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Resident Evil no Japão? Produtor admite ideia dentro da equipa

Capcom considera Japão como cenário para Resident Evil

Resident Evil 2026 japan poster (3)

Trinta anos de Resident Evil, mais de 170 milhões de jogos vendidos em todo o mundo, cenários que passaram pelos Estados Unidos, Europa, África e China, e o Japão, país onde a série é desenvolvida, nunca serviu de palco para nenhum jogo principal da franquia. Masato Kumazawa, produtor de Resident Evil Requiem, admitiu numa entrevista recente que isso é algo que pesa, e que toda a equipa já equacionou mudar.

Em conversa com a publicação japonesa Futaman, Kumazawa foi questionado sobre o futuro da série, incluindo possíveis localizações para próximos jogos. A resposta foi direta: “Acho que um cenário japonês é algo sobre o qual todo o fã japonês de Resident Evil já pensou, e eu próprio também já considerei. Como a equipa de desenvolvimento é principalmente sediada no Japão, acho que todos os membros já pensaram nisso. Embora o Japão ainda não tenha aparecido como cenário de um jogo, pode aparecer em algum momento no futuro”.

Kumazawa acrescentou que a Capcom não quer comprometer os elementos centrais da série, personagens, história e identidade, mas que lançar repetidamente o mesmo tipo de jogo acabaria por cansar os jogadores, daí a vontade de continuar a explorar novos desafios. Resident Evil Requiem, lançado a 27 de fevereiro de 2026 para PS5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2, é um exemplo disso, apresenta dois protagonistas jogáveis e a possibilidade de alternar entre perspetivas em primeira e terceira pessoa em tempo real.

O jogo foi o mais rápido da série a atingir marcos de vendas, com mais de seis milhões de unidades vendidas em menos de um mês após o lançamento. Em abril, o diretor Koshi Nakanishi confirmou que as vendas já ultrapassavam as sete milhões de unidades, tornando Requiem o jogo da franquia com o crescimento mais acelerado de sempre.

No mesmo contexto da entrevista, Kumazawa também abordou a linha temporal da série, sublinhando que a Capcom não segue regras rígidas nesse aspeto. “Só começámos a retratar personagens a envelhecer com Resident Evil 4. Na verdade, chegámos mesmo a recuar na linha temporal entre Resident Evil 2 e Resident Evil 3, por isso não seguimos nenhuma regra definida”, explicou. O produtor acrescentou que a cronologia é ajustada consoante os personagens e a história que a equipa pretende retratar em cada título.

A possibilidade de um cenário japonês ganha ainda mais peso quando se olha para o que tem acontecido na indústria nos últimos anos. Títulos como Ghost of Tsushima e Black Myth: Wukong ajudaram a elevar o interesse por cenários asiáticos junto dos jogadores ocidentais, e grandes franquias internacionais têm seguido essa tendência, com Assassin’s Creed e Forza Horizon a levarem as suas séries ao continente asiático recentemente. A própria Konami, com Silent Hill f, levou pela primeira vez a sua franquia de terror ao Japão, algo que os fãs de Resident Evil não deixaram passar em branco.

Por agora, a declaração de Kumazawa não é um anúncio nem uma confirmação de qualquer projeto em curso. É, no entanto, a admissão mais direta que um responsável da Capcom fez publicamente sobre o tema, e provavelmente a que mais fãs da série estavam à espera de ouvir.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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