Fate/Grand Order: Solomon – O verdadeiro templo de Salomão

Artigo por Jonh Vini. Podem enviar os vossos artigos aqui.

Vamos lá comentar sobre o filme, começando com o momento merchandising, pois eu cheguei a ver o filme de Camelot e fiz uma review, mas foi lá no meu Blog pessoal e só não fiz isso no Salomão porque eu tinha prometido ao Bushido que comentaria o filme por aqui com exclusividade, fora que grande parte da staff da Babylonia estava aqui e como é um filme era meio óbvio que esse artigo não seguirá os padrões dos meus últimos artigos de falar sobre o pessoal técnico, dos dubladores e outros pormenores que uma série de TV exige, apesar que a deixa já foi dada, leve essa review para algo mais próximo de quando eu falei da continuação de FLCL, afinal de contas um filme deve despertar emoções como foi ver servos quatro estrelas para baixo, mostrando que até o mais guerreiro free-to-player pode chegar a “última” singularidade sem necessitar de gastar dinheiro real para isso.

Ishtar Lily.
Ishtar Lily.

É bizarro reparar que Nasu não consegue criar um final grandioso em suas obras, pois o final do Stay Night da Deen sendo bem abaixo do que esperado, mesmo não tendo o dedo dele, seja no UBW sendo o clímax ocorrendo no episódio 21, o Heaven’s Feel que mesmo o final escolhido pela produção seja agridoce, o clímax ocorre antes do término do terceiro filme e até mesmo Extra/Last Encore que ele foi o Guião onde o clímax fica nos acréscimos da prorrogação, mas todas essas obras carregam mensagens que são incrivelmente exemplificados no desenvolvimento narrativo delas, seja que não podemos mudar o passado, pois ele que nos definem nos Stay Nights, seja que a raiva é um sentimento impuro e retrógrado que usa o passado como pilar para se sustentar no Extra/Last Encore, aqui vemos um elemento que me incomoda no primeiro momento, pois parece clichê, mas quando trabalhado é muito bem fundamentados que é a obsessão pela imortalidade e a falta de sentido disso quando a desculpa é impedir a morte, pois a finalidade da vida é o principal força motora de nossa presença na terra, então evitar esse ponto final automaticamente tirar o propósito de uma vida, por isso que eu fico encantado nas narrativas do Nasu, pelo fato dele trabalhar bem uma mitologia e ainda implementar referências a elementos correntes em nossa vida em suas obras, isso exemplifica a genialidade dele, cujo o único problema é justamente o clímax.

Lemegeton em Carne e osso. 
Lemegeton em Carne e osso.

Eu já sabia de alguns momentos catárticos da singularidade a priori, mas parece que Akai Toshifumi consegue fazer uma direção fantástica, nós colocando no centro de toda a cena, praticamente respeitando todos os jogadores a conseguir conduzir as cenas mais marcantes de maneira que parece que ele está com sintonia fina entre o roteiro e o original, criando um ambiente condizente aos cenários do jogo de maneira amigável, não parecendo algo forçado ou se consideramos a presença de todos os servos, não ficou sem alentos, aproveitando, diferente de Takt Op. Destiny onde o mundo não era interessante somado com os personagens bastantes rasos, aqui em Salomão, mesmo para as pessoas que só assistiram o anime de Babylonia, você sente a sensação de irmandade com os personagens, claro que facilita bastante os “Story Lockers” já tenha aparecido em outros animes, inclusive Bedevere em Camelot, mas sabemos e vemos que os personagens possui um peso na obra, diferente de Takt Op. Destiny.

Avengers: Endgame Type-Moon version.
Avengers: Endgame Type-Moon version.

Agora falando do dono do templo e engraçado é que eu penso em histórias, aliás quem não pensa, mas enfim eu sempre busco imagina histórias com obras que eu consumo e dentro de um universo da Type-Moon eu sempre imaginava criar um personagem tão poderoso que o próprio mundo não suportaria ele por muito tempo, esse personagem seria um trunfo usado apenas nas situações de extrema emergência humana, com isso desconsiderando os Counter-Forces, mas ao ver que isso já existira de maneira oficial foi fantástico, principalmente pelo dinamismo que vemos o Salomão, não precisando estampar poder para ser carismático, mostrando que ele era alguém que buscava algo simples, assim como a própria Mashu que como falei no episódio 00, ela buscava se afirmar humana e no fim ela se torna, evitando o máximo de Spoiler, pelo menos no texto, pois em imagens irei expor algumas cenas épicas.

Assim você me quebra.
Assim você me quebra.

Enfim para caso você tenha visto o filme(acredito seja os 90% dos leitores desse texto), eu posso dizer que o filme estava fantástico, tanto narrativamente quando animação, como perceberam nos parágrafos anteriores, mas o peso da perda foi muito bem exemplificada, como a ótima direção de Akai Toshifumi, eu já sabia o que iria acontece, só não sabia como e todo esse sentimento de descoberta assimilando com a perda fez-me chorar nos últimos momentos, mas o final nos mostra um momento de regozijo, em que todo nosso trabalho “acabou” e podemos celebrar o retorno da humanidade, mas sempre me batia na minha mente a existência dos Lostbelt e isso acabou o sentimento de completude que esse filme tinha de nos entregar, mas vamos esperar que os Lostbelts sejam animados para aí sim termos mais Fate, pelo menos enquanto a franquia está na crista da onda. 

Nossa berinjela esta de volta.
Nossa berinjela esta de volta.

Basicamente era isso que eu tinha para fala de um dos melhores animes do ano como é o gacha do rei mago, aqui é Jonh Vini e essa foi minha review desta série, estou à espera dos vossos Feedbacks do episódio e da série em geral, também espero Feedbacks da review para melhorar minha escrita para vocês, não se afobem pois as pessoas apenas morrem quando são mortas e não sabem que arqueiros usam arcos, apesar que muitos sabem que sabers soltam raios da espada, vamos discutir pacificamente é saudável

A volta da nossa kouhai
A volta da nossa kouhai
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