
Voltaram a surgir novos detalhes sobre a próxima consola portátil da Sony, conhecida nos bastidores como Project Canis, também apelidada informalmente de PSP 3. Segundo uma fuga de informação, o dispositivo promete um salto de desempenho bem maior do que seria expectável para um aparelho portátil, muito graças a uma nova geração da tecnologia de upscaling da PlayStation.
De acordo com o WCCFTech, o coração da máquina será um processador AMD Canis fabricado num processo de 3 nanómetros, combinando seis núcleos da arquitetura Zen 6, divididos entre quatro núcleos Zen 6c e dois núcleos Zen 6 LP, orientados para a poupança de energia. A memória fica a cargo de 24 GB de LPDDR5X, ligados através de um barramento de 192 bits, com o consumo total do sistema limitado entre os 15 W e os 25 W.
Já a parte gráfica assenta em 16 unidades de computação baseadas na futura arquitetura RDNA 5, com suporte para instruções Dual-Issue FP32. Em modo puramente portátil, o processador funciona a 1,2 GHz, entregando cerca de 4,91 TFLOPS de potência bruta. Ao ser encaixada numa dock, a frequência sobe para 1,65 GHz, elevando o desempenho a 6,75 TFLOPS.
PSSR 3.0: a verdadeira vantagem da máquina
Números como estes ficariam muito aquém da PS5 Pro se dependessem apenas do hardware puro. É aqui que entra o verdadeiro trunfo da consola, o PSSR 3.0, a próxima versão da tecnologia de upscaling da PlayStation, que vai trazer finalmente suporte nativo para Frame Generation nas consolas da Sony, algo que o próprio arquiteto de sistemas Mark Cerny já tinha deixado antever.
Devido às limitações impostas pela bateria e pelo consumo energético, os jogos mais exigentes serão renderizados internamente a uma resolução de apenas 540p, sendo depois convertidos para os 1080p nativos do ecrã através de um algoritmo baseado em redes neuronais. Com o PSSR 3.0 ativo, o desempenho efetivo salta para valores entre os 10 e os 11 TFLOPS em modo portátil, chegando aos 14 TFLOPS quando ligada à dock. Para efeitos de comparação, a PlayStation 5 normal tem uma GPU de 10,28 TFLOPS, enquanto a PS5 Pro chega aos 16,7 TFLOPS, o que colocaria a nova portátil claramente acima da consola base e bastante próxima do topo de gama da Sony.
Quando ligada a uma televisão, o sistema poderá ainda recorrer a perfis de escalamento mais agressivos, capazes de reduzir a carga sobre a unidade gráfica em mais de 50%.
Grande parte dos números já tinha sido avançada anteriormente pelo conhecido insider Kepler_L2, que aponta que o Project Canis deverá superar a Xbox Series S tanto em rasterização clássica como, sobretudo, no processamento de ray tracing.
Segundo o mesmo insider, a arquitetura permitiria ainda que a portátil corresse localmente jogos das bibliotecas de PS4 e PS5, e mais tarde títulos pensados para a próxima geração da PlayStation. Kepler_L2 chegou também a sugerir que a Sony não deverá conseguir colocar o dispositivo no mercado a um preço de 600 dólares, uma ambição que se torna ainda mais complicada tendo em conta a promessa de suporte a jogos PS5.
Por agora, o Project Canis continua no terreno dos rumores, sem qualquer confirmação oficial da Sony. A janela de lançamento apontada nesta fuga de informação situa-se no final de 2027, embora continue por esclarecer se o dispositivo chegará sozinho ao mercado ou lado a lado com a PlayStation 6.









