
A indústria do mangá está de luto. Keiko Okamoto, autora responsável por uma das versões mangá de Corrector Yui, morreu no dia 6 de maio devido a uma hemorragia cerebral (AVC). A notícia só veio a público esta quarta-feira, mais de um mês depois do falecimento, através de uma publicação feita pelos familiares da artista na sua conta de X (antigo Twitter).
A mesma confirmação foi partilhada pela conta oficial da revista digital Comic Maomao, onde Okamoto colaborava com um projeto ainda recente.
Quem era Keiko Okamoto
Natural da prefeitura de Okayama, no Japão, Okamoto formou-se em Literatura Japonesa pela Sugiyama Jogakuen University Junior College e construiu a carreira no género shoujo, dirigido sobretudo a um público feminino jovem. Ao longo dos anos, assinou trabalhos como Dominic’s Child, The Falcon Dynasty, Avoiding Mr. Right e Brothers of Bha’Khar.
A obra que mais a notabilizou junto do público ocidental foi, no entanto, Corrector Yui, um mangá com uma história curiosa de bastidores que envolveu diretamente o criador da série original.
Corrector Yui nasceu como uma criação do mangaká Kia Asamiya, conhecido também por obras como Compiler e Silent Mobius, e foi inicialmente publicado pela editora Shogakukan na revista Ciao, entre março e novembro de 1999, ao longo de dois volumes.
Quando a NHK decidiu transformar a obra num anime de 52 episódios, transmitido na NHK Educational TV entre abril de 1999 e outubro de 2000, optou por encomendar uma adaptação para mangá paralela, desta vez assinada por Okamoto e publicada pela NHK Publishing. Foi essa versão, com cinco volumes na primeira parte e mais quatro na sequela Corrector Yui Ver. 2, que acabou por chegar ao mercado internacional através da Tokyopop, a partir de 2002.
Na história, Yui Kasuga é uma adolescente de 14 anos que, ao contrário de praticamente toda a gente à sua volta no ano de 2020, não consegue lidar com tecnologia. A jovem acaba arrastada para o mundo digital da ComNet, onde se torna na guardiã virtual conhecida como Corrector Yui, encarregue de travar um vírus informático rebelde chamado Grosser antes que este tome controlo da rede global.
Apesar de Corrector Yui remontar a há mais de duas décadas, Okamoto continuava ativa na profissão. Em março deste ano, tinha começado a publicar na Comic Maomao a série Ochikobore Hoketsu Reijо̄ wa Tsumetai Kо̄shaku kara Nigedashitai, algo como “A filha substituta reprovada quer fugir do duque frio”, que se tornou, assim, no seu último trabalho conhecido.
Aqui no OtakuPT apresentamos as nossas mais sinceras condolências à família e amigos de Keiko Okamoto.









