
A menos de duas semanas do lançamento de GTA 6, o CEO da Take-Two, Strauss Zelnick, falou abertamente sobre a possibilidade de o jogo ser pirateado. As declarações foram feitas numa entrevista à conferência WSJ Tech, do Wall Street Journal.
Questionado sobre como a empresa vai lidar com o tema, Zelnick não escondeu que o problema existe. Para ele, a pirataria faz parte de qualquer indústria de entretenimento: “A pirataria é um facto da vida“.
O executivo apoiou-se na experiência que tem noutros setores. No cinema, a empresa em que trabalhou estimava que entre 10% e 20% do negócio fosse pirateado em qualquer momento. Na música, o cenário era pior, com a pirataria a atingir cerca de 80% do mercado a meio da década de 2000, segundo Zelnick.
Nos videojogos, o responsável considera que o problema é menor. Aponta o tamanho dos ficheiros e a complexidade dos jogos atuais como obstáculos para quem os tenta copiar, embora admita que o fenómeno existe.
Há ainda o fator online. Os jogos da Rockstar dependem muito de ligação a servidores e, segundo Zelnick, quem quisesse replicar GTA 6 teria de montar servidores próprios, o que não resultaria numa boa experiência.
A resposta da Take-Two
Isso não significa que a empresa vá ignorar o assunto. Se a pirataria se tornar um problema significativo, a Take-Two promete responder com trabalho legal e técnico, ou seja, processos judiciais e novas medidas de proteção. Zelnick não detalhou que ações concretas poderão ser tomadas.
GTA 6 chega a 19 de novembro para PlayStation 5 e Xbox Series X|S, e a empresa ainda não anunciou uma versão para PC.









