada criatura e cada ecossistema, o que dá à própria masmorra tanta personalidade como aos aventureiros que a exploram. É um pouco como imaginar Link a entrar na Caverna dos Dodongos e a encontrar Senshi lá dentro, de frigideira na mão.

O mangá de Ryoko Kui foi publicado entre 2014 e 2023, em 14 volumes. A adaptação do Studio Trigger estreou a 4 de janeiro de 2024, com 24 episódios, e a segunda temporada foi entretanto datada para outubro de 2027.

4
Princess Mononoke

Reexibição de 4 filmes do Studio Ghibli valeu 2.62 bilhões de ienes

Para quem prefere o lado mais místico de Zelda, o filme de Hayao Miyazaki, do Studio Ghibli, é uma referência natural. A história de Ashitaka, apanhado no conflito entre os deuses da floresta e uma comunidade humana que explora os recursos do território, tem como cenário matas antigas, animais gigantescos de natureza divina e uma relação tensa entre pessoas e natureza que não destoaria ao lado de locais como a Lost Woods.

Há também a sensação de que o herói entra numa zona do mundo governada por forças muito mais antigas e poderosas do que ele. O espírito da floresta, Shishigami, lembra esses momentos de Zelda em que se avista ao longe uma criatura enorme e não se sabe se é amiga ou inimiga. Quem se lembra de espíritos da floresta, ruínas misteriosas e silêncios carregados de significado encontrará aqui o mesmo ambiente.

O filme estreou no Japão a 12 de julho de 1997. É considerado uma das obras mais sombrias e violentas do estúdio, e as florestas que retrata foram inspiradas pelas matas antigas da ilha de Yakushima.

3
Tales of Symphonia: The Animation

Há quem queira a aventura de Zelda com um grupo completo, ao estilo dos JRPG. É isso que propõe esta adaptação de um dos títulos mais queridos da série Tales, da Bandai Namco, originalmente lançado para a GameCube em 2003. A história acompanha Lloyd Irving, Colette Brunel e Genis Sage numa viagem para regenerar o mundo, num cenário em que dois planos de existência competem pelo mesmo recurso, o mana.

A estrutura é a do RPG clássico: há sempre mais uma cidade para visitar, mais um fragmento da história do mundo para descobrir e mais um obstáculo entre o grupo e o seu objetivo. A sensação de partir em direção à região seguinte sem saber bem o que lá está é uma das marcas de Zelda, e Symphonia reproduz esse sentido de avanço constante.

Convém saber que não se trata de uma série, mas de um OVA produzido pelo estúdio ufotable, com 11 episódios divididos em três arcos: Sylvarant (2007), Tethe’alla (2010) e United World (2011).

2
Yona of the Dawn

Akatsuki no Yona visual

Depois de ser forçada a abandonar o palácio onde cresceu, a princesa Yona atravessa o Reino de Kouka acompanhada pelo seu guarda-costas, Hak, e descobre como é a vida fora das muralhas. Pelo caminho vai reunindo aliados, cada um com as suas capacidades e razões para a seguir.

Quem gostou de ver Zelda assumir finalmente o papel principal em Echoes of Wisdom encontra aqui um apelo semelhante. Yona não espera que um herói venha salvar o reino: explora-o ela própria, conhece as pessoas que lá vivem, enfrenta perigos e torna-se, aos poucos, uma aventureira muito mais capaz do que a jovem protegida do início.

O mangá de Mizuho Kusanagi foi publicado na Hana to Yume entre agosto de 2009 e dezembro de 2025, num total de 48 volumes. O anime da Pierrot teve 24 episódios, exibidos entre outubro de 2014 e março de 2015. Uma sequela foi anunciada em dezembro de 2025 e, a 20 de outubro de 2026, ficou confirmado que a produção estará a cargo da Pierrot Films, ainda sem data de estreia.

1
Ranking of Kings

Ranking of Kings destaca estreia do 2º cour visual

Tal como o jovem Link ao sair da Floresta Kokiri pela primeira vez, Ranking of Kings começa com um herói minúsculo a entrar num mundo que lhe parece enorme. Bojji, o príncipe que comunica por língua gestual, é constantemente subestimado, mas a viagem ao lado de Kage vai revelando o quanto pode crescer.

A animação colorida, com um ar de livro de histórias, remete ainda para The Wind Waker. Ambas as obras recorrem a cores vivas, personagens expressivas e um estilo quase infantil que leva o espectador a esperar uma aventura leve, até o mundo mostrar o quão perigoso e surpreendentemente sombrio pode ser.

O mangá de Sosuke Toka começou a ser publicado online em maio de 2017, no Manga Hack. O anime foi produzido pelo Wit Studio e teve 23 episódios, exibidos entre outubro de 2021 e março de 2022.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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