Fate/Stay Night (2006) – Nem sempre foi bonito

Artigo enviado por Jonh Vini.

Sim meus amigos depois de muita procrastinação e falta de tempo eu, Jonh L.B Vini trago para vocês o patinho feio da série cânon, aquele que muitos querem e não consegue esquecer, aquele que completou dez anos a três anos atrás e vai completar 15 daqui a dois, a porta de entrada family friend no ocidente dessa franquia que começou num Visual novel adulta e hoje fatura bilhões: Fate/Stay Night, mais precisamente seu primeiro anime.

Sinopse:

Primeiramente tenho de explicar para aqueles que querem entrar nesse infer…, digo mundo de FATE, a porta de entrada no Nasuverse, como um anime da Type-moon se configura como Fate: Primeiramente dentro do universo do anime deve existir apenas heróis overpowers e magos, quando falo magos é tudo relacionado a feitiçaria, isso fica mais fácil de constatar assistindo em inglês já que as obras em português só si referem a magos(nesse ponto eu posso até errar); sendo protagonistas de um mundo contemporâneo; os heróis são categorizados em sete classes, ou dois grupos de três e o Berserk, pois ele bate em todo mundo e aguenta todo mundo na porrada, o Grupo dos cavaleiros que consiste das classes Saber: heróis com espadas apesar que não é que não são os únicos com espadas, mas o diferencial deles é que alguns soltam raios com as elas; Archer’s: heróis com arcos, apesar que no anime a magia especial dos dois archers não envolve arcos(explico depois); Lancer’s: heróis com lança, apesar que eles não duram o anime todo, tirando o Extra; e o Grupo da Cavalaria que basicamente são heróis que não conseguem bater, essencialmente não conseguiriam ganhar do grupos de cavaleiros na força física, eles são basicamente Rider’s: heróis montados até aí de boa nada a normal, além que numa tradução direta o nome da classe seria cavaleiro em português, Assassin’s: nome autoexplicativo e Caster’s: heróis que usam magia.

As classes-base de Fate
As classes-base de Fate

Como falei antes cada herói possui uma magia final, um especial que quando usado mostra sua verdadeira identidade, tal magia chama de Fantasma nobre, ou Hougu(宝具) em japonês, que tem capacidade sobre humana de destruir, construir ou até reconstruir algo de acordo com o herói, falar especificamente sobre fantasma nobre tomaria muito tempo, fora que o conceito em si é reutilizado dentro do nasuverse, a magia da heroína principal de Tsukihime(outra obra do Nasuverse) é um fantasma nobre, dentro do contexto das classes, é algo muito complicado de explicar sem dar spoiler das obras por isso se você gostar desse ou de outros animes /Stay Night corra atrás para saber mais; mas voltando aos heróis, eles são “invocados” pelos magos tornando-se servos deles para buscarem o Cálice sagrado: o Graal, que basicamente é um organismo onipotente que pode realizar qualquer desejo para o portador, mas para invocá-lo é necessitado um enorme quantidade de mana e Ohn(energia da vida, resumidamente) é um recipiente para receber essa quantidade de poder, para conseguir os dois primeiros é simplesmente derrotando outros magos rivais que concordaram em entrar nesse conflito pelo graal, por isso que chama guerra do santo graal, e o último item pode variar de acordo com a obra, esse conceito pode mudar de acordo com a série mas as classes e objetivo principal são as mesmas.

Graal-kun.
Graal-kun.

Agora falando especificamente sobre o anime, ou dos Animes já que explicando Fate(2006) explica os Unlimited Blade Works (2010 e 2014) e o Heaven’s Feel  pois ambos são rotas da mesma visual novel, com eventos diferentes entre si, mas com o mesmo começo; tudo começa em uma cidade fictícia chamada Fuyuki em 2004, o ano que o jogo foi lançado, estou falando isso pois existem uma prequel dos fatos chamado Fate/Zero que ocorre 10 anos antes que basicamente conta sobre a última guerra do Santo Graal e com eventos que afetam a série Stay night; e lá acompanhamos Emiya Shirou, ou Shirou Emiya  no dublado, um jovem órfão que está no 2° ano do ensino médio com um sonho de si tornar um herói da justiça, vivendo junto a ele, basicamente só enchendo o bucho há Fujimura Taiga, uma irmã postiça que cuida dele desde pequeno, tanto que foi professora dela até bem pouco tempo, e Matou Sakura uma novata dele na escola e irmã do seu “amigo” Matou Shinji; ele vivia normalmente, sempre ajudando o próximo até um dia que ele ajudou seu “amigo” Shinji no clube de arquearia, que o nosso herói praticava antes de adentrar no segundo ano, quando ele ver dois sujeitos lutando e que suas armas espalhar ondas de choque que durou nosso herói a metros de distância, visto isso Shirou tentou fugir para o colégio, mas foi alcançado por um desses sujeitos e acaba ferido gravemente e desmaiado, mas acorda sem esse ferimento e vai para casa pensando que tudo isso foi um sonho, entretanto é mais uma vez atacado pelo mesmo sujeito do colégio, mas dessa vez ele(Shirou) é protegido por um bela moça loura com uma “espada de vento”.

“Tu és meu mestre? ”
“Tu és meu mestre? ”

Ficha Técnica

Fate/Stay Night é um Visual Novel adulta lançada em 30 de janeiro de 2004, mas a ideia é muito mais antiga, praticamente foi a primeira de muitas histórias de Kinoko Nasu, ele escreveu no ensino médio e a ideia era que fosse uma protagonista feminina e seu servo seria o Rei Arthur com o gênero “certo”, mas o conceito de mestres e servos já estava presente e até melhor desenvolvido em relação ao produto final, mas essa obra não foi totalmente esquecida apenas trocou de nome, agora se chama Fate/Prototype, mais tarde junto com Takashi Takeushi, o culpado pela saber-face na franquia, fundaram a Type-moon, ou Notes Co., Ltd. para fins corporativos, basicamente foi criada para receber um dinheiro legalmente na Comiket do final do ano de 1998 com Kara no Kyokai, mas o que bombou mesmo foi no final do último ano do segundo milênio: Shingetsutan Tsukihime, graças a isso Fate já vinha sido esperado desde seu anúncio.

A princesa Branca lunar: Phantas-Moon
A princesa Branca lunar: Phantas-Moon

E como seu predecessor, ele foi um sucesso tão estrondoso que logo ganhou um anime, mas diferente de Tsukihime o estúdio de Fate(2006) foi a DEEN, a mesma de KonoSuba, Higurashi e Ranma ½, e ganhou o dobro de episódios(24); o diretor dessa primeira obra, que também do Unlimited Blade Works (2010) foi Yuuji Yamaguchi, que como diretor apenas Fate é seu trabalho mais conhecido, mas ele já trabalhou em Cowboy Bebop como Key Animation, dirigiu alguns episódios de Lupin III e Detetive Conan, seu último trabalho como diretor foi em Dansai Bunri no Crime Edge.

Um diretor bem consagrado.
Um diretor bem consagrado.

Já o compositor da série é bastante conhecido, Takuya Satou é o diretor de Steins;Gate, Shoujo-tachi wa Kouya wo Mezaru e seu último trabalho foi em RerideD, fora que foi assistente de direção em Street Fighter 2 Victory esse foi o único trabalho dele que não cheguei a ver, mas posso dizer que Steins;Gate foi seu melhor trabalho pois Shoujo-tachi  e RerideD não são bons trabalhos e o Fate(2006) sofre um pouco com ele, não muito, mas comparando com a rota-base e bastante diferente.

A culpa é do compositor.
A culpa é do compositor.

O Character Design caiu nas mãos de Ishihara Keiji, que um currículo várias adaptações de Visuais  Novels adultas, Fate(2006) é a única obra abaixo de uma classificação adulta no currículo dele, como se não fosse fácil copiar o traço de Takashi Takeushi, basicamente é fazer  o rosto da saber em cada personagem feminina; fora fazer o Character Design Ishihara também foi diretor-chefe da animação, junto com Toshimitsu Kobayashi, que trabalhou em Servamp, Senran Kaguya, Dakara wa,H ga Dekinai e na segunda temporada de Spice and Wolf; e bem o trabalho dos dois não foi tão bem feito pois há muito reaproveitamento de quadros, principalmente na segunda metade do anime, fora vários quadros estáticos durante os episódios.

Trabalhos de Kobayashi.
Trabalhos de Kobayashi.

Vamos agora o único ponto que os fãs da série tem consenso sobre Fate(2006): a música é muito boa, não é à toa Kawai Kenji já trabalhou em Ghost in the Shell e atualmente vem trabalhando em Mob Psycho 100 com grande maestria, um musicista de cacique a tal ponto que muita da sua soundtrack de 2006 serve como base para o Unlimited Blade Works (2014), cada tom nas cenas tinham seu peso e seu misticismo era passado a cada ação dos personagens, não diria que Fate(2006) foi um trabalho mediano de Kenji pois cada áudio tinha significado no vídeo, não é algo quantitativo e sim qualitativo, só assistindo para saber.

Um compositor de primeira.
Um compositor de primeira.

Opening e Ending

Fate(2006) foi uma série que teve 24 episódios numa época de transição de animes de longa(+50 episódios), para media(de 25 a 50 episódios)   e pequena duração (13 episódios para baixo), por isso que na animação tanto da opening quanto na ending não mostra tanto sobre a obra, vulgo spoilers, mas o que mostra é bastante significativos na série, um exemplo é a primeira opening: Disillusion pela Tainaka Sachi passa a sensação de misticismo da série, com uma melancolia doce que Tainaka Sachi passa em sua voz junto com uma letra que busca acender a chama da batalha, essa música tem muito significado da série, tanto que está presente no primeiro jogo e no Unlimited Blade Works de 2014 tivemos um “remake” dela no término da primeira parte, cujo o nome ficou com This Illusion, como o nome da música original, mas com a tradução se tornou Disillusion, toda trabalha num instrumental que ganha um refino com LISA cantando a mesma letra, é algo bastante impressionante se você assiste primeiramente se você assiste o 2006 primeiro; já a própria Disillusion durou quatorze episódios da série.

A segunda opening, que ficou do episódio 15 até o penúltimo episódio, que também é cantada por Tainaka Sachi mostra a enfermidade da batalha pelo graal, Kirameku Namida wa Hoshi ni (きらめく涙は星に) é bastante animada, mesmo com a voz de Tainaka seja melhor para uma música mais calma ela não “escorrega” cantando ela.

Já na ending “oficial”, pois está presente em 22 dos 24 episódios, Anata ga Ita Mori (あなたがいた森)” pela Jyukai mostra todo um lado dá Saber que o anime não passa, a paixão inocente de uma garota que desde cedo se viu envolta na obrigação de proteger seu reino, a música é bonita e a animação da ending é bastante simples, mas passa todo o significado da letra.

Já no episódio 14 tivemos algo parecido com o Archer, Hikari (ヒカリ) também pela Jyukai, o conceito é o mesmo da Saber para no herói, uma carta de despedida de servo para mestre.

É por fim o cartão de despedida da série é mais um suspiro de paz após o apogeu da guerra, uma música doce de seu fim melódico Kimi to no Ashita (君との明日) pela Tainaka Sachi é para nos um singelo adeus, pelo menos até 2010.

Os dubladores e os dublados

Se você vem acompanhando minhas postagens aqui no site, duvido muito isso, já falei um pouco da Álamo, uma falida, mas conceituada empresa de dublagem aqui no brasil, possui títulos famosos como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Fullmetal Alchemist e até mesmo Evangelion no seu histórico de trabalhos, podemos dizer que Fate/Stay Night foi um dos seus trabalhos medianos já nos anos finais de funcionamento, falando especificamente de Fate o grande problema com a dublagem foi justamente a tradução direta do inglês, algo comum na época, que infelizmente incide em toda a série, às vezes esse problema parece ruim, mas nas maioria das vezes isso invoca a comédia que de fato dar um charme a essa série.

Mais uma coisa importante que irei falar: Não direi o verdadeiro nome dos servos, pois seria um baita de um spoiler para aquelas pessoas que irão assistir esse anime graças a essa review, que seria para mim um milagre, por isso aqueles que já assistiram algum anime do core principal da franquia não deem spoilers, apenas aticem a curiosidade dos novatos na obra

Sem mais nem longas vamos começar do começo, a principal garota propaganda da franquia, a segunda melhor da sua classe só perdendo para Nero(Consenso entre os fãs), a Saber, assim como seu mestre que falarei a seguir, são centrados em seus objetivos e honrados por suas convicções, nunca fugindo da luta pela frente, mas sua personalidade como par romântico muda, e com comida muda mesmo, para uma garota tímida mas amorosa é doce, eles (serva e mestre) segue bastante o conceito planejado por Nasu para a obra, são iguais em personalidade e comportamento mas os demais mestres e servos não seguem esse conceito, partindo para a dublagem algo me surpreendeu durante a pesquisa, que mostra que Fate de fato muda as pessoas pois Kawasumi Ayako tem uma voz bastante característica durante sua interpretação com Saber, tanto que eu penso que que é ela que dubla um personagem em qualquer anime quando ela nem sequer pensou em atuar, mas voltando ao meu raciocínio ela já atuou em Accel World(Kakei Miyaha) e To love Ru(Tenjouin Saki) animes que eu acompanhei completamente, mas antes de assistir Fate, até aí ok ela não atuou no papel principal dessas obras mas quando vi que ela interpretou Fuu em Samurai Champloo que eu assisti recentemente, logo depois de Fate e não reconhecer a voz dela, aí sim mostra um enorme grau de profissionalismo dela perante os seus trabalhos, já a dubladora dela em terras tupiniquins também tem bastante experiência pois já dublou Naruto(Konan), Bleach(Shiba), Pokémon(Oficial Jenny) e mais recentemente Noriko de Net-juu, Priscila Franco tem ainda muita lenha para queimar na dublagem de animes e se a Crunchyroll ou a Netflix quiser dublar o Fate/Zero ou até mesmo o Unlimited Blade Works devem obrigatoriamente chamarem ela pois conseguiu captar a essência da personagem em sua atuação.

—Gao!!!, Saber.
—Gao!!!, Saber.

Indo por mestre dela e herói da série, Emiya Shirou tem uma personalidade bem próxima a sua serva mas diferente da Saber, ele é mais irredutível em seus valores, não que sua serva seja diferente, mas ela aprende com os erros mais rapidamente que seu mestre, tirando esses e outros vários defeitos Emiya até que é um personagem suportável no decorrer da série, indo para os dubladores dele, ambos(japonês e brasileiro) tem bastante experiência em protagonistas de Battle Shonen, Sugiyama Noriaki trabalha a anos sendo o “louvável” Uchiha Sasuke de Naruto, já Matheus Ferreira dubla Kurosaki Ichigo de Bleach, já suas atuações como Shirou foram de marcantes(Sugiyama) até mediano(Matheus), mais conseguiram passar a robótica emoção do personagem.

“Pessoas morrem quando são mortas”
“Pessoas morrem quando são mortas”

Já o Archer desta guerra já participou de uma guerra parecida, mas não como servo e sim como mestre tanto que ele possui um arco próprio com  sua mestra, mas isso já é outra coisa, sua personalidade difere do seu eu passado, sempre pragmático sua filosofia é a clássica regra do menor esforço, seu dublador japonês possui uma voz marcante, tanto que em todos os seus trabalhos atuais ganham apelido de Archer mas Suwabe Junichi tem muitos outros trabalhos em grandes obras como Fairy Tail(Freed), GATE(Itami Youji), High School DxD(Rei demônio atual),Kuroko no Basket(Daiki), Shokugeki no Souma(Hayama Akira),The Prince of Tennis(Atobe Keiko), Yowamushi no Pedal(Kanzaki Tooji) e Boku no Hero Academia (Aizawa Shouta), já Fritz Gianvito, o dublador brasileiro, trabalhou em algumas séries e quase sempre em papéis secundários, venho destacar Phinks Magkav de Hunter x Hunter, já sua dublagem como Archer diria que está bastante próximo da americana justamente pela referência que o diretor de dublagem usou para selecionar os dubladores.

Sendo um bom Archer, tentando matar o mestre mais forte logo no inicio.
Sendo um bom Archer, tentando matar o mestre mais forte logo no inicio.

Falando da sua mestra, ela é um dos ícones mais lembrados quando se busca uma definição visual de Tsundere, mas um exemplo bom, sempre centrada quando o assunto é sério, fora que nessa guerra é a maga mais bem preparada para o conflito, Tousaka Rin(esse nome seria uma romanização mais próxima do original) é a última da grande família Tousaka de magos orientais, tal peso faz dela uma pessoa admirada pelos mais próximos e tal admiração é correspondia em ações nobres e justas contra os fracos e oprimidos e resiliente o bastante para afastar malfeitores, lembrando de Shinji não conta, mas vamos logo o que importa, não para as meias e sim para as dubladoras pois Ueda Kana já era uma dubladora muito conhecida no japão com trabalhos bastantes relevantes como Cyborg 001 da série do início do milênio de Cyborg 009 mas ela praticamente foi “amaldiçoada” por Nasu quando ela deu a voz para Kohaku na primeira, e infelizmente a única, adaptação de Tsukihime, mas nem só de Type-moon que a carreira dela vive pois também fez Fukuzawa Yumi em Maria-sama ga Miteru, Yagami Hayate  em Mahou Shoujo Lyrical Nanoha, Konori Mii em Toaru Kagaku no Railgun, Yuzuki Fuwa em Assassination Classroom, Anastasia Hoshin em Re:Zero, Kawashima Momo em Girls und Panzer, Aihara Ume em Citrus e Miyanaga Saki de Saki; já a dubladora brasileira(Letícia Bortoletto) não possui tantos trabalhos envolvendo interpretar personagens de animes, um dos poucos personagens que posso puxar como exemplo é a Lilithmon de Digimon Xros Wars e Shizume de Naruto, mas falando diretamente da dublagem dela ficou parecida com a original, mesmo com uma mini diferença causada pela dublagem americana(Castor, som de tosse) mas tirando isso foi até boa; mas uma trívia pessoal antes de acabar de falar da Tousaka, como vocês sabem que meu primeiro Fate foi o Extra e lá, como no anime, existe uma Tousaka paralela que te ajuda no decorrer da história e também é possível se relacionar romanticamente com ela via um esquema de escolhas, nisso o anime não seguiu e eu também não, mas não cheguei a odiar a personagem como faço com todas as Tsunderes de anime, talvez porque nesse jogo a Tousaka é diferente do core da franquia ou talvez o jogo tenha captado bem a essência da personagem sem dado um enfoque nessa característica, ou até mesmo eu não tenha conseguido isso durante o gameplay.

Kaleid Ruby.
Kaleid Ruby.

Indo diretamente para Rider, sinceramente ela não tem tanto destaque nessa temporada, e na Unlimited Blade Works também só na adaptação da rota Heaven’s Feel ela tem um peso na trama, mas pelo que ela sofre com seu mestre e pela irmã dele gera empatia com a personagem com seu mestre e sua dedicação com a irmã do mesmo gera uma identificação com a personagem mesmo com poucas aparições, indo para dubladoras tenho uma denúncia: uma dubladora como Asakawa Yuu com sua voz tão doce e “rarefeito” ter uma carreira basicamente em ecchi e seus derivados, desde do primórdio com a primeira Tsundere de um harém(Aoyama Motoko de Love Hina) até mesmo sendo uma professora de um Soft Porn(Hasegawa Chisato de Shinmai Maou no Testament) uma dona de casa infiel (Sakuragi Otomi de Otomi Dori) até mesmo uma mulher-leoa(Leone de Akame ga Kill!) mas nem só de erotismo ela viveu pois Hamtaro(Tonari-kun) e Detetive Conan(Hoshino Terumi) estão no currículo dela, já a dubladora brasileira é possível resumi-la em uma personagem: Misty de Pokémon, óbvio que Márcia Regina tem um currículo enorme, tanto que tem Sakura Cardcaptor(Chiharu),Ranma ½(Shampoo) e até Dragon Ball(Lunch) fora outros trabalhos não relacionados com anime, mas para “dar um peso” a sua carreira e como Pokémon marcou a vida de milhões de crianças no Brasil, e Portugal também, Misty com certeza é o melhor exemplo, mesmo que a Mística não fale muito, sim era assim que a Rider era chamada na versão brasileira.

Rider-san buscando ajudar a Sakura.
Rider-san buscando ajudar a Sakura.

Já o mestre dela não tem nada para se admirar, seu único mérito é ser bom de conversa ele não possui nenhuma qualidade para se destacar, Matou Shinji nem mesmo serve para ser o vilão maniqueísta para nosso herói ele serve, o engraçado é que temos bons dubladores de qualidade tanto no Japão(Hiroshi Kamiya: Araragi Koyomi de Monogatari Series, Yato de Noragami, Levi de Shingeki no Kyojin, Itoshiki Nozumu de Sayonara Zetsubou Sensei, Natsume Takashi de Natsume Yuujinchou fora outros trabalhos) quanto no Brasil(Yuri Chesman: Gon de Hunter x Hunter, Agumon de Digimon e Yato de Unicórnio de Saint Seiya The lost Canvas) para um personagem tão raso quanto Shinji.

Esse miserável merece morrer!
Esse miserável merece morrer!

Mas a irmã dele é de fato de se admirar, Matou Sakura mostra toda sua desenvoltura com uma novata admirável sempre ajudando seu Senpai nos deveres domésticos do nosso herói sem mãe, mas nessa temporada ela não tem tanto “sal” na trama, até porque ela não possui afinidade com esse mineral, e um envolvimento maior dela na história ocorre justamente nas adaptações para o cinema da rota Heaven’s Feel, mas as dubladoras possuem vozes doces, Shitaya Noriko(a dubladora japonesa) possui um currículo bastante variável pois ela já trabalhou em Naruto(Moegi), Infinite stratos (Yamada Maya), Tales of Zestiria  (Lailah) e Maken-ki (Amaya Haruto) fora outros bons trabalhos, já Kate Kelly Ricci(a dubladora brasileira) não pegou tantos papéis principais, tanto que usarei Shippo de Inuyasha como o exemplo abaixo, mas tirando aquele enorme e recorrente erro  durante sua atuação (não é grandão, é Senpai) mas tirando isso ela atuou bem no seu papel.

Calma Sakura, calma.
Calma Sakura, calma.

O Assassin possui um papel um tanto quanto secundário na trama, que seria normal para sua classe se não fosse algo: ele é um falso Assassin, exato ele nem sequer deveria estar nessa batalha e principalmente nessa classe, mas sua existência foi criada justamente para servir como “cão de guarda” para sua mestra, que também é um servo, mas descobrimos na última rota quem seria o verdadeiro Assassin na história, mas aí já seria Spoiler demais nessa descrição; sua personalidade mostra calma e cordialidade em qualquer situação, sua espada é veloz o bastante para acabar com qualquer indivíduo rapidamente, uma boa escolha para um Saber, não para um assassin, indo para os dubladores, ambos dublaram personagens extremamente fortes, Miki Shinichiro com James da equipe Rocket de Pokémon(do primeiro até a última temporada) e Sérgio Corsetti(vulgo dublador brasileiro) com Leorio Paladiknight de Hunter x Hunter, bem enquanto Miki conseguiu representar bem o Assassin Sérgio não captou bem a leitura do personagem, óbvio que durante a produção a referência era a dublagem americana que proporcionou vários erros então desconto a culpa por parte do dublador.

Assassin perdendo seu melhor companheiro.
Assassin perdendo seu melhor companheiro.

Já o casal já preestabelecido dentro da história Caster e Souichirou mostra como essa história é misteriosa e sombria, ela era uma grande maga da antiguidade envolvido em mortes e maldições, já ele não possuía um passado mas sua aparência é bastante sombria e ameaçadora, o fato engraçado é que justamente a união dos dois que, de todos os participantes desse conflito, é a mais aleatória e irracional, indo para os dubladores, primeiramente as damas, Tanaka Atsuko possui em seu currículo trabalhos bastante conceituados como em Naruto (Konan), Gundam: Iron-Blooded Orphans(Amica Arca), Black Jack(Abumaru) e talvez o trabalho de maior destaque seja Kusanagi Motoko em Ghost in the Shell, já Marli Bortoletto não possui tanta história com a dublagem, ela só dublou Serena de Sailor moon, a Hilda de Cavaleiros do Zodíaco, a Mônica da Turma da Mônica, apenas dizendo esses papéis já gabarita ela com uma das grandes dubladoras brasileiras, já para os homens Nakata Kazuhiro não fica atrás na questão de experiência afinal Gundam Wing(Rashid Kurama), .hack//(Bear) e Baccano!(Manfred Beriam) estão entre os trabalhos dele, tal peso também está presente no currículo de Felipe Grinnan que já trabalhou em Cavaleiros do Zodíaco(Thanatos), Dragon Ball Super(Whis), Patlabor(Asuma Shinohara) e Fullmetal Alchemist(Scar); com dubladores bastante qualificados é óbvio que a dublagem ficaria boa, tirando a adaptação de Caster para Feiticeira é claro.

Mais revelações hoje em Casos de Família.
Mais revelações hoje em Casos de Família.

Uma outra dupla que causou muitos problemas ao nossos heróis, mas que diferente do casal de cima sua união estava já pré-estabelecida antes da Guerra é justamente Berserker e Illya, ele carrega toda a base de sua classe: uma loucura desenfreada e força proporcional a sua loucura, já Illya, ou melhor Illyasviel von Einzbern era última representante de peso da familia Einzbern, que junto com os Tousaka e Makiri, posteriormente chamados de Matou, produziram e lutam na guerra do Santo Graal desde sua primeira edição, tamanho o peso dessa responsabilidade transforma a pequena criança de 18 anos, sim dezoito anos, numa psicopata, pelo foi assim que foi contado no anime já que o Zero e UBW mostra o que realmente aconteceu antes dessa guerra; indo para os dubladores vamos começar pelo Viking, mais uma para conta da tradução, Saizen Tadahisa não tem muitos papéis representativos durante seu trabalho de dublador, por isso pegarei Kitamura Kai de Super Robot Wars como exemplo de seu trabalho e para não desbalancear tanto para Tadahisa só citarei um trabalho de Carlos Campanile que não seja tão representativo para ele já que Freeza de Dragon Ball é um personagem bastante desconhecido dentro de um currículo, seguindo com exemplos simples Kadowaki Mai possui muitos papéis em vários animes então citarei o mais famoso pois Sleeping with Hinako é largamente difundido na média otaku e não otaku e ser a protagonista dessa grande e complexa história deve ter sido o ponto alto da carreira de Kadowaki-san, mas voltando para Dragon Ball, mas especificamente GT  acharemos a Pan, que além de ser mimada compartilha a mesma dubladora brasileira, Jussara Marques também tem trabalhos em Hunter x Hunter(Mirasaki Shizuku),Naruto(Tenten), Bleach(Arisawa Tatsumi) e recentemente em Bungou Stray Dogs(Tanizaki Naomi) e sinceramente gostaria de ouvir ela dublando Illya novamente se óbvio que a Crunchyroll ou a Netflix quiserem trazer os animes mais recentes da série Core dublados, pois ficou bem próximo ao tom que Kadowaki Mai usa para dublar a personagem.

Berserker é um bom garoto de encomenda.
Berserker é um bom garoto de encomenda.

Agora vamos para a melhor personagem de toda a franquia, e olha que ela nem é uma Maga, Fujimura Taiga é uma professora mais que dedicada para seus alunos e por seu “irmão”, mesmo com seu jeito, bastante, despojado sua personalidade é bastante motivadora que conquista qualquer um que quer a conheça, tanto público quanto os autores, tanto que ela aparece em grande parte das obras da franquia desde o Zero (nos especiais) até mesmo no Extra (no jogo), parte desse sucesso cai no colo das dubladoras, começando com a brasileira já que Letícia Quinto é bastante desconhecida, só fez somente Atena de Caveleiros do Zodiaco, Kagome de InuYasha, Mai de Dragon Ball, Riza Hawkeye de Fullmetal Alchemist , Lina Inverse de Slayers e Paprika do filme homônimo, ela conseguiu captar bem o tom de voz de Itou Miki, outra dubladora desconhecida que apenas fez Android 18 de Dragon Ball, Osagawara Sachiro de Maria-sama ga Miteru, Fujiwara Touko de Natsume Yuujinchou, Lind de Aa! Megami-Sama e Olivia et Bridget de Freezing, sobre a dublagem de ambas só posso dizer uma coisa, sem elas praticamente a personagem não existiria pois está na característica básica na personagem uma voz tão alegre com a delas.

A tigresa com sua pupila.
A tigresa com sua pupila.

Partindo para a peneira humana, o homem com nenhuma vida, o ser com nota F- no rank de sorte da franquia, se tiver você e ele numa roleta russa você sairá vivo, de todas as adaptações do jogo original o Lancer nesse anime durou mais que nas outras obras, como cão sem dono Lancer apareceu no conflito como um coringa e como tal foi derrotado por um rei, sinceramente seria um personagem bastante descartável se não fosse os dubladores, primeiramente o japonês pois Nobutoshi Kanna tem uma voz tão marcante que está presente desde de Berserk(com o sofrido Guts, vulgo verdadeiro espadachim negro), Junjou romantica(Kusama Nowaki), Naruto(Kabuto), Caveleiros do Zodiaco(Camus de Aquário) e Guilty Crown(Makoto Waltz), já Mauro Eduardo Lima também tem bastante destaque, mas dando enfoque para InuYasha, Andy Bogard de Fatal Fury e Seito Kaiba de Yu-gi-oh, mas seu trabalho como lancer foi bastante engraçado, talvez graças a adaptação americana que praticamente transformou a voz rouca de Kanna em para um SurfVoice que Mauro Eduardo praticamente possui.

O homem que morria demais.
O homem que morria demais.

Falando em Rei vamos logo falar do Archer extra, o oitavo servo dessa guerra é um invasor da guerra anterior que busca gerar confusão nessa guerra para conseguir o graal, sua personalidade é sempre esnobe, muito graças ao seu poder que pode ser comparado a deuses, mas sua criação em torno de nobres tenha sido crucial para essa personalidade, sua voz passa respeito, muito graças ao seus dubladores pois Seki Tomokazu(Daru de Steins;Gate, Kinomoto Touya de Sakura Cardcaptor, Sagara Sousuke de Full metal Panic!, Sword de Garo:Vanishing Line, Haru Glory de Rave e Sugoroku Hajime de Nanbaka) e Alfredo Rollo(Vegeta de Dragon Ball, Block de Pokémon ,Julian Solo de Caveleiros do Zodiaco e Gourry Gabriev de Slayers) passa bem toda a imponência que o personagem exige.

Veja toda a imponência desse herói.Veja toda a imponência desse herói.
Veja toda a imponência desse herói.

Por fim vamos ao membro mais importante de toda guerra, o mediador de todos os membros, o representante da santa Sé do Nasuverse nesse conflito: Kotomine Kirei, uma personalidade bastante nebulosa e misteriosa rodeia esse padre, sempre agindo nas sombras evitando que o conflito caia no ouvido da população leiga Kotomine é um homem sórdido que sempre buscando o melhor desse conflito, sei que essa descrição é bastante simples pois se eu aprofundar mais sobre ele, eu estaria contando o final dessa obra, então partindo para os dubladores termos dubladores para lá de veteranos no encargo desse personagem, no Brasil Cesar Márchetti(Senhor Popo de DBZ, Gula de Fullmetal Alchemist, Ebisu de Naruto, Agumon de Digimon, Covinhas em Mob Psycho 100 e Rhadamanthys de Wyvern de Caveleiros do Zodiaco) não conseguiu igualará o timbre com de Nakata Jouji(Hijikata Toushizou de Golden Kamuy, Alucard de Hellsing, Araya Souren de Kara no Kyoukai, Nrvnqsr Chaos de Tsukihime e Otoo Hyougo de Working!!) Que daria a Kirei um tom mais respeitável ao invés de se tornar um simples personagem cômico dessa serie

O velhinho do Mapo Tofu.
O velhinho do Mapo Tofu.

Considerações pessoais

Se vocês acompanham minhas Reviews,  duvido muito disso mesmo, vocês sabe muito bem que o meu primeiro contato com a franquia foi no Fate/Extra, por volta de 2015 mais ou menos, e minha primeira visão sobre o jogo foi justamente um Stay Night de uma realidade alternativa, eu sabia muito pouco sobre a franquia e como funcionava, afinal eu pensava que Nero era uma skin diferente da Saber, e eu deixei na geladeira após inúmeras perdas de saves, mas me animei em jogar novamente após o anúncio do anime do mesmo, mas o real motivo para eu acompanhar a série cânon foi outro Fate, o Apocrypha, mas ainda demorei um pouco mais para buscar, catorze episódios especificamente, a partir disso fui procurar na interwebs qual é a ordem para assistir a série cânon já que tenho uma pequena trauma sobre assistir de acordo com as datas de lançamento, vide Monogatari Series, e para Fate isso é meio que o correto pois Fate/Zero conseguiu capturar minha atenção na franquia como um todo, algo que provavelmente não ocorreria se eu assistisse o 2006 primeiro.

Briga de cachorro grande.
Briga de cachorro grande.

Só acompanhei Fate(2006) por causa de Amagami SS, graças a sua estrutura que consegue mesclar bem as suas rotas que me deram coragem para buscar assistir os 50 episódios e 1 dos 3 filmes de Stay Night( 24 de 2006, 26 de 2014 e o primeiro filme de Heaven’s Feel), se comparamos 2006 com Unlimited Blade Works há uma enorme diferença entre os dois, mas o único ponto que faz 2006 obrigatório para qualquer fã da franquia: a péssima dublagem brasileira, como falei antes grande culpa é justamente a tradução direta do texto em inglês, mas se você, como eu, prefere assistir legendário primeiro depois dublado você consegue até mesmo rir de algumas falas traduzidas.

Veja esse video.

Bem mesmo com todos os problemas ainda indico Fate(2006) para vocês, não para ser sua primeira série da franquia, mas como uma experiência a mais, mas se você já assistiu UBW de 2014 ou até mesmo o Zero recomendo já ir para a dublagem brasileira, com certeza você irá gostar e rir dos erros apresentados lá; darei duas notas para ele: uma relação à franquia em si e outra relação à própria série, pois se comparamos ele com o Unlimited Blade Works ou até mesmo com Extra/Last Encore em aspectos técnicos Fate(2006) ganha um 06/10 com muitas ressalvas, mas comparando com séries do mesmo período diria que ele merece até 7 mas apenas isso.

Aproveitando a serva.
Aproveitando a serva.

Bem é isso, para o pessoal que assistiu o anime, ou franquia como um todo, deixe um comentário sobre a sua experiência com a série para o pessoal que não viu ganhe mais coragem para assistir; e isso é tudo Jonh Vini aqui, a espera de vossos Feedbacks e até mais.