
Um funcionário de escritório de 40 anos foi detido no Japão sob suspeita de ter burlado o sistema de sorteio de uma loja de conveniência para conseguir, de forma ilegal, figuras de Godzilla e outros prémios de coleção. O caso, avançado pelo jornal Sankei Shimbun aconteceu na cidade de Kisarazu, na província de Chiba.
Ryuji Okano, residente no bairro de Hodogaya, em Yokohama, foi detido esta terça-feira e, confrontado pelos investigadores, acabou por admitir os factos. Segundo o próprio, terá afirmado às autoridades: “Queria colecionar várias figuras mantendo as despesas baixas“.
Como funcionou o esquema
O caso remonta a 25 de julho, entre as 18h35 e as 18h40, na loja onde Okano decidiu participar num Ichiban Kuji, um popular sistema de lotaria japonês, muito associado a personagens de anime e mangá, em que os clientes pagam para retirar bilhetes numerados de uma caixa fechada, cada um correspondendo a um prémio diferente.
De acordo com a Polícia de Kisarazu, Okano pagou 3.950 ienes para ter direito a cinco sorteios. O problema, segundo a investigação, é que antes de retirar os bilhetes que lhe cabiam, o suspeito terá espreitado ao interior da caixa e descolado cuidadosamente as coberturas de 28 bilhetes diferentes, verificando os respetivos prémios antes de decidir quais escolher.
Só depois de saber exatamente o que ia levar é que Okano terá simulado retirar cinco bilhetes ao acaso, saindo da loja com cinco prémios avaliados em cerca de 8.030 ienes, entre os quais se contava uma figura de Godzilla.
A fraude foi descoberta no dia seguinte
O esquema só veio a público no dia seguinte, quando funcionários da loja repararam que vários bilhetes dentro da caixa tinham sido adulterados e decidiram acionar as autoridades. A investigação que se seguiu levou à identificação e detenção de Okano, semanas depois, já em agosto.
Durante uma busca feita à sua residência, a polícia apreendeu cerca de 200 figuras de anime e mangá, um número que levanta suspeitas de que este não terá sido um caso isolado. As autoridades japonesas estão agora a investigar se o suspeito recorreu ao mesmo método noutras lojas de conveniência para continuar a alimentar a sua coleção.









