
A Sony não desiste da ideia de um comando que vai além dos botões tradicionais. Uma nova patente mostra um dispositivo com uma abordagem completamente diferente do que estamos habituados, um conjunto de 25 nós dispostos numa grelha de cinco por cinco linhas, cada um capaz de responder a torções, beliscões e pressões de formas distintas.
A patente, originalmente submetida em setembro de 2022, só foi publicada nos Estados Unidos a 26 de março de 2026. Antes disso, em julho de 2025, já tinha surgido uma versão registada na União Europeia, que deu os primeiros detalhes públicos sobre o conceito.
Um conceito que a Sony persegue há anos
Não é a primeira vez que a Sony explora esta direção. Há cerca de dois anos, surgiu uma patente diferente para um comando “deformável”, nessa altura composto por duas esferas ligadas por um tubo oco, cada esfera podia ser apertada ou rodada para desencadear ações no jogo. O novo registo mantém a mesma filosofia, mas o design mudou radicalmente.
Desta vez, os nós estão interligados por hastes flexíveis, criando uma superfície com uma mobilidade quase têxtil. O conjunto pode ainda ser recoberto, na totalidade, por um tecido, algo que a própria patente descreve explicitamente: “quando o dispositivo de manipulação é efetivamente utilizado, pode ser coberto na sua totalidade com uma capa de tecido”.
A Sony Patent for a grid-shaped controller with deformable buttons that twist and adjust has been discovered
“It aims to deliver advanced tactile feedback, letting players feel things like weight, friction, and impact through interconnected button mechanisms.”
Source:… pic.twitter.com/Wp9CmcThDz
— Radec (@realradec) April 15, 2026
Como funcionaria na prática?
Cada nó é independente e pode ser torcido, elevado, comprimido ou empurrado. A configuração exata dos nós pode ser alterada pelo software consoante o que o jogo exija. Um dos exemplos concretos apresentados na patente é revelador, puxar um nó para criar um vulcão num terreno em jogo e, de seguida, rodá-lo para o fazer entrar em erupção.
Além do input físico, cada nó tem também capacidade de vibração individual, permitindo simular sensações específicas, desde o impacto de um disparo a um tremor de terra.
A ambição declarada da Sony com este conceito é ir além do feedback háptico do DualSense, proporcionando um nível de imersão que os comandos convencionais, por definição, não conseguem atingir.
Uma patente é apenas uma patente
Vale a pena manter as expectativas em perspetiva. A Sony é uma das empresas mais prolíficas a nível de patentes tecnológicas, a empresa registou 2.256 patentes só em 2025, ocupando o 14.º lugar entre os maiores requerentes junto do USPTO. No total, o grupo detém mais de 133.000 patentes norte-americanas ativas, a grande maioria das quais nunca chegou a um produto comercial.
O próprio historial recente da Sony ilustra bem isso, entre as patentes que foram surgindo nos últimos meses, contam-se um comando totalmente baseado em ecrãs tácteis, sem botões físicos, publicado em janeiro de 2026, e até uma patente que propõe encaixar um smartphone por cima do DualSense. São conceitos, não anúncios de produto.
O que torna este registo diferente, pelo menos em teoria, é a consistência. A Sony já tinha explorado comandos deformáveis antes, e voltou ao tema com um design mais elaborado. Se isso significa que há desenvolvimento interno ativo, ou se é apenas proteção de propriedade intelectual, é algo que a empresa não confirmou.








