
Um dos maiores receios de quem acompanha a série Arma há anos pode finalmente ficar resolvido. Durante uma apresentação na Gamescom Dev, em Colónia, a produtora executiva da Bohemia Interactive, Natalia Agafonova, garantiu que o modo single-player vai regressar em força a Arma 4, depois de ter ficado praticamente ausente em Arma Reforger.
A conferência, realizada esta terça-feira, dia 25 de agosto, teve como tema a reconstrução da própria Arma Reforger, um caso que Agafonova usou como exemplo de tudo o que pode correr mal, e depois bem, quando um estúdio decide recomeçar do zero. O evento serviu como uma reflexão sobre como proteger a identidade central de uma franquia quando a maior parte da equipa nunca tinha trabalhado nela antes, e sobre como equilibrar as expectativas dos fãs mais antigos com as dos novos jogadores.
Arma Reforger chegou ao acesso antecipado em 2022 e, nos primeiros tempos, a receção não foi famosa. Só passado mais de um ano é que a Bohemia Interactive conseguiu endireitar o projeto, depois de repensar praticamente tudo, desde a forma como lidava com o novo motor gráfico até à maneira como a equipa de liderança trabalhava com os programadores mais jovens. O resultado acabou por servir de rampa de lançamento para Arma 4, o próximo grande capítulo da saga.
Ainda assim, ficou uma lacuna óbvia. Arma Reforger nasceu como um título exclusivamente multijogador, o que deixou de fora uma parte significativa da comunidade habituada a jogar sozinha desde os tempos de Operation Flashpoint. Foi precisamente esse ponto que surgiu na sessão de perguntas e respostas da palestra, quando alguém na plateia admitiu nunca ter comprado Arma Reforger por não ter conteúdo para um só jogador.
Agafonova respondeu sem rodeios:
“Tivemos de definir um desafio realista, porque o Arma Reforger é um degrau. É um passo em direção à nossa próxima grande instalação, que será o Arma 4, e optámos por nos focarmos num subconjunto mais pequeno daquilo que faz o Arma ser o Arma. Em geral, o Arma é composto por quatro coisas: multijogador, jogador único, o editor e a modding. Essas quatro coisas são muita coisa e, quando estávamos a desenvolver o motor, focámo-nos naquilo que precisava de mais avanço tecnológico para o Arma Reforger, apenas para testar o motor. Por isso, focámo-nos na capacidade de modding e no multijogador, deixando o editor e o jogador único para a próxima grande instalação, o Arma 4. Foi por isso que não o colocámos no primeiro jogo, porque tínhamos de o lançar mais cedo para testar o motor. Mas fiquem atentos, nós lembramo-nos do nosso ADN completo, e o Arma 4 está a caminho”.
Com editor de missões, modding e agora também jogador único de regresso à equação, a fórmula completa da série parece finalmente prestes a reunir-se num só jogo. Resta saber se o resultado vai convencer os veteranos que ficaram de fora de Arma Reforger a dar, desta vez, o salto.









