A contagem decrescente para o lançamento de Halo: Campaign Evolved, que está agendado para PlayStation 5, XBOX Series, e PC (Steam) e Microsoft Store) para o dia 28 de julho de 2026, surgiram informações que poderão gerar polémica entre os colecionadores e defensores da preservação dos videojogos.
Apesar dos Halo Studios terem confirmado anteriormente que a edição física incluiria um disco, tudo indica que este, por si só, não será suficiente para jogar.
A informação foi avançada pelo Does It Play?, um site dedicado a verificar até que ponto as edições físicas dos videojogos são realmente jogáveis sem ligação à Internet. Após analisar uma cópia antecipada da Collector’s Edition para a PlayStation 5, os analistas concluíram que o jogo exige um download obrigatório e a autenticação de uma conta online antes de sequer poder ser iniciado.
Na rede social X, o Does It Play? afirmou:
Confirmamos que o novo Halo corresponde ao esperado. É necessário descarregar uma atualização para iniciar o jogo e também não é possível jogar sem um login adicional, mesmo depois disso.
Para sustentar esta conclusão, o projeto partilhou várias capturas de ecrã. Numa delas é possível verificar que a versão para PlayStation 5 necessita de um download de 37,94 GB antes de poder ser utilizada. No entanto, a versão para PC (Steam) requer cerca de 100 GB de espaço livre, o que sugere que uma parte significativa dos dados do jogo não se encontra armazenada no disco.
Outra captura revela uma mensagem que informa da existência de uma atualização obrigatória que exige ao jogador que encerre o jogo para instalar a versão mais recente, sem qualquer opção para ignorar temporariamente esse processo.
Já uma terceira imagem mostra um erro de autenticação, indicando que é obrigatório iniciar sessão online para validar a conta antes de o jogo poder ser executado pela primeira vez.
Na prática, isto significa que Halo: Campaign Evolved não poderá ser jogado simplesmente ao inserir o disco na consola. Mesmo na aquisição da edição física, os jogadores terão de descarregar ficheiros adicionais e estabelecer uma ligação à Internet para completar a instalação e autenticação do jogo.
O Does It Play? especula que os Halo Studios poderão não ter conseguido concluir o desenvolvimento da versão final antes do início da produção dos discos, o que terá levado à gravação de uma build datada de abril de 2026, bastante anterior ao estado atual do projeto.
Quando um utilizador sugeriu que esta situação poderia ser corrigida após o lançamento oficial, o projeto respondeu de forma categórica:
O que é que um disco parcialmente vazio e uma exigência de login incorporada têm a ver com isso? Nada disto muda depois do lançamento.
Este caso volta a alimentar o debate sobre o verdadeiro valor das edições físicas numa altura em que cada vez mais lançamentos dependem de downloads obrigatórios, mesmo quando são vendidos em formato físico. Para muitos jogadores e colecionadores, um disco que não permite jogar sem ligação à Internet representa um sério revés para a preservação dos videojogos.
Esta, de resto, não é uma situação inédita nos lançamentos da XBOX para a PlayStation 5. Um dos casos mais mediáticos foi o de Doom: The Dark Ages, cuja edição física incluía apenas cerca de 80 MB de dados no disco Blu-ray, e exige que os jogadores a descarregarem praticamente todo o jogo a partir dos servidores da Microsoft para o poderem instalar e jogar. Casos como este continuam a alimentar o debate sobre a utilidade das edições físicas quando estas deixam de funcionar como um verdadeiro suporte de preservação. Essencialmente os discos deste e futuramente de Halo: Campaign Evolved são numa chave para descarregar o jogo através da Internet, uma prática semelhante à da Nintendo Switch 2 com os seus Game-Key Cards. Para já não existem indícios que o mesmo vai acontecer na versão Halo: Campaign Evolved da XBOX Series.







